:: Belenenses XV ::

quarta-feira, junho 06, 2007

Perspectivando uma «nova» Divisão de Honra

Há umas semanas atrás escrevi aqui, no Belenenses XV, acerca da iniciativa do presidente da Agronomia, Amado da Silva, relativamente à convocação dos responsáveis dos clubes para uma discussão sobre a Divisão de Honra e sobre o Rugby de clubes em Portugal.

Na altura foi com extrema satisfação que li o texto publicado por Amado da Silva no site oficial do seu clube.

Acontece que Amado da Silva voltou ao tema – também na habitual crónica «O Cantinho do Presidente», de 4 de Junho de 2007 –, avançando um pouco mais neste tema. É sobre alguns aspectos referidos no texto referenciado que me proponho escrever hoje.

A preocupação relativa ao potencial efeito da preparação do Mundial na temporada 2007/2008 é inteiramente justificada. Partilho-a e já a fiz sentir aos responsáveis do meu clube.

Amado da Silva informa que a tal convocatória foi feita, e que a ela corresponderam vários dirigentes. Pessoalmente não tomei conhecimento da iniciativa (aliás, nem tinha de ter tomado) e por isso não sei se o Belém esteve representado (presumo que sim) nem quais os clubes ausentes. Mas isso não é relevante para o que aqui gostaria de referir.

Diz Amado da Silva que se sente uma vontade de mudança, mas adverte para um certo imobilismo por parte de quem vai beneficiando do sistema. Não me surpreende, até porque uma coisa é a análise que o clube A ou o clube B fazem do «estado de coisas» do Rugby luso, outra questão bem diferente é a efectiva disponibilidade desses mesmos emblemas para se empenharem em medidas concretas para a inversão deste ciclo descendente do Rugby de clubes



Na verdade, o imobilismo não serve a ninguém, e é isso que mesmo os mais imobilistas terão de perceber rapidamente. O Rugby de clubes está moribundo, e há modalidades com menor expressão ou menor potencial que lhe passam à frente todos os dias. Os patrocinadores lá se vão arranjando com base nos conhecimentos, cunhas, amizades... Mas esse não é o caminho para o futuro. Como qualquer modalidade decente, o Rugby terá de afirmar o seu valor próprio, a sua capacidade organizativa e procurar gerar retorno(s) para todos aqueles que nele se envolvem. Seja ele de carácter financeiro ou de outro tipo.

O imobilismo tem conduzido a «isto» que temos hoje. Chega!

O caminho apontado pela Agronomia parece-me bastante sensato: libertar a FPR para as tarefas específicas da divulgação da modalidade, criação de novas equipas e clubes, aposta na formação e nas provas vocacionadas para os escalões etários mais jovens... através de uma autonomia controlada e rigorosamente definida/estabelecida (acrescento eu) dos clubes principais da modalidade na organização de uma prova máxima digna desse nome e do Rugby.

É claro que se os clubes se puserem de acordo sobre este tema, e decidirem avançar mesmo com a organização da Divisão de Honra (supondo que a FPR se libertava desse pesado fardo, que pelos vistos não deseja para si, tal o grau de desorganização verificado nas últimas edições da prova), terão de mostrar competências e DISPONIBILIDADES vastas. Seria MUITO negativo para os emblemas e para a prova verificar-se uma incapacidade dos clubes maior do que a confrangedora incapacidade da FPR.

Terão os clubes capacidade para gerir, de forma consensual, uma prova como a Divisão de Honra? Terão os clubes a capacidade de se meterem de acordo relativamente a questões como a arbitragem, os regulamentos e os calendários?

Eu espero bem que sim, mas tenho fundadas dúvidas.

É que se a FPR tem mostrado grandes dificuldades organizativas na gestão da modalidade (sobretudo dentro de portas), os clubes têm também nisso graves responsabilidades, por acção ou inacção. Mais: os próprios clubes não são modelos perfeitos de organização, e parece-me que antes de avançarem numa direcção mais responsabilizante das suas funções terão de se auto-avaliar.

Amado da Silva propõe que aguardemos por novos episódios. Venham eles... a bem do Rugby.

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segunda-feira, maio 14, 2007

Convite agrónomo faz todo o sentido

O presidente de Agronomia, Amado da Silva, escreveu na sua habitual crónica (agora publicada no renovado site do clube) uma série de pertinentes observações acerca do futuro do Rugby de clubes em Portugal. A sua preocupação, como a minha aliás, respeita à principal prova de Rugby de clubes disputada em Portugal.

Amado da Silva pergunta – e bem – se « Estarão os clubes disponíveis para se unirem em torno de um projecto comum com, ou sem, o desejável apoio da FPR, que certamente estará absorta com o Mundial?».

A FPR já mostrou que não é capaz de dinamizar a Divisão de Honra. Não é capaz de valorizar a prova no contexto nacional, não sabe para que serve o modelo implementado, não sente necessidade de a dar a conhecer à esmagadora maioria dos portugueses, que apenas agora começam a olhar – timidamente – para o panorama nacional do Rugby.

A Divisão de Honra parece ser, para a FPR, uma coisa para entreter, entre jogos internacionais.

Como é óbvio, os clubes têm uma palavra a dizer sobre esta quetsão, até porque são eles os associados desta Federação. A Federação será sempre aquilo que os clubes quiserem, e se calhar está na hora dos clubes exercerem esse poder decisivo sobre uma Federação que, atacada por todos os lados, parece fechar-se sobre si mesma, olhando apenas para o lado festivo do Rugby e para uma selecção nacional de XV que nos vai dando motivos de orgulho.

«Não há tempo a perder», diz o presidente agrónomo. E tem toda a razão. É que tempo perdido é coisa que não falta nesta tão mal tratada modalidade.

