:: Belenenses XV ::: Abril 2007

segunda-feira, abril 30, 2007

2007/2008

Ainda 2006/2007 não acabou e já estou a pensar em 2007/2008.

Esta ano foi mau demais. E foi mau não por causa dos resultados, mas porque os maus resultados foram a consequência da nossa postura colectiva desde o início da temporada. O Belenenses esteve ausente deste campeonato, e na verdade quem o disputou foi uma equipa que vestiu de azul, e que às vezes se parecia muito com o velho Belém...

Como gosto de olhar para o lado positivo das coisas direi que foi um ano de aprendizagem para todos, e que se à primeira todos caímos, à segunda só quem quer não «abre a pestana»!

A secção de Rugby do Belenenses necessita rapidamente de realizar uma avaliação da temporada desportiva que agora termina, analisando todos os aspectos que estiveram na base daquilo que de melhor e de pior se fez durante os últimos meses.

Pessoalmente tenho uma opinião que guardarei para expressar internamente, se houver tempo e espaço para um franco debate acerca do desempenho de todo o grupo de trabalho sénior do meu clube.

No que há secção diz respeito direi ainda assim o seguinte:

a) 2007/2008 tem de ser – obrigatoriamente – um ano de abertura do Rugby do Belenenses ao «Belenenses-Clube». Temos de aumentar significativamente o número de adeptos da nossa equipa de Rugby e deixar de ser apenas «um bar para beber umas cervejas em dias de futebol». Importa criar um vínculo da secção aos sócios, formal (ex. Cartão de Amigo do Rugby) e informal. É preciso dar maior visibilidade à nossa equipa.

b) 2007/2008 terá de ser um ano de intenso esforço para a resolução do problema do espaço/campo para o Rugby do Belenenses. Sair do Restelo acarreta inconvenientes, mas também abre novas possibilidades de expansão da actividade da secção. Os nossos seniores têm de ter a oportunidade para realizar um mínimo de 3 treinos de campo por semana.

c) 2007/2008 terá de ser a temporada de reforço dos meios internos da secção e em particular do grupo de trabalho sénior. Um Director-Desportivo remunerado e um médico avençado são dois reforços com mais utilidade do que dois argentinos e um sul-africano. Temos de dar condições aos que são da casa, pois são eles quem tudo dão, sem nada pedir em troca.

d) 2007/2008 deverá ser o ano em que o Belenenses pauta o seu comportamento pelo escrupuloso respeito (e exigência de respeito por parte de todos os outros) pelos Regulamentos. Chega de falta de objectividade nas decisões da FPR. Chega de incumprimento dos Regulamentos. Chega de clubes a incentivar esse mesmo incumprimentos, em proveito próprio.

e) 2007/2008 deverá ser o ano da aposta desportiva na prata da casa. Continuar a chamar jovens juniores e ex-juniores à equipa principal, corrigindo apenas com recurso a jogadores estrangeiros (Juan Murré e Cristian Spachuk não se encontram naturalmente abrangidos por este minha opinião, até porque são portugueses) as posições de maior fragilidade da equipa e caso não exista alternativa imediata de qualidade dentro do plantel.

f) 2007/2008 deverá marcar o início das comemorações dos 80 anos do Rugby do Belenenses (30.12.2008). Bem sei que o aniversário acontecerá apenas na temporada desportiva 2008/2009, mas creio que as actividades de comemoração desta data tão bonita deveriam começar bem antes, a 1 de Janeiro de 2008.

Sem que sejam cumpridos os pressupostos das alíneas a, b, c, d e e, penso que não poderemos contar com muito mais do que o 5º/6º lugar de 2006/2007. Não porque não exista qualidade na equipa... Mas porque a qualidade por si só não faz milagres. É preciso criar as condições para que o Belém dê, de uma vez por todas, um salto qualitativo para o topo do Rugby nacional.

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Digressão Edimbugo 07': Resultados

Os resultados dos jogos disputados este domingo entre as equipas do Belenenses e do Edinburgh Academicals foram os seguintes:

Benjamins (Under-11)

Belenenses, 40 - EAFC, 15

Infantis (Under-13)

Belenenses, 5 - EAFC, 15
(jogo disputado num perímetro do terreno de jogo que em Portugal apenas é utilizado no escalão de iniciados)

Iniciados (Under-15)

Belenenses, 10 - EAFC, 10

Juvenis (Under-17)

Belenenses, 36 - EAFC, 7

A equipa juvenil do Belenenses surpreendeu sobretudo pela rapidez e qualidade da sua linha de 3/4's, que colocou grandes dificuldades aos «gigantes» escoceses.

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domingo, abril 29, 2007

Cabral Ferreira reeleito

As eleições terminaram. Está eleita uma nova direcção no Belenenses. Novo programa, novo fôlego, nova equipa. Em boa verdade todos aqueles que acompanham a vida do Belenenses devem estar felizes pelo fim da guerra eleitoral, que não raras vezes subiu de tom e ultrapassou as marcas do bom senso e deixou de ter em mente o superior interesse do Clube. O resultado foi aquele que os sócios quiseram, e Cabral Ferreira será de novo presidente do CFB por mais dois anos.



Importa agora perceber quais as reais intenções do presidente do clube relativamente a cada uma das áreas, e em particular no que diz respeito ao seu projecto desportivo. Dentro deste, estou particularmente curioso em relação ao Rugby e à visão que a nova direcção tem relativamente ao seu papel dentro do Clube.

Qual a postura da Direcção relativamente...

a) à crescente semi-profissionalização de atletas nesta modalidade;

b) à necessidade de ser encontrada uma solução duradoura (ou mesmo definitiva) no que diz respeito aos espaços (relvado) a atribuir à secção de Rugby;

c) à necessidade de maiores apoios relativamente às escolas de Rugby, por forma a suportar um crescimento superior aos 25% verificados em 2006/2007, condições fundamental para o aumento da quantidade e qualidade dos jogadores de Rugby no Belenenses;

d) à divulgação do Rugby no contexto interno do Clube.