É de facto preciso resolver os mais urgentes problemas do Rugby de clubes:

- A relação com os media;
- A sensível questão da arbitragem;
- O modelo competitivo (que deve ser adequado à nossa realidade, em vez de se implementar um modelo que apenas nas provas mais profissionais do mundo parece encontrar sentido);
- A relação selecção/clubes.

Eu acrescento uma bandeira que me é cara, e acerca da qual venho falando à meses, quase ininterruptamente: a questão da abertura do Rugby ao exterior, trazendo mais público ao Rugby, popularizando esta modalidade ainda tão elitista.

Depois penso que há outras questões de grande importância, como a dos campos (na maior parte dos casos sem condições), por exemplo. Trabalho é o que não falta.

O clube da Tapada tomou a iniciativa de colocar estas questões em cima da mesa, e vai convocar os outros emblemas para as discutir, tendo em vista uma plataforma comum de entendimento.

Pessoalmente tenho pena que o Belém não tenha avançado antes pelo mesmo caminho. Resta-nos, belenenses, participar activamente neste processo, abrindo em conjunto com os principais clubes nacionais da modalidade novos horizontes ao Rugby de clubes luso.

A FPR que se ponha a pau. É que noutras modalidades, problemas semelhantes conduziram os clubes a soluções de ruptura com as respectivas Federações.

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terça-feira, maio 08, 2007

Ensaios 2006/2007

Ensaios marcados pelo Belenenses em 2006/2007 (Divisão de Honra, Fase regular e Play-off): 40 (média de 2.9 por jogo).

Ensaios sofridos Belenenses em 2006/2007 (Divisão de Honra, Fase regular e Play-off): 42 (média de 3 por jogo).

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Valter Jorge (n.º8) - 6

Juan Murré (pilar) - 3
Sebastião da Cunha (2ª/3ª Linha) - 3
Salvador da Cunha (3ª Linha) - 3
Duarte Bravo (Ponta/Centro) - 3

Diogo Mateus (centro) - 2
Duarte Moreira (asa/ponta) - 2
Francisco Moreira (defesa) - 2
Diogo Miranda (abertura) - 2
João Mirra (defesa) - 2
Carlos Gaspar (centro/formação) - 2

Cristian Spachuk (pilar) - 1
Diogo Pinheiro (centro) - 1
David Mateus (ponta/centro) - 1
Ramiro Alvarez (abertura/ponta) - 1
João Uva (asa) - 1
Diogo Castro (centro) - 1
Gonçalo Lucena (asa) - 1
Tiago Cabral (ponta) - 1

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segunda-feira, maio 07, 2007

Sobre o Campeonato que agora termina

Terminou o Campeonato, que este ano foi esquisito e marcado por incidências mais ou menos esquisitas.

Começou com violência q.b. (quem já se esqueceu da constante «troca de galhardetes» no início da prova?), continuou com a selecção a retirar aos jogos os seus mais talentosos protagonistas, prosseguiu já na fase descendente com as equipas a posicionarem-se o melhor que puderam para o «sprint» final e... acabou com grande alarido em torno da justo vitória de uns e injusta descida de outros.

Começando pelo fim, tenho para mim (desde o ano passado, quando o Belém até lutou pelo título) que este modelo de descida é aberrante. Aliás, como (quase) toda a gente acha o mesmo, a AG da FPR decidiu alterar a fórmula competitiva da cauda da tabela, sendo aplicável a nova forma de apuramento da equipa que desce em 2007/2008.

Ora, a fava calhou – neste ano da despedida – a um Técnico que realizou boa ponta final do campeonato (tal como no ano passado), mas que acabou por não ter pernas para dar a volta a um jogo que tudo decidia.

Bem vistas as coisas, entre um Cascais que somou 1 vitória e 1 empate, e uma Académica que em 2005/2006 encaixou 14 derrotas de empreitada, a coisa acaba por não ser muito diferente, e é com sabor a injustiça que a rapaziada das Olaias fará nova travessia do deserto, numa «segundona» que é mais complicada do que se pensa, até tendo em conta o esforço financeiro e humano que é andar para cima e para baixo, num campeonato que até tem a virtude de estar mais bem distribuído, geograficamente falando.

Acontece que todos sabiam desde o primeiro jogo que a descida se resolveria desta forma, e por isso com ou sem injustiça, está decidido o figurino de 2007/2008 da DH, e o Cascais consta dele. Parabéns aos de Cascais, porque não têm culpa nenhuma, mas têm o mérito de ter vencido, quando realmente importava.

A Agronomia lá levantou o caneco, e eu acho muito bem que o tenha feito. Dominou o campeonato – tal como o Belém, no ano passado – e seria uma tristeza ver o título fugir-lhes em 80 minutos. Tenho para mim que a Agronomia começou a ganhar este campeonato bem antes do apito inicial, quando soube planear a temporada, escolher os seus reforços e gerir o plantel numa temporada em que a gestão das equipas foi muitíssimo prejudicada pelos jogos internacionais de XV e Sevens (circuito completo, pela 1ª vez).

Parabéns aos Agrónomos, aos jogadores e técnicos, e em particular a Amado da Silva, que muito tem trabalhado para ser feliz.

O Direito fica-se pelo segundo lugar, o qual é posição honrosa e faz justiça à qualidade do seu plantel. A «prata» não é «lata», e por isso devem os advogados do Monsanto ver este lugar no pódio com orgulho. A perder também se aprende, e esta é uma boa oportunidade para o clube dos homens da justiça fazer justiça aos vencedores de 2006/2007 e à arbitragem do João Mourinha, que segundo me diz quem viu (eu não estava lá) foi de bom nível, não justificando toda a indignação da equipa bi-campeã nacional.

Surpresa para mim foi mesmo o 3º lugar do CDUL, que é o clube mais premiado do Rugby nacional, mas que há muito andava afastado destas guerras dos primeiros lugares.

Chegaram à Final Four com mérito, discutiram na Tapada um lugar na final com grande força e coração, e acabaram por conquistar um bronze que tem quase sabor a ouro, tendo em conta a juventude da sua equipa.

O CDUP, que começou o campeonato da pior forma possível (4 derrotas em 4 jogos) acabou por somar 9 vitórias (!), e qualificar-se com relativamente tranquilidade para a Final Four. É merecido para os nortenhos do Rugby, que andam sempre para cá e para lá, fazendo esforços admiráveis e registando resultados de respeito.

Um bem haja para o CDUP e para a invicta cidade do Porto.

Na luta pelos lugares «sem sabor», Benfica e Belenenses – que nos últimos anos andaram nas Final Four e que em 2006/2007 acabaram por tremer um pouco e ver ao longo o espectro da descida – têm razões para pensar muito acerca do que se passou (ou não) no ano desportivo que agora termina!

No caso do Belém, creio que tem condições para pensar – já em 2007/2008 – em regressar aos lugares de topo. E porque talento há – ninguém duvida! – o segredo está mesmo em seguir o exemplo daqueles que se organizaram. É que se os campeonatos se ganham dentro de campo, é fora dele que muitas vezes se faz a diferença.

Temos de dar melhores condições à nossa rapaziada.

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domingo, maio 06, 2007

Divisão de Honra: classificação final

1º - Agronomia (Campeão Nacional 2006/2007)
2º - Direito
3º - CDUL
4º - CDUP
5º - Belenenses
6º - Benfica
7º - Cascais
8º - Técnico (desce à 1ª Divisão)

Sobe à Divisão de Honra em 2007/2008: Académica de Coimbra.

Resultados:

Final: Agronomia, 15 - Direito, 8
3º/4º: CDUL, 19 - CDUP, 10
5º/6º: Belenenses, 24 - Benfica, 20
7º/8º: Cascais, 13 - Técnico, 9

Nota: Deixo aqui um abraço solidário ao Técnico e aos seus atletas, que mercê de um modelo de campeonato com o qual não me identifico em absoluto (ler aqui) descem de divisão.

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sábado, maio 05, 2007

Parabéns, Agronomia

A equipa de Agrononomia conquistou esta tarde, ante o Direito, o primeiro título nacional da sua história. Penso que é (mais do que) merecido, e por isso daqui vai uma saudação para os da Tapada.

Parabéns, Agronomia.

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quinta-feira, maio 03, 2007

XV's azuis em 2006/2007 (DH)

É curioso verificar que durante a temporada desportiva de 2006/2007 (Divisão de Honra, fase regular), o Belenenses nunca repetiu duas vezes o mesmo XV, e quase sempre produziu alterações grandes nas equipas iniciais. É aliás evidente que esta é uma das razões para o insucesso desportivo da equipa durante este ano, aliado ao facto de termos perdido ao longo da temporada 3 capitães (João Uva, Francisco da Cunha e Bruno Nifo), por razões diversas.

A única vez que o Belenenses repetiu um «cinco da frente» (Murteira, China e Juan; Fezas Vital e Lourenço Andrade) acabou por obter duas importantes vitórias sobre Direito (em casa) e Benfica (fora), jogos marcados por boas exibições.

No resto do campeonato... foi o que se viu: grande rotatividade de jogadores nas diversas posições do terreno, com alguns dos jogadores mais experientes a jogarem quase esporadicamente no XV inicial.

Não tenho a ficha de jogo relativa à derrota com o Técnico nas Olaias - aquele que terá sido o pior jogo da temporada - mas relativamente ao todos os outros 14 jogos da DH já disputados (13 da fase regular + 1 do Play-Off) registam-se 37 jogadores nos diversos XV's iniciais do Belenenses:

Murteira, Juan, Spachuk, China, Guillermo, Janardo, Fezas, Lourenço, Miroto, Sebastião, Diogo Jorge, Mata Pereira, Perkins, Lucena, Nogueira, Uva, Salvador, Valter, Miguel Fernandes, G.Gonçalves, Netto, Nifo, Nica, Ramiro, Miranda, Pedro Silva, Bravo, Duarte Moreira, Cabral, João David, Francisco Cunha, Diogo Castro, David, Diogo Mateus, «Hernâni», Moreira e Mirra.

Os jogadores mais utilizados foram Juan Murré (que para mim foi o melhor jogador azul da época, assunto sobre o qual falarei em post específico), Valter Jorge, Paulo Santos, Fezas Vital, Nifo (apesar da ausência na última fase do campeonato e os 2 jogos de um castigo inacreditável após o Belenenses vs. Direito), Mirandinha (a 15 e a 10) e Ramiro (primeiro a 9, depois a 10 e por fim na ponta).

Numa segunda linha de jogadores relativamente estáveis - no que diz respeito ao número de utilizações - temos: Bravo (até se aleijar foi muito utilizado), Uva (apesar da selecção e da ausência na fase final da temporada), Pedro Silva (apesar de não ter sido utilizado na 1ª volta), David Mateus (tantas lesões...), Spachuk (muitas jornadas lesionado e um fim de temporada a asa) e Sebastião. Destaque ainda para o Lucena, que fez 6 jogos como titular, mas que esteve quase sempre presente nas convocatórias.

Depois há um terceiro conjunto de jogadores menos vezes incluídos no XV inicial, por razões muito diversas, e que incluem alguns atletas da equipa que em 2005/2006 esteve à beira do título: Lourenço, Mirra, Francisco da Cunha, Diogo Mateus (regressou apenas no final), Netto (passou a treinador e jogou apenas quando o Nifo estava castigado) e Mata Pereira.

A equipa do Belenenses viveu uma temporada de elevada instabilidade ao nível das disponibilidades dos diversos jogadores, e essa foi de facto uma das razões para tantas derrotas e tanta dificuldade em estabilizar um modelo de jogo.

Para consultar a lista de titulares 2006/2007, clique aqui.