Outras questões existem, como é óbvio... Mas eu gostaria de ver estas esclarecidas. É que depois da poeira eleitoral assentar vão-se os anéis (as promessas) e ficam os dedos (os meios reais). E é nessas condições que se vê quem é que realmente tem dedos para tocar esta guitarra chamada Clube de Futebol «Os Belenenses».

À nova Direcção e ao Presidente eleito os meus parabéns e o desejo de que tenham muito sucesso, uma vez que o sucesso dos corpos gerentes será sempre o sucesso do nosso clube.

Resultados oficiais das Eleições 2007:

Lista A - 7 103 votos (62.5%)
Lista B - 1 003 votos (8.8%)
Lista C - 3 079 votos (27.1%)
Nulos - 94
Brancos - 83

Total de votantes: 2 130 votantes
Total de votos: 11 362 votos

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sábado, abril 28, 2007

Vitória justa garante «permanência»



O Belenenses garantiu esta tarde a permanência no grupo das mais fortes equipas de Rugby portuguesas, depois de bater – com justiça – a equipa do Técnico, por 22-13. Os azuis foram sobretudo dominadores nos segundos quarenta minutos, período durante o qual marcaram quatro ensaios contra apenas um.

O Técnico entrou bastante bem no jogo, e empurrou o Belenenses para os seus 22 metros durante vários minutos. Os avançados das Olaias trabalharam muito durante este período, e o Belenenses teve de se empenhar bastante na defesa… Aguentou-se a turma azul, que viu Joe Gardner falhar o 0-3 a meio do primeiro tempo, resultado que até colocaria alguma justiça no resultado.

O Belém resistiu, e até conseguiu sacudir a pressão a partir dos 15/20 minutos, colocando o jogo no meio campo adversário, e contrariando o Técnico na touche, com os irmãos Sebastião e Salvador Cunha a roubarem a oval por diversas vezes.

No final do primeiro tempo o 0-0 acabava por penalizar mais o Técnico do que o Belenenses, pese embora seja justo dizer que nenhuma das equipas jogou durante o primeiro período um Rugby vistoso.

O segundo tempo foi totalmente diferente, e não obstante o jogo de avançados tivesse sido equilibrado, a linha de 3/4’s do Belenenses fez a diferença. O par de centros – Diogo e David Mateus – esteve em particular evidência, bem como o jovem abertura (júnior) Diogo Miranda, muito no jogo e com um conjunto de decisões acertadas que abriram caminho à vitória azul.

O Belenenses marcou quatro ensaios quase seguidos, com o Técnico a responder através do australiano Joe Gardner (duas penalidades).

De entre os ensaios do Belenenses destaque para o segundo, de Valter Jorge, marcado na ponta esquerda do ataque azul, depois de um passo ao pé de Diogo Miranda, a revelar excelente visão de jogo. Igualmente vistosos foram os ensaios dos dois centros do Belém, David e Diogo Mateus, os quais aconteceram na sequência de boas arrancadas e melhor resistência às tentativas de placagem dois jogadores do Técnico.

Creio que os homens das Olaias pagaram na 2ª parte o esforço da 1ª, e acabaram por ceder a derrota sem grande capacidade de resistência, não obstante toda a vontade e espírito de luta evidenciado (facto aliás demonstrado pelo ensaio alcançado já em cima do apito final).

A jogar assim penso que o Técnico conseguirá a manutenção, resultado que aliás penso ser o mais justo tendo em conta a classificação final da fase regular.

O Belenenses fica agora à espera do resultado do jogo entre Benfica e Cascais, para saber com quem joga no próximo fim-de-semana uma partida a feijões, que nunca será encarada de forma plena pela generalidade dos jogadores, já que do ponto de vista competitivo acaba por não decidir nada de relevante.

Belenenses: Guillermo, China e Juan; Sebastião e Salvador (5); Lucena, Spachuk e Valter (5); Nica e Miranda (2); Diogo Mateus (5) e David Mateus (5); Ramiro, Mirra e Pedro Silva. Entraram: Duarte Moreira, Lourenço Andrade, Fernando Murteira, Diogo Castro e Tiago Cabral.

Evolução do marcador: 1ª parte: 0-0. 2ª parte: 5-0; 7-0; 7-3; 12-3; 12-6; 17-6; 22-6; 22-11; 22-13.

Fotografias do jogo:













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sexta-feira, abril 27, 2007

Indisciplina no CD da FPR

A situação é lamentável, caricata e bem esclarecedora acerca do estado a que isto chegou: o Conselho de Disciplina (CD) da FPR resolveu castigar o 2ª linha do Belenenses, João Fezas Vital, com 2 jogos de suspensão na sequência do jogo da 11ª jornada da Divisão de Honra, disputado na Tapada.

O referido jogo teve lugar no dia 5 de Abril.

Ora, consultando os regulamentos que muita gente diz conhecer, mas que poucos lêem de facto, chega-se à seguinte conclusão: o relatório do árbitro/ficha de jogo terá sido entregue nos serviços da FPR (de acordo com o regulamento disciplinar) até 2ª feira, dia 9 de Abril, dispondo o CD de 6 dias úteis após a data do jogo para decidir acerca do castigo a aplicar ao infractor.

Jogo a 5, boletim entregue a 9 e castigo decidido até 14 de Abril.

Acontece que, por razões que desconheço, o castigo apenas agora foi decidido: dois jogos que, tendo em conta a data da decisão, afastarão o Fezas Vital do jogo decisivo da temporada, com o Técnico, e depois do jogo que se segue (que pode ser a feijões ou não, depende do resultado de amanhã).

Pela minha parte defendo que o Belenenses deve reagir a mais este caso - que vem responder a todos aqueles que afirmam ser o Belenenses um clube beneficiado pela FPR... - denunciando o incumprimento do regulamento, e desenvolvendo todos os esforços para que o jogador em causa esteja disponível para o encontro deste sábado.

É que após o encontro com a equipa de Agronomia já tiveram lugar 3 encontros: CDUP, Direito e Benfica. Tivesse o CD decidido em tempo útil e de acordo com as regras do regulamento, e o jogador teria cumprido castigo durante a fase regular. Faz sentido decidir fora de horas? Faz sentido fragilizar a equipa do Belenenses nesta fase do campeonato, quando o erro é do CD da FPR?

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quinta-feira, abril 26, 2007

Belenenses vs. Técnico é às 16h

Fica a correcção.

Meio-dia foi a primeira hipótese, mas o jogo foi mesmo marcado para as 16 horas, o que permitirá aos muitos adeptos do Belenenses que no mesmo dia vão votar e ver o jogo de futebol contra o Marítimo aparecer duas horas mais cedo para apoiar a equipa de Rugby.

Deixem-se de tretas!!!

O Belenenses XV é um blog dirigido sobretudo a sócios e adeptos do Clube de Futebol «Os Belenenses». Na sua génese encontra-se precisamente a ideia de levar o Rugby a mais gente, e de levar mais gente ao Rugby. Assim, este texto que intitulei «Deixem-se de tretas» dirige-se precisamente a todos aqueles que, intencional ou acidentalmente, aqui venham parar. Dirige-se a vós, meus caros consócios.

A maioria dos belenenses tem pelo Rugby um distanciado respeito. Modalidade de contas certas, com autonomia apontada como exemplo dentro do Clube, o Rugby habituou os sócios a bons desempenhos desportivos (ao nível sénior e da formação)... Todavia, sempre foi uma modalidade de bancadas vazias.

Quando lutávamos pelos lugares de cima, a desculpa para a ausência de público era a própria natureza do jogo (muito parado, de leis complexas, etc...). Agora que estamos numa luta ainda mais importante, com a equipa a terminar uma temporada muito difícil, a desculpa é outra: não ganham, não estão la luta pelo título, é uma época para esquecer, etc...

Pessoalmente envolvido na secção de Rugby, penso que a culpa do afastamento dos adeptos do clube face à sua equipa não é só deles. Mas também é! Quando não se quer «perder» tempo para ir apoiar jogadores que vestem (na esmagadora maioria dos casos) gratuitamente a camisola do Belenenses, todas as desculpas se inventam.

Acontece que pela primeira vez em vários anos estamos, de novo, a lutar para garantir tranquilidade. Caros amigos, abram os olhos: a nossa equipa, que durante os últimos cinco anos lutou sempre pelos lugares de cima e até pelos títulos nacionais (tendo vencido um campeonato, uma Taça de Portugal e duas Supertaças) está hoje a lutar pela permanência.

É tempo de todos serem solidários com um grupo de jogadores que tudo dá ao Belenenses sem nada pedir em troca! É tempo de ocupar o nosso lugar na bancada do campo 2 e puxar pela primeira vez na vida pelos Rugby do Belenenses.

Caros consócios: deixem-se de tretas! Vamos apoiar a nossa equipa sénior de Rugby.

O jogo do ano disputa-se sábado, pelas 12 horas (hora a confirmar), no Relvado 2 do Restelo. O adversário é o Técnico.

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quarta-feira, abril 25, 2007

6º lugar vale Técnico no Restelo



A equipa do Belenenses foi esta tarde derrotada no Restelo pelo Benfica, em jogo a contar para a 14ª e última jornada da Divisão de Honra, por 15-16 (3-1 em ensaios).

Já conhecedores da derrota do Técnico nas Olaias, que garantia a 6ª posição na tabela classificativa, e sem possibilidades de alcançar um 5º lugar que o Benfica havia garantido na 13ª jornada, os dois conjuntos apresentaram-se muito desfalcados, colocando jogadores menos utilizados nos respoectivos XV's.

O Belenenses alinhou com F.Murteira, C.Janardo e G.Malin; Fezas Vital e G.Lucena; Miguel Fernandes, Spachuk e Valter Jorge; Carlos Gaspar e Miranda; Diogo Mateus e Pedro Silva; Ramiro, Cabral e Mirra. No banco apenas 6 jogadores, devido à indisponibilidade física de última hora do ponta João David: Murré, Fraga, Lourenço Andrade, Salvador, Duarte Moreira e D.Castro.

O Benfica marcou primeiro (0-7), mas foi o Belenenses quem fez as despesas deste jogo «a feijões» quase sempre mal jogado. Os azuis marcaram 3 ensaios por Cabral, Mirra e Ramiro, e poderiam ter chegado ao 4º ensaio (da vitória e ponto bónus) a poucos minutos do fim, quando Duarte Moreira foi placado a 2 metros da linha de ensaio, depois de um sprint de quase meio campo.

Do lado do Benfica, um ensaio convertido, duas penalidades e um drop foram suficientes para «vingar» a derrota caseira com o Belenenses na última jornada da 1ª volta, jogo disputado no EUL.

A fase regular termina assim com o Belenenses na 6ª posição, pelo que recebrá no próximo fim-de-semana o Técnico (7º classificado), no Restelo. Como é óbvio este será o jogo mais importante da temporada, devendo já alinhar vários jogadores que por razões diversas não têm estado disponíveis durante os últimos jogos.

Espera-se casa cheia no Restelo.

Fotografias do Jogo









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Digressão já está na «net»

A digressão das escolas de Rugby do Belenenses a Edimburgo já está na internet, contando com um site (onde se poderão ler mensagens, informações sobre o programa, sobre o Edinburgh Academicals FC e sobre as quatro equipas azuis) e um Blog (de actualização diária, mesmo durante os dias da digressão.