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sábado, abril 28, 2007

Vitória justa garante «permanência»



O Belenenses garantiu esta tarde a permanência no grupo das mais fortes equipas de Rugby portuguesas, depois de bater – com justiça – a equipa do Técnico, por 22-13. Os azuis foram sobretudo dominadores nos segundos quarenta minutos, período durante o qual marcaram quatro ensaios contra apenas um.

O Técnico entrou bastante bem no jogo, e empurrou o Belenenses para os seus 22 metros durante vários minutos. Os avançados das Olaias trabalharam muito durante este período, e o Belenenses teve de se empenhar bastante na defesa… Aguentou-se a turma azul, que viu Joe Gardner falhar o 0-3 a meio do primeiro tempo, resultado que até colocaria alguma justiça no resultado.

O Belém resistiu, e até conseguiu sacudir a pressão a partir dos 15/20 minutos, colocando o jogo no meio campo adversário, e contrariando o Técnico na touche, com os irmãos Sebastião e Salvador Cunha a roubarem a oval por diversas vezes.

No final do primeiro tempo o 0-0 acabava por penalizar mais o Técnico do que o Belenenses, pese embora seja justo dizer que nenhuma das equipas jogou durante o primeiro período um Rugby vistoso.

O segundo tempo foi totalmente diferente, e não obstante o jogo de avançados tivesse sido equilibrado, a linha de 3/4’s do Belenenses fez a diferença. O par de centros – Diogo e David Mateus – esteve em particular evidência, bem como o jovem abertura (júnior) Diogo Miranda, muito no jogo e com um conjunto de decisões acertadas que abriram caminho à vitória azul.

O Belenenses marcou quatro ensaios quase seguidos, com o Técnico a responder através do australiano Joe Gardner (duas penalidades).

De entre os ensaios do Belenenses destaque para o segundo, de Valter Jorge, marcado na ponta esquerda do ataque azul, depois de um passo ao pé de Diogo Miranda, a revelar excelente visão de jogo. Igualmente vistosos foram os ensaios dos dois centros do Belém, David e Diogo Mateus, os quais aconteceram na sequência de boas arrancadas e melhor resistência às tentativas de placagem dois jogadores do Técnico.

Creio que os homens das Olaias pagaram na 2ª parte o esforço da 1ª, e acabaram por ceder a derrota sem grande capacidade de resistência, não obstante toda a vontade e espírito de luta evidenciado (facto aliás demonstrado pelo ensaio alcançado já em cima do apito final).

A jogar assim penso que o Técnico conseguirá a manutenção, resultado que aliás penso ser o mais justo tendo em conta a classificação final da fase regular.

O Belenenses fica agora à espera do resultado do jogo entre Benfica e Cascais, para saber com quem joga no próximo fim-de-semana uma partida a feijões, que nunca será encarada de forma plena pela generalidade dos jogadores, já que do ponto de vista competitivo acaba por não decidir nada de relevante.

Belenenses: Guillermo, China e Juan; Sebastião e Salvador (5); Lucena, Spachuk e Valter (5); Nica e Miranda (2); Diogo Mateus (5) e David Mateus (5); Ramiro, Mirra e Pedro Silva. Entraram: Duarte Moreira, Lourenço Andrade, Fernando Murteira, Diogo Castro e Tiago Cabral.

Evolução do marcador: 1ª parte: 0-0. 2ª parte: 5-0; 7-0; 7-3; 12-3; 12-6; 17-6; 22-6; 22-11; 22-13.

Fotografias do jogo:













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sexta-feira, abril 27, 2007

Indisciplina no CD da FPR

A situação é lamentável, caricata e bem esclarecedora acerca do estado a que isto chegou: o Conselho de Disciplina (CD) da FPR resolveu castigar o 2ª linha do Belenenses, João Fezas Vital, com 2 jogos de suspensão na sequência do jogo da 11ª jornada da Divisão de Honra, disputado na Tapada.

O referido jogo teve lugar no dia 5 de Abril.

Ora, consultando os regulamentos que muita gente diz conhecer, mas que poucos lêem de facto, chega-se à seguinte conclusão: o relatório do árbitro/ficha de jogo terá sido entregue nos serviços da FPR (de acordo com o regulamento disciplinar) até 2ª feira, dia 9 de Abril, dispondo o CD de 6 dias úteis após a data do jogo para decidir acerca do castigo a aplicar ao infractor.

Jogo a 5, boletim entregue a 9 e castigo decidido até 14 de Abril.

Acontece que, por razões que desconheço, o castigo apenas agora foi decidido: dois jogos que, tendo em conta a data da decisão, afastarão o Fezas Vital do jogo decisivo da temporada, com o Técnico, e depois do jogo que se segue (que pode ser a feijões ou não, depende do resultado de amanhã).

Pela minha parte defendo que o Belenenses deve reagir a mais este caso - que vem responder a todos aqueles que afirmam ser o Belenenses um clube beneficiado pela FPR... - denunciando o incumprimento do regulamento, e desenvolvendo todos os esforços para que o jogador em causa esteja disponível para o encontro deste sábado.

É que após o encontro com a equipa de Agronomia já tiveram lugar 3 encontros: CDUP, Direito e Benfica. Tivesse o CD decidido em tempo útil e de acordo com as regras do regulamento, e o jogador teria cumprido castigo durante a fase regular. Faz sentido decidir fora de horas? Faz sentido fragilizar a equipa do Belenenses nesta fase do campeonato, quando o erro é do CD da FPR?

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quinta-feira, abril 26, 2007

Deixem-se de tretas!!!

O Belenenses XV é um blog dirigido sobretudo a sócios e adeptos do Clube de Futebol «Os Belenenses». Na sua génese encontra-se precisamente a ideia de levar o Rugby a mais gente, e de levar mais gente ao Rugby. Assim, este texto que intitulei «Deixem-se de tretas» dirige-se precisamente a todos aqueles que, intencional ou acidentalmente, aqui venham parar. Dirige-se a vós, meus caros consócios.