Links:

Site da Digressão
Blog da Digressão

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terça-feira, abril 24, 2007

Fase decisiva começa amanhã

A equipa sénior de Rugby tem este feriado uma oportunidade de ouro para fechar da melhor forma a sua irregular participação na Divisão de Honra 2006/2007. Os azuis recebem um dos seus maiores rivais – o Benfica – pelas 19 horas, no relvado 2 do Complexo do Restelo.



O encontro, a contar para a 14ª e última jornada da prova, coloca frente a frente os dois mais antigos emblemas ainda no activo do Rugby nacional, e duas equipas rivais, que ainda em 2005/2006 disputaram a meia-final de acesso ao jogo decisivo da temporada: Belenenses e Benfica.

A actual temporada não correu de feição a nenhum dos conjuntos, e este jogo acaba por ter um sabor amargo para os dois conjuntos, afastados do Play-off do título e que agora se vêem envolvidos no mini-campeonato da permanência que inclui ainda o Técnico e o Cascais, lanterna vermelha da prova.

O Belenenses parte para este encontro sem possibilidades de chegar ao 5º lugar (ocupado pelo Benfica), mas ainda apertado por um Técnico que pode (no pior dos cenários para os azuis) igualar em pontos da turma do Restelo na 6ª posição, obrigando o Belém a disputar o jogo mais importante da temporada (a meia-final da «leguilha» da descida) nas Olaias, já que no confronto directo temos desvantagem...

Importa pois ganhar o encontro (ou no pior cenário pontuar), garantindo o encontro com o Técnico no Restelo, no sábado à tarde. Um ponto chega ao Belenenses para afastar definitivamente a possibilidade de ter de se deslocar ao campo do adversário.

O Belenenses voltará a não contar com João Uva e Bruno Nifo. Em dúvida encontra-se uma mão cheia de atletas, a contas com lesões (umas mais graves que outras)... o que obriga a equipa técnica a gerir esforços, tendo em conta não apenas o jogo de amanhã, mas sobretudo a «final» de dia 28 (às 17:00 horas).

O jogo tem início marcado para as 19 horas.

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segunda-feira, abril 23, 2007

A falta de moral de alguns associados...

Leio na internet coisas que me deixam profundamente triste e até pasmado. Coisas que revelam enorme desconhecimento do fenómeno desportivo em geral, e da realidade concreta e actual (que é muito maior do que aquela que encontramos nos livros) do Belenenses.

Leio por exemplo que os resultados da equipa senior de Rugby do Belenenses são, este ano, para esquecer. E leio ainda o seguinte (passo a citar): «Porque neste clube alguém, um dia, terá que incutir a mentalidade que quando não se ganham títulos é porque ficou em "ÚLTIMO LUGAR"!».

De facto, não é nada assim.

Nenhum clube deste mundo poderá nunca encarar a derrota desta forma. A afirmação ganha contornos ainda mais ridículos quando se refere a um emblema que ao longo da sua história não ganhou «ano sim, ano sim» títulos em todas as modalidades ao nível senior.

Apesar de não ser um clube de enormíssimo palmarés senior, o Belenenses sempre teve nas suas modalidades uma fonte de prestígio. Pela qualidade dos seus atletas, pela qualidade da sua formação, pela presença assídua nos grandes palcos nacionais e até internacionais. Nunca a derrota foi encarada no Belenenses como um drama, e pelo contrário há resultados que não se traduzindo em títulos comportam mérito desportivo assinalável, que não deve ser desvalorizado através de uma visão tão estreita dos resultados.

Vejamos o exemplo do Rugby:

Em 80 anos de história (50 de campeonatos nacionais, mais coisa menos coisa), o Belenenses conquistou 5 títulos nacionais seniores. Apesar disso, o seu contributo para a modalidade, a qualidade das suas equipas e da formação de jogadores, o facto de andar permanentemente na luta pelos lugares cimeiros das competições em que se encontra envolvido, valeram-lhe o respeito de todos os adversários.

Em 2006/2007, os resultados desportivos foram de facto maus. A temporada ainda não acabou, é certo... Mas aconteça o que acontecer, esta será sempre recordada como uma época muito abaixo das expectativas e das reais potencialidades da equipa. As razões para este insucesso são diversas, e nem importa agora analisá-las.

Acontece que, à luz da leitura estreita que alguns associados (pelos vistos) fazem, ser 2º (como fomos, com brilhantismo, em 2005/2006) ou ser 6º (como somos actualmente) é... a mesmíssima coisa. Um género de «último lugar», que se coloca como um estigma sobre as cabeças e a futura memória dos nossos atletas, técnicos e dirigentes.

Acrescenta o mesmo consócio, que «anonimamente assina a sua opinião», que o orçamento conjunto destas modalidades (aquelas a que se refere: Andebol, Basquetebol, Rugby e Futsal) justifica outro tipo de brilhantismo. Interessante observação. Acontece que, por si só, o orçamento das diferentes modalidades citadas não ganha campeonatos... Muito menos quando o comparamos com os orçamentos dos diferentes adversários do Belenenses nas modalidades aqui apontadas.

Terá o Belenenses o maior orçamento nacional no Andebol? No Basquetebol? No Futsal? No Rugby? A resposta é obviamente que não!

Colocar sobre as modalidades a constante obrigação de ganhar títulos é não apenas injusto: é absurdo! Tal como seria absurdo, injusto e inaceitável impôr os mesmos critérios de sucesso à equipa profissional de Futebol.

Termino referindo apenas que me espanta que se façam avaliações acerca dos resultados desportivos de equipas que não se conhece, em modalidades acerca das quais se ignora o actual quadro competitivo. Que moral têm os muitos associados do Belenenses para apontar o dedo à sua digna equipa de Rugby quando poucos ou (quase) nenhuns a acompanham e conhecem verdadeiramente?

Eu, simples associado com o n.º3887, digo com clareza: NENHUMA.

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Belém recebe Benfica

O Belenenses recebe, no próximo feriado de 25 de Abril, a equipa do Benfica, em jogo a contar para a 14ª e última jornada da fase regular da Divisão de Honra 2006/2007. Não se trata de um jogo para cumprir calendário, e se é certo que já não chegamos ao 5º lugar (ocupado pelos encarnados) também é verdade que mercê da vitória na Tapada o Técnico ainda aspira ao 6º... por troca com o Belém.

Impõe-se por isso ganhar. E já agora ganhar bem! Ganhar jogando bem, com alegria.

Aos sócios e adeptos do Belenense repete-se o convite para este estejam presentes no Restelo, apoiando a sua equipa.

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sábado, abril 21, 2007

Boa atitude, mau resultado (36-27)



A equipa senior do Belenenses perdeu esta tarde o jogo da 13ª jornada de Divisão de Honra, frente ao Direito, por 36-27. O jogo, disputado na casa dos «advogados», não foi particularmente bem jogado, mas acabou por ser bastante interessante até meio da 2ª parte, com o Belenenses a discutir o resultado enquanto as pernas aguentaram.

A equipa azul voltou a alterar-se (creio mesmo que o Belenenses ainda não repertiu um XV esta temporada), fruto das muitas ausências. João Uva, Bruno Nifo, David Mateus, Francisco Moreira, Sebastião da Cunha, Duarte Bravo... entre outros foram algumas das ausências. Este facto acabou por se reflectir nas poucas soluções de banco ao dispôr de Francisco Borges e Pedro Netto, e quando o Direito reforçava a equipa com jogadores habituais titulares, o Belenenses viase obrigado a improvisar, trocando jogadores de posições e forçando outros a alinhar noutras que não «as suas».

O Direito, claro está, não tem culpa nenhuma desta situação, e acabou por vencer bem, muito por força de 20 minutos finais com maior frescura física.

O XV do Restelo foi hoje constituído por Guillermo Malin, Paulo Santos «China» e Juan Murré; Fezas Vital e Diogo Jorge; Cristian Spachuk, Gonçalo Lucena e Valter Jorge, Carlos Gaspar e Diogo Miranda; Diogo Mateus e Pedro Silva; Duarte Moreira, João David e João Mirra. No banco: Fernando Murteira, Carlos Janardo, António Fraga, Miguel Fernandes, Diogo Castro, Ramiro Alvarez e (...).

Penso que o Belém entrou muito bem, e poderia ter marcado dois ensaios de rajada. Não o fez, e foi o Direito a capitalizar a sua primeira incursão nos 22 metros azuis, para 7-0. O Belém não baixo os braços (nunca o fez) e Diogo Miranda chutou aos postes para 7-3.

Diogo Jorge lesionava-se e com menos um em campo (tanta demora na substituição...) o Direito aproveitava a superioridade numérica nos avançados para através de touche-maul fazer 12-3.

Minutos mais tarde, excelente ensaio de Duarte Moreira, que após uma muito boa placagem de Juan Murré e servido por Diogo Miranda, correu mais de 60 metros e fez o ensaio debaixo dos postes. Após conversão, o Belém recuperava para 12-10.

O Direito voltava a ocupar o meio campo do Belenenses, alcançando novo ensaio (através dos seus avançados, se bem me recordo), mas o Belém respondia com uma excelente jogada dos seus 3/4's, com a bola a passar pelas mãos de vários jogadores, para João Mirra correr já dentro da área de validação e fazer debaixo dos postes 19-17, resultado com que finalizavam os primeiros 40 minutos.

No recomeço da partida, Diogo Miranda voltava a chutar para colocar o Belém na frente do marcador (19-20), mas logo em seguida seria o Direito a aproveitar uma penalidade para retomar a liderança no marcador, 22-20.

Entravam para a equipa da casa Pedro Leal, António Aguilar e Pedro Carvalho, enquanto que no Belenenses se faziam notar as muitas ausências. A segunda linha apresentava-se com Fezas e Spachuk, que sendo pilar havia começado o jogo na asa...

Foi precisamente nesta fase que o Direito fugiu no marcador, marcando dois ensaios convertidos que sentenciavam a partida. O segundo foi particularmente consentido, com os azuis a voltarem costas à bola, após uma falta marcada a 15 metros da linha...

Até ao final, o Belém voltaria a mostrar alma, e os avançados trabalharam muito bem para Valter Jorge estabelecer o 36-27 final.

Em jeito de balanço direi que o Belenenses fez um jogo com muita alma, com excelente atitude e bons momentos de Rugby (tal como o Direito), e é pena que o ponto bónus tenha fugido...









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sexta-feira, abril 20, 2007

Perfil azul (1): Michel Cruz

O Blog Belenenses XV inicia a publicação de uma série de artigos dedicados a figuras do Rugby do Belenenses (jogadores, técnicos e dirigentes). A publicação destes «PERFIS» não obedece a nenhuma ordem especial. Nem cronológica, nem de importância dos percursos retractados.

A inaugurar esta série optei por publicar aquele que foi o primeiro texto redigido, relativo a uma figura que muitos sócios do Belenenses desconhecem mas que se revela uma peça fundamental da estrutura técnica das escolas de Rugby do Belenenses, pela sua disponibilidade, amor ao Clube e ao Rugby: Michel Cruz.

O Michel é actual treinador dos escalões de Infantis e Juvenis.

Outros textos e outras figuras se seguirão.