A maioria dos belenenses tem pelo Rugby um distanciado respeito. Modalidade de contas certas, com autonomia apontada como exemplo dentro do Clube, o Rugby habituou os sócios a bons desempenhos desportivos (ao nível sénior e da formação)... Todavia, sempre foi uma modalidade de bancadas vazias.

Quando lutávamos pelos lugares de cima, a desculpa para a ausência de público era a própria natureza do jogo (muito parado, de leis complexas, etc...). Agora que estamos numa luta ainda mais importante, com a equipa a terminar uma temporada muito difícil, a desculpa é outra: não ganham, não estão la luta pelo título, é uma época para esquecer, etc...

Pessoalmente envolvido na secção de Rugby, penso que a culpa do afastamento dos adeptos do clube face à sua equipa não é só deles. Mas também é! Quando não se quer «perder» tempo para ir apoiar jogadores que vestem (na esmagadora maioria dos casos) gratuitamente a camisola do Belenenses, todas as desculpas se inventam.

Acontece que pela primeira vez em vários anos estamos, de novo, a lutar para garantir tranquilidade. Caros amigos, abram os olhos: a nossa equipa, que durante os últimos cinco anos lutou sempre pelos lugares de cima e até pelos títulos nacionais (tendo vencido um campeonato, uma Taça de Portugal e duas Supertaças) está hoje a lutar pela permanência.

É tempo de todos serem solidários com um grupo de jogadores que tudo dá ao Belenenses sem nada pedir em troca! É tempo de ocupar o nosso lugar na bancada do campo 2 e puxar pela primeira vez na vida pelos Rugby do Belenenses.

Caros consócios: deixem-se de tretas! Vamos apoiar a nossa equipa sénior de Rugby.

O jogo do ano disputa-se sábado, pelas 12 horas (hora a confirmar), no Relvado 2 do Restelo. O adversário é o Técnico.

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quarta-feira, abril 25, 2007

6º lugar vale Técnico no Restelo



A equipa do Belenenses foi esta tarde derrotada no Restelo pelo Benfica, em jogo a contar para a 14ª e última jornada da Divisão de Honra, por 15-16 (3-1 em ensaios).

Já conhecedores da derrota do Técnico nas Olaias, que garantia a 6ª posição na tabela classificativa, e sem possibilidades de alcançar um 5º lugar que o Benfica havia garantido na 13ª jornada, os dois conjuntos apresentaram-se muito desfalcados, colocando jogadores menos utilizados nos respoectivos XV's.

O Belenenses alinhou com F.Murteira, C.Janardo e G.Malin; Fezas Vital e G.Lucena; Miguel Fernandes, Spachuk e Valter Jorge; Carlos Gaspar e Miranda; Diogo Mateus e Pedro Silva; Ramiro, Cabral e Mirra. No banco apenas 6 jogadores, devido à indisponibilidade física de última hora do ponta João David: Murré, Fraga, Lourenço Andrade, Salvador, Duarte Moreira e D.Castro.

O Benfica marcou primeiro (0-7), mas foi o Belenenses quem fez as despesas deste jogo «a feijões» quase sempre mal jogado. Os azuis marcaram 3 ensaios por Cabral, Mirra e Ramiro, e poderiam ter chegado ao 4º ensaio (da vitória e ponto bónus) a poucos minutos do fim, quando Duarte Moreira foi placado a 2 metros da linha de ensaio, depois de um sprint de quase meio campo.

Do lado do Benfica, um ensaio convertido, duas penalidades e um drop foram suficientes para «vingar» a derrota caseira com o Belenenses na última jornada da 1ª volta, jogo disputado no EUL.

A fase regular termina assim com o Belenenses na 6ª posição, pelo que recebrá no próximo fim-de-semana o Técnico (7º classificado), no Restelo. Como é óbvio este será o jogo mais importante da temporada, devendo já alinhar vários jogadores que por razões diversas não têm estado disponíveis durante os últimos jogos.

Espera-se casa cheia no Restelo.

Fotografias do Jogo









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terça-feira, abril 24, 2007

Fase decisiva começa amanhã

A equipa sénior de Rugby tem este feriado uma oportunidade de ouro para fechar da melhor forma a sua irregular participação na Divisão de Honra 2006/2007. Os azuis recebem um dos seus maiores rivais – o Benfica – pelas 19 horas, no relvado 2 do Complexo do Restelo.



O encontro, a contar para a 14ª e última jornada da prova, coloca frente a frente os dois mais antigos emblemas ainda no activo do Rugby nacional, e duas equipas rivais, que ainda em 2005/2006 disputaram a meia-final de acesso ao jogo decisivo da temporada: Belenenses e Benfica.

A actual temporada não correu de feição a nenhum dos conjuntos, e este jogo acaba por ter um sabor amargo para os dois conjuntos, afastados do Play-off do título e que agora se vêem envolvidos no mini-campeonato da permanência que inclui ainda o Técnico e o Cascais, lanterna vermelha da prova.

O Belenenses parte para este encontro sem possibilidades de chegar ao 5º lugar (ocupado pelo Benfica), mas ainda apertado por um Técnico que pode (no pior dos cenários para os azuis) igualar em pontos da turma do Restelo na 6ª posição, obrigando o Belém a disputar o jogo mais importante da temporada (a meia-final da «leguilha» da descida) nas Olaias, já que no confronto directo temos desvantagem...

Importa pois ganhar o encontro (ou no pior cenário pontuar), garantindo o encontro com o Técnico no Restelo, no sábado à tarde. Um ponto chega ao Belenenses para afastar definitivamente a possibilidade de ter de se deslocar ao campo do adversário.

O Belenenses voltará a não contar com João Uva e Bruno Nifo. Em dúvida encontra-se uma mão cheia de atletas, a contas com lesões (umas mais graves que outras)... o que obriga a equipa técnica a gerir esforços, tendo em conta não apenas o jogo de amanhã, mas sobretudo a «final» de dia 28 (às 17:00 horas).