Eis o primeiro dos «PERFIS»:

MICHEL CRUZ
(Texto escrito na temporada 2005/2006)



Nascido em 1979, em Aix-les-Bains, na região do sudeste gaulês (junto aos Alpes), Michel Cruz iniciou-se no Rugby com 6 anos no clube local, o F.C. Aix-Les-Bains. A sua posição nas camadas juvenis deste emblema da região da Savoie foi a de «2º centro» (n.º13), mas mais tarde veio a fixar-se no pack avançado, alinhando como talonador e como 3ª linha. Integrou a selecção juvenil da Savoie e foi eleito, na época 1994/1995 (quando era ainda juvenil de 1º ano), um dos 150 melhores jovens valores de França.

Transferiu-se para o Grenoble, emblema de maior dimensão, onde actuava ao lado de outro jogador português (Daniel Correia), e em 1998 foi chamado pela FPR para a selecção nacional junior que disputou a série B do Campeonato do Mundo.

Nessa mesma equipa, actuavam jogadores que viriam mais tarde a ser seus colegas no Belenenses: João Uva (actual capitão azul e da selecção nacional de XV), Francisco Moreira, Manuel Ferrão (falecido no ano passado) e Bernardo Cabral.

No Mundial de 98, Michel alinhou em duas partidas (vitórias sobre a Espanha e o Paraguai), mas ficou afastado da final (derrota com a Geórgia por 7-25) devido a uma lesão do pescoço.

A 5 de Outubro de 1998, com 19 anos, faz a sua estreia pelos seniores do Belenenses e deixa para trás a sua França natal. Filho de pais portugueses mas nascido em terras gaulesas (tendo por isso dupla nacionalidade), Michel não falava português e chegava a um país desconhecido sozinho, sendo acolhido no «Lar» do clube, que passou desde então a partilhar com jovens jogadores do futebol azul.

Apesar da barreira linguística, e em simultâneo com a sua participação na equipa senior do clube, Michel foi desde logo chamado a treinar as camadas jovens, tendo-se sagrado campeão nacional com a equipa de iniciados logo em 1998/1999. O seu percurso como técnico dos escalões de formação do Belenenses encontra-se aliás recheado de títulos, incluindo três vitórias consecutivas do nacional de iniciados e, já este ano, as vitórias na Taça e Supertaça, com a equipa de juvenis (a qual comandou em parceria com Anibal Miranda - «Balhó» - após a saída de Albertino Minhoto da equipa junior, e posterior passagem de João Miranda para o escalão referido).

Pelas suas mãos passaram jogadores que representaram (ou representam actualmente) a equipa senior do Belenenses, alguns dos quais com vários internacionalizações ao nível da selecção de XV e Sevens. Alguns exemplos são Sebastião Cunha, Diogo Pinheiro, Pedro Silva (ex-Belenenses), Vasco Gaspar (ex-Belenenses), Gonçalo Lucena e Francisco Nogueira.

Na temporada 1999/2000, no jogo de apresentação da equipa frente ao CDUL, lesiona-se com gravidade no tornozelo (ruptura de ligamentos) e inicia um «longo calvário» de dois anos, durante o qual se manteve ligado ao Belenenses, treinando jovens jogadores dos escalões de formação e a equipa feminina, entretanto extinta.

Depois de operado, Michel regressou aos relvados e em 2003/2004 alinhou na vitória do Belenenses sobre o CDUP na Supertaça disputada em Montemor-o-Novo (45-12), com a camisola n.º19, na posição de flanqueador do lado aberto (vulgo n.º7). Apesar do excelente início de temporada (13 vitórias em 14 jogos da fase regular), o Belenenses não se sagrou campeão, e Michel via-se novamente afastado dos relvados após mais uma lesão grave (ruptura do ligamente interior do joelho).

A espera pela operação ao joelho arrastou-se e apenas recentemente conseguiu ser sujeito à cirurgia que lhe poderá ainda valer o regresso à equipa senior do Belenenses, o seu maior desejo.

Enquanto não veste novamente a camisola azul de jogador, Michel vive para o Belenenses, na qualidade de técnico de Rugby e na função de responsável pelo «Lar de atletas do clube», situado dentro do Complexo Desportivo do Restelo, onde vive desde 1998 e o qual partilha com jovens atletas ao serviço dos azuis.

No Lar, Michel acompanha os «miúdos» que chegam a Lisboa em busca do sonho de jogar futebol profissional. Interrogado acerca daquilo que na prática exige (ou não) aos seus companheiros de residência responde que lhe compete verificar o cumprimento dos horários, acompanhar a disciplina nos estudos e zelar pela arrumação e bom comportamento de todos... No fundo, o mesmo que exige aos seus jogadores de Rugby.

A sua concepção do Rugby é baseada no fair-play e no princípio segundo o qual «a escola vem sempre primeiro». Jogadores com notas negativas pagam caro a sua falta de empenho na escola, ficando de fora nos jogos e... correndo quilómetros durante o ano de treinos. Simultaneamente, partilha com os jovens jogadores uma visão da modalidade fundada na lealdade para com os colegas e o adversário, não admitindo por isso «jogo sujo» nem um estilo violento de encarar o contacto físico natural no jogo.

«A uma primeira agressão o jogador deve responder com um sorriso, à segunda também e à terceira... aconselho uma placagem positiva», afirma. No fundo é essa a essência da modalidade: respeitar o jogo e o adversário, lutando de forma empenhada - mas nunca batoteira - pela vitória.

Fala dos seus rapazes com orgulho, e confessa que estuda todos os dias para se manter atualizado. De França recebe documentação de forma regular, tentando implementar nos treinos e jogos os modelos e conselhos da «Escola» em que se formou, a francesa.

A propósito de França, recorda com um sorriso episódios vividos, como um jogo de sub-21 frente à equipa do Bourgoin, fora de portas. O XV de Grenoble foi recebido pelos apoiantes adversários com apupos e até cuspidelas. Em campo o jogo foi duro e dele ainda guarda cicatrizes em pouco por todo o corpo. Da conversa fica também a ideia de que Michel sente que poderia ter ido mais longe na modalidade quando fala dos encontros que disputou contra jogadores como Rémy Martin, 3ª linha dos «Blues» gauleses e da equipa do Stade Français...

Não se arrepende todavia de ter um dia pegado numa bola oval, até porque o Rugby acabou por mudar a sua vida, formando-o como homem. É do jogo e dos seus ensinamentos que diz ter retirado a sua perseverança e uma atitude de permanente busca de novos horizontes. «Olhos postos no futuro»!

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quinta-feira, abril 19, 2007

Steve Thompson termina carreira

A carreira de Steve Thompson chegou ao fim. Com apenas 28 anos de idade, o talonador da selecção inglesa (pela qual se sagrou aliás campeão do mundo), dos British & Irish Lions de 2005 e dos Northampton Saints, colocou um ponto final na sua carreira de jogador profissional de Rugby, na sequência de uma lesão grave no pescoço, que o levou à mesa de operações.



Thompson foi, para mim, um dos melhores talonadores dos últimos anos. A sua disponibilidade para o jogo e o seu grande carácter levaram-me a incluí-lo no meu XV de eleição de 2005, ano durante o qual alinhou – e bem! – pelos Lions, na malfadada Digressão à Nova Zelândia (acerca da qual estou a preparar um trabalho).

As suas excelentes condições físicas (1.87m e 115kg) colocam-no num patamar mais elevado relativamente à maioria dos jogadores que alinham com a camisola n.º2 (normalmente mais baixos e por vezes mais leves), e muitos consideram-no (apesar dos problemas na introdução da bola nos alinhamentos) como o melhor «hooker» da história do Rugby inglês.

Thompson alinhou ao lado de grandes nomes da 1ª linha britânica, como Jason Leonard ou Graham Rowntree, este último também recentemente retirado, desempenhando actualmente as funções de treinador de avançados dos Leicester Tigers.



A «reforma antecipada» de Thompson constitui pois uma péssima noticia para a ainda campeão mundial Inglaterra, bem como para os Saints.

quarta-feira, abril 18, 2007

O Belém não é só Futebol...

... mas também não é só Rugby!



VAMOS ENCHER O RESTELO!

Belenenses vs. Braga
Meia-Final da Taça de Portugal (Futebol)
21:00 horas, Estádio do Restelo

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Campo: a questão fundamental

Já escrevi aqui centenas de linhas sobre a questão da não existência de um campo próprio para a secção de Rugby do Belenenses, e sobre o impacto negativo que isso tem no que diz respeito ao treino das suas equipas.

Esta questão não se restringe às limitações que impõe ao treino, e alarga-se aos momentos de competição. A equipa sénior já se viu obrigada a jogar fora de casa devido à sobreposição de compromissos do clube para o relvado n.º2 (exemplos: vs. CDUP em 2005/2006 e vs. Cascais em 2006/2007), e ainda há uma semana a equipa júnior foi ao Monsanto enfrentar o Direito (a pedido do Belenenses e devido a ausência de campo disponível), quando o sorteio havia ditado que o jogo se realizasse no Restelo...

Segundo o coordenador da secção, Manuel Costa, o número de praticantes no Belenenses subiu este ano 25%, e as escolas de Rugby estão verdadeiramente a «rebentar pelas costuras».


Legenda: o campo 2 do Restelo não chega para as encomendas, e o Rugby acaba por funcionar como bode expiatório das insuficiências do complexo azul. Muita gente acusa o Rugby azul de estragar um campo que quase não usa...

A equipa sénior treina apenas duas vezes por semana em relvado (no Estádio Nacional), dedicando a terceira sessão (a de 2ª feira) a trabalho físico no Restelo... devido a ausência de campo!

Este é pois um dos assuntos pendentes mais importantes que se colocam ao Rugby azul. Penso que chegámos o mais alto que podemos chegar nas actuais condições. Um salto qualitativo, que reforce a nossa posição de escola de excelência do Rugby luso, vai requerer mais meios e sobretudo um relvado natural exclusiva ou principalmente destinado à prática da modalidade.

Podemos contratar mais cinco argentinos, dois sul-africanos e até um internacional All-Black. Não estaremos a investir verdadeiramente na nossa capacidade competitiva duradoura... A questão de fundo é autonomizar o Rugby no que diz respeito a infra-estruturas.

A necessidade que a secção de Rugby do Belenenses tem de arranjar uma alternativa ao actual estado de coisas é agravada pela perspectiva de obras no Estádio Nacional. A completa remodelação dos campos de Rugby do Jamor, bem como das estruturas anexas (gabinetes, bancadas, etc...), exigirá certamente que os «Lobos» e as equipas do Belenenses deixem de usar o espaço durante um período mais ou menos prolongado. Onde treinaremos (e onde jogarão juniores e juvenis) durante todo esse tempo?

As respostas para este problema não podem consistir em projectos de médio/longo prazo. Precisamos de iniciar a temporada 2007/2008 com a questão dos campos senão resolvida, pela menos em vias de resolução!

O Belenenses, que ninguém tem dúvidas em colocar entras as três melhores (e maiores) escolas de Rugby de Portugal, pode entrar em colapso no contexto desta modalidade.

Perde o clube, sem dúvida! E perde também a modalidade.

Eu continuarei a escrever sobre o tema semana sim, semana sim, até que o clube, a sua secção e as entidades competentes se reunam no sentido de resolver EFECTIVAMENTE este problema.