O jogo tem início marcado para as 19 horas.

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segunda-feira, abril 23, 2007

Belém recebe Benfica

O Belenenses recebe, no próximo feriado de 25 de Abril, a equipa do Benfica, em jogo a contar para a 14ª e última jornada da fase regular da Divisão de Honra 2006/2007. Não se trata de um jogo para cumprir calendário, e se é certo que já não chegamos ao 5º lugar (ocupado pelos encarnados) também é verdade que mercê da vitória na Tapada o Técnico ainda aspira ao 6º... por troca com o Belém.

Impõe-se por isso ganhar. E já agora ganhar bem! Ganhar jogando bem, com alegria.

Aos sócios e adeptos do Belenense repete-se o convite para este estejam presentes no Restelo, apoiando a sua equipa.

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sábado, abril 21, 2007

Boa atitude, mau resultado (36-27)



A equipa senior do Belenenses perdeu esta tarde o jogo da 13ª jornada de Divisão de Honra, frente ao Direito, por 36-27. O jogo, disputado na casa dos «advogados», não foi particularmente bem jogado, mas acabou por ser bastante interessante até meio da 2ª parte, com o Belenenses a discutir o resultado enquanto as pernas aguentaram.

A equipa azul voltou a alterar-se (creio mesmo que o Belenenses ainda não repertiu um XV esta temporada), fruto das muitas ausências. João Uva, Bruno Nifo, David Mateus, Francisco Moreira, Sebastião da Cunha, Duarte Bravo... entre outros foram algumas das ausências. Este facto acabou por se reflectir nas poucas soluções de banco ao dispôr de Francisco Borges e Pedro Netto, e quando o Direito reforçava a equipa com jogadores habituais titulares, o Belenenses viase obrigado a improvisar, trocando jogadores de posições e forçando outros a alinhar noutras que não «as suas».

O Direito, claro está, não tem culpa nenhuma desta situação, e acabou por vencer bem, muito por força de 20 minutos finais com maior frescura física.

O XV do Restelo foi hoje constituído por Guillermo Malin, Paulo Santos «China» e Juan Murré; Fezas Vital e Diogo Jorge; Cristian Spachuk, Gonçalo Lucena e Valter Jorge, Carlos Gaspar e Diogo Miranda; Diogo Mateus e Pedro Silva; Duarte Moreira, João David e João Mirra. No banco: Fernando Murteira, Carlos Janardo, António Fraga, Miguel Fernandes, Diogo Castro, Ramiro Alvarez e (...).

Penso que o Belém entrou muito bem, e poderia ter marcado dois ensaios de rajada. Não o fez, e foi o Direito a capitalizar a sua primeira incursão nos 22 metros azuis, para 7-0. O Belém não baixo os braços (nunca o fez) e Diogo Miranda chutou aos postes para 7-3.

Diogo Jorge lesionava-se e com menos um em campo (tanta demora na substituição...) o Direito aproveitava a superioridade numérica nos avançados para através de touche-maul fazer 12-3.

Minutos mais tarde, excelente ensaio de Duarte Moreira, que após uma muito boa placagem de Juan Murré e servido por Diogo Miranda, correu mais de 60 metros e fez o ensaio debaixo dos postes. Após conversão, o Belém recuperava para 12-10.

O Direito voltava a ocupar o meio campo do Belenenses, alcançando novo ensaio (através dos seus avançados, se bem me recordo), mas o Belém respondia com uma excelente jogada dos seus 3/4's, com a bola a passar pelas mãos de vários jogadores, para João Mirra correr já dentro da área de validação e fazer debaixo dos postes 19-17, resultado com que finalizavam os primeiros 40 minutos.

No recomeço da partida, Diogo Miranda voltava a chutar para colocar o Belém na frente do marcador (19-20), mas logo em seguida seria o Direito a aproveitar uma penalidade para retomar a liderança no marcador, 22-20.

Entravam para a equipa da casa Pedro Leal, António Aguilar e Pedro Carvalho, enquanto que no Belenenses se faziam notar as muitas ausências. A segunda linha apresentava-se com Fezas e Spachuk, que sendo pilar havia começado o jogo na asa...

Foi precisamente nesta fase que o Direito fugiu no marcador, marcando dois ensaios convertidos que sentenciavam a partida. O segundo foi particularmente consentido, com os azuis a voltarem costas à bola, após uma falta marcada a 15 metros da linha...

Até ao final, o Belém voltaria a mostrar alma, e os avançados trabalharam muito bem para Valter Jorge estabelecer o 36-27 final.

Em jeito de balanço direi que o Belenenses fez um jogo com muita alma, com excelente atitude e bons momentos de Rugby (tal como o Direito), e é pena que o ponto bónus tenha fugido...









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segunda-feira, abril 16, 2007

«Contas de merceeiro»

A derrota de ontem, no Restelo, motivou os presentes a fazerem contas à vida, procurando compreender:

a) se ainda teríamos a mínima hipótese de chegar à Final Four, mediante a obtenção de duas vitórias com ponto bónus, e num cenário de derrotas dos nossos adversários mais directos, Benfica e CDUP.

b) encontrada a resposta para a primeira questão, perceber como qual a conjugação de resultados necessários para assegurar a 5ª posição da fase regular, recebendo assim no Restelo o 8º e último da prova, numa eliminatória de enorme importância.

Analisemos a situação actual da classificação:

4º CDUP – 33 pontos
5º Benfica – 24 pontos
6º Belenenses – 22 pontos
7º Técnico – 13 pontos

Conclusões a reter (corrijam-me se estiver errado):

a) Não é possível chegarmos ao 4º lugar, e é pouco provável (mas não impossível) sermos apanhados pelo Técnico.

b) O Benfica ainda pode alcançar o CDUP, mas a inconsistência de resultados dos homens da margem sul torna esse cenário pouco provável.

c) A segunda metade da tabela será assim marcada por duas «lutas»: Belenenses e Benfica por um lado, Técnico e Cascais por outro.

d) O Benfica leva vantagem sobre o Belém (2 pontos). O seu calendário até ao final da prova é o seguinte: vs. Cascais (em casa) e vs. Belenenses (no Restelo).

e) O Belém vai a Monsanto e recebe o Benfica.

f) Pode acontecer o Benfica assegurar o 5º lugar mesmo antes do jogo da derradeira jornada (vitória do Benfica e derrota do Belenenses). Por outro lado, o Belém pode ultrapassar a equipa encarnada mesmo antes de a receber em casa (derrota ou empate do Benfica, e vitória do Belém).

g) Caso a distância pontual entre as equipas, à partida para a 14ª jornada, for igual ou inferior a 5 pontos, tudo se decidirá no Restelo, no próximo dia 25 de Abril.

Independentemente da classificação da 2ª metade da tabela, o esquema de emparelhamento de equipas é o seguinte:

1ª Eliminatória

Jogo 1: 5º vs. 8º (em casa do 5º)
Jogo 2: 6º vs. 7º (em casa do 6º)

Se o campeonato terminasse agora seria:

Benfica vs. Cascais (Sobreda)
Belenenses vs. Técnico (Restelo)

2ª Eliminatória:

Jogo 3: Vencedor J1 vs. Vencedor J2
Jogo 4: Derrotado J1 vs. Derrotado J2

A equipa que sair derrotada do jogo 4, desce de Divisão (disputará a 1ª em 2007/2008), por troca com a Académica de Coimbra...

Esta forma de apuramento da descida será corrigida para o ano (desce o último do final da fase regular, sem o esquema de jogos a eliminar) mas para todos os efeitos, em 2006/2007 ainda se mantém o aberrante modelo (e aberrante não apenas no que respeita ao apuramento da descida, mas também à definição do Campeão) das eliminatórias.

O cenário de descida é, para os atletas do Belenenses, impensável... Mas deve ser encarado, para estarmos mais alerta! Malta: descer é uma hipótese real para qualquer uma das 4 equipas envolvidas nesta fase. Lembrem-se do Técnico, que em 2005/2006 foi 5º, e que discutiu «taco-a-taco» a descida com uma AAC que havia averbado 14 derrotas em 14 jogos.

Conhecer os perigos da situação que vivemos é meio caminho andado para os evitarmos.

A palavra de ordem para estas últimas 2 ou 3 semanas da época (depois de 5 ou 6 de Maio acabou-se a temporada de Rugby para a maioria de nós) é RESPONSABILIDADE. Fomos nós (nós todos, jogadores, técnicos, dirigentes e sócios/adeptos ausentes) quem criou esta situação embaraçosa e delicada. E somos nós quem tem de tirar o Belenenses de aflições.

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domingo, abril 15, 2007

Belenenses, 13 - CDUP, 33

Há muito que não acontecia, mas o CDUP veio ao Restelo surpreender o Beleneses num jogo decisivo para as aspirações dos azuis. A Final Four fica desde já esquecida, e a equipa deve agora assumir a responsabilidade de terminar a temporada de forma digna, afastando por todos os meios desportivamente legítimos a hipótese macabra da descida de divisão...

Foi um jogo pouco interessante, com uma primeira parte mais aberta e um segundo tempo com várias paragens e mimos de parte a parte (muitos jogadores parecem ter-se esquecido de que era Rugby a modalidade em prática no campo 2 do Restelo, esta tarde).

A equipa nortenha fez 0-6 através de Gonçalo Malheiro, e o Belém respondeu através de Francisco Moreira, que apoiou o n.º13 Carlos Gaspar para fazer 5-6. Depois da conversão, os azuis passavam a vencer por 6-7. Minutos mais tarde, Diogo Miranda chutou para 6-10, mas duas penalidades aproveitadas por Malheiro antes do apoio para o intervalo colocam os universitários na frente por 10-12.

No segundo tempo, o CDUP soube controlar muito bem, e susteve o Belenenses no seu meio campo defensivo durante quase 20 minutos. Jogando com o tempo e conseguindo colocar o capitão Bruno Nifo de fora (cartão amarelo) durante 10 minutos, a equipa verde ainda viu o Belém fazer 13-12, mas embalou nos últimos 10 minutos da partida para três ensaios convertidos.

Vitória justa do CDUP, num jogo em que os azuis voltaram a não se encontrar. No Belenenses, registo para o regresso de Diogo Mateus - bem vindo, Diogo! - que alinhou com a camisola 12, e para Cristian Spachuk, que começou no banco, mas que entrou para flanqueador, posição que não desconhece já que jogava na 3ª linha na sua terra natal, a Argentina.

Uma nota final para o «mau vencer» de um elemento da equipa nortenha, que se voltou por diversas vezes para a bancada provocando o muito público que esta tarde marcou presença no Restelo. Um exemplo negativo, para não repetir.











BELENENSES: Murteira, Guillermo e Juan; Fezas Vital e Miroto; Sebastião da Cunha, Duarte Moreira e Valter Jorge; Bruno Nifo (capitão) e Pedro Silva; Diogo Mateus e Carlos Gaspar; Francisco Moreira, João David e Diogo Miranda.

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quinta-feira, abril 12, 2007

A primeira de três finais

Após 10 jornada de pouca solidez e grandes oscilações ao nível do desempenho da equipa sénior de Rugby do Belenenses (durante as quais aconteceu o «muito bom» e o «muito mau»), os azuis foram à Tapada mostrar que ainda podem ter uma palavra a dizer neste campeonato, e bateram-se com grande valentia. A derrota acabou por acontecer, mas o Belenenses mostrou uma «alma» que ainda não se havia visto em 2006/2007, surpreendendo muitos dos presentes, que esperavam vitória folgada da equipa da casa...

Actual sexta classificada do Campeonato, a equipa azul ainda segue de perto as cinco equipas que ocupam os lugares entre o 2º e o 5º (Direito, CDUL, CDUP e Benfica). Assim, ainda é possível a qualificação do Belém para a «Final Four», que apurará o campeão nacional 2006/2007.

Para conseguir esse feito, o conjunto do Restelo – sem margem de manobra – vê-se obrigado a ganhar (e se possível com ponto bónus) os três jogos que se seguem, contra CDUP (em casa), Direito (fora) e Benfica (em casa). São três verdadeiras finais – contra concorrentes directos – que podem catapultar a equipa de Francisco Borges e Pedro Netto para a luta por um título que lhe escapou em 80 minutos – de forma totalmente injusta, diga-se – na temporada passada.

A primeira «final» é no domingo, frente a uma equipa do CDUP que nunca se rende e que é sem dúvida um dos XV’s mais aguerridos e lutadores da Divisão de Honra.

A equipa azul promete muita luta e espera-se que volte a entrar em campo com a disposição evidenciada na passada quinta-feira, quando empurrou sem apelo nem agravo a equipa de Agronomia para o seu meio campo durante grande parte da partida, em especial nos primeiros 25 minutos de jogo.

O apoio dos sócios e adeptos do Belenenses também pode «entrar em campo», e por isso convidamos todos aqueles que gostam do Belém a estar presentes nas bancadas do campo n.º2 do Complexo do Restelo, a partir das 16:00 horas de domingo. A equipa, pouco habituada ao apoio da generalidade dos associados do clube, saberá com toda a certeza «receber» e reconhecer todos aqueles que a apoiem, reforçando os esforços dentro das quatro linhas.

Nesta «final» jogamos todos!

O árbitro da partida será o luso-australiano Rohan Hoffman, que este ano já apitou o Belenenses por duas vezes: derrota com Agronomia em casa e vitória fora, contra o Benfica.

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segunda-feira, abril 09, 2007

Belém: Três finais até ao final

O Belenenses disputará até ao final da fase regular três jogos... que serão três finais:

vs. CDUP (em casa)
vs. Direito (fora)
vs. Benfica (em casa)



É óbvio que é possível concretizarmos 3 vitórias em 3 jogos, mas o inverso também é verdade. Assim, resta-nos focar a atenção no Rugby (nas competições nacionais de Rugby, melhor dito) e dar o «tudo por tudo» para continuar a subir de rendimento e de qualidade de jogo. Se estivermos unidos, concentrados e optarmos por priorizar o Rugby face a outras dimensões lúdicas da nossa vida... com certeza que esta ponta final de campeonato vai correr bem.

Apenas por uma questão de curiosidade (e também a pedido de várias famílias) passo a informar que os jogos em falta das equipas concorrentes a esta Divisão de Honra (fase regular) são:

Agronomia (já garantiu a vitória na fase regular):

vs. CDUL (fora)
vs. Técnico (em casa)

CDUL:

vs. Agronomia (em casa)
vs. CDUP (fora)
vs. Direito (em casa)

CDUP:

vs. Belenenses (fora)
vs. CDUL (em casa)
vs. Técnico (fora)

Direito:

vs. Cascais (fora)
vs. Benfica (fora) - inversão
vs. Belenenses (em casa)
vs. CDUL (fora)

Benfica:

vs. Direito (em casa) - inversão
vs. Cascais (em casa)
vs. Belenenses (fora)

Cascais:

vs. Direito (em casa)
vs. Técnico (fora)
vs. Benfica (fora)

Técnico:

vs. Cascais (em casa)
vs. Agronomia (fora)
vs. CDUP (em casa)

Nota: agradeço que corrijam eventuais erros nesta lista de jogos por equipa.

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domingo, abril 08, 2007

Divisão de Honra - Classificação

1. Agronomia - 54 pontos (6 pts bónus)
2. CDUL - 30 pts. (6 pts. bónus)
3. CDUP - 29 pts. (5 pts. bónus)
4. Direito - 29 pts. (5 pts. bónus)
5. Benfica - 24 pts. (4 pts. bónus)
6. Belenenses - 22 pts. (2 pts. bónus)
7. Cascais - 11 pts (1 pt. bónus)
8. Técnico - 8 pts. (2 pts. bónus)

Fonte: Jornal A BOLA

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sexta-feira, abril 06, 2007

Uma polémica quase a rebentar...

Fala-se de clubes que se preparam para avançar (ou já avançaram) com inscrições de jogadores comunitários para a fase final da Divisão de Honra 2006/2007. A legalidade dessas inscrições é discutível, e com franqueza não compreendo bem o texto da acta relativa às «Decisões da Assembleia Geral de 28 de Agosto de 2006», que discutiu esta matéria no seu ponto 2º.

Se alguém quiser deixar a sua interpretação à consideração dos leitores, faça favor.

O texto é o seguinte:

PONTO 2

A proposta de fixação em 31 Dezembro de cada época desportiva a data-limite para inscrição de jogadores seniores portugueses, equiparados ou estrangeiros, e consequente revogação das disposições contrária em vigor, não foi aprovada pela maioria dos sócios presentes; AA Coimbra, CRAV, RC Lousã, Belas RC, RC Elvas, Caldas RC, RC Montemor, SL Benfica, AEIS Técnico, CR Técnico, abstenção do CDUP e votos favoráveis da AEIS Agronomia, AAIS Agronomia, GDS Cascais, CDUL, GD Direito, CF Belenenses.

Deve-se ainda proceder à actualização dos Regulamentos de Participantes de Jogadores Estrangeiros bem como Regulamento do Campeonato Nacional de Honra e 1ª Divisão, nomeadamente no que concerne aos jogadores estrangeiros, em conformidade com normativas da Secretaria de Estado da Juventude e Desporto, Despacho nº. 1/SEJD/2005 de 21 de Setembro.

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