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segunda-feira, abril 16, 2007

Belém - CDUP | Fotos















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«Contas de merceeiro»

A derrota de ontem, no Restelo, motivou os presentes a fazerem contas à vida, procurando compreender:

a) se ainda teríamos a mínima hipótese de chegar à Final Four, mediante a obtenção de duas vitórias com ponto bónus, e num cenário de derrotas dos nossos adversários mais directos, Benfica e CDUP.

b) encontrada a resposta para a primeira questão, perceber como qual a conjugação de resultados necessários para assegurar a 5ª posição da fase regular, recebendo assim no Restelo o 8º e último da prova, numa eliminatória de enorme importância.

Analisemos a situação actual da classificação:

4º CDUP – 33 pontos
5º Benfica – 24 pontos
6º Belenenses – 22 pontos
7º Técnico – 13 pontos

Conclusões a reter (corrijam-me se estiver errado):

a) Não é possível chegarmos ao 4º lugar, e é pouco provável (mas não impossível) sermos apanhados pelo Técnico.

b) O Benfica ainda pode alcançar o CDUP, mas a inconsistência de resultados dos homens da margem sul torna esse cenário pouco provável.

c) A segunda metade da tabela será assim marcada por duas «lutas»: Belenenses e Benfica por um lado, Técnico e Cascais por outro.

d) O Benfica leva vantagem sobre o Belém (2 pontos). O seu calendário até ao final da prova é o seguinte: vs. Cascais (em casa) e vs. Belenenses (no Restelo).

e) O Belém vai a Monsanto e recebe o Benfica.

f) Pode acontecer o Benfica assegurar o 5º lugar mesmo antes do jogo da derradeira jornada (vitória do Benfica e derrota do Belenenses). Por outro lado, o Belém pode ultrapassar a equipa encarnada mesmo antes de a receber em casa (derrota ou empate do Benfica, e vitória do Belém).

g) Caso a distância pontual entre as equipas, à partida para a 14ª jornada, for igual ou inferior a 5 pontos, tudo se decidirá no Restelo, no próximo dia 25 de Abril.

Independentemente da classificação da 2ª metade da tabela, o esquema de emparelhamento de equipas é o seguinte:

1ª Eliminatória

Jogo 1: 5º vs. 8º (em casa do 5º)
Jogo 2: 6º vs. 7º (em casa do 6º)

Se o campeonato terminasse agora seria:

Benfica vs. Cascais (Sobreda)
Belenenses vs. Técnico (Restelo)

2ª Eliminatória:

Jogo 3: Vencedor J1 vs. Vencedor J2
Jogo 4: Derrotado J1 vs. Derrotado J2

A equipa que sair derrotada do jogo 4, desce de Divisão (disputará a 1ª em 2007/2008), por troca com a Académica de Coimbra...

Esta forma de apuramento da descida será corrigida para o ano (desce o último do final da fase regular, sem o esquema de jogos a eliminar) mas para todos os efeitos, em 2006/2007 ainda se mantém o aberrante modelo (e aberrante não apenas no que respeita ao apuramento da descida, mas também à definição do Campeão) das eliminatórias.

O cenário de descida é, para os atletas do Belenenses, impensável... Mas deve ser encarado, para estarmos mais alerta! Malta: descer é uma hipótese real para qualquer uma das 4 equipas envolvidas nesta fase. Lembrem-se do Técnico, que em 2005/2006 foi 5º, e que discutiu «taco-a-taco» a descida com uma AAC que havia averbado 14 derrotas em 14 jogos.

Conhecer os perigos da situação que vivemos é meio caminho andado para os evitarmos.

A palavra de ordem para estas últimas 2 ou 3 semanas da época (depois de 5 ou 6 de Maio acabou-se a temporada de Rugby para a maioria de nós) é RESPONSABILIDADE. Fomos nós (nós todos, jogadores, técnicos, dirigentes e sócios/adeptos ausentes) quem criou esta situação embaraçosa e delicada. E somos nós quem tem de tirar o Belenenses de aflições.

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Nesta vida...

... está-se sempre a aprender.

Os juniores do Belenenses fartaram-se de aprender em 2006/2007.

Depois de um início de temporada atribulado, com uma inesperada derrota na Supertaça (aquele almoço pouco antes do jogo não lembra a ninguém...), a equipa embalou para duas fases regulares (a 1ª e a 2ª) do campeonato durante as quais foi sempre a melhor.

Na final, e contra um CDUL que havia sido 6º da 2ª fase, perdeu (bem), e viu as suas pretensões à revalidação do título deitadas por terra.

A equipa ter-se-á ressentido dessa derrota, e o que é certo é que a partir daí o Rugby passou a ser uma «não prioridade» para muitos dos jogadores da equipa.

Os últimos treinos foram pouco participados (aliás, já antes da final do campeonato o haviam sido), e depois daquela derrota a coisa piorou.

Resultado: derrota por 65-0 em Monsanto, contra um Direito que nem sequer é das equipas mais fortes do escalão, num encontro em que por falta de jogadores terminámos com... 13 elementos dentro de campo.

É certo que os seniores requisitaram 3 elementos para o seu jogo de ontem (Diogo Miranda, Duarte Moreira e Carlos Gaspar), mas isso não pode explicar tudo. O Miranda está integrado na equipa principal desde o início da temporada, bem como os seniores de 1º ano Duarte Bravo e Diogo Jorge.

Portanto, a equipa júnior (e em particular aqueles que não treinam nem aparecem, aqueles que têm hábitos de vida pouco compatíveis com o Rugby, aqueles que pelos vistos têm pouco respeito pelos companheiros, pelos treinadores e pelo clube) apenas se pode culpar a si mesma pela vergonha que passou no passado sábado.



Como é? Temos ou não temos equipa para a tão pretendida Taça Ibérica? É que se é para ir apenas marcar presença e levar uma tareia... mais vale sermos honestos uns com os outros e dizer que não estamos para isso, e que a temporada acabou.

Assim... não vamos a lado nenhum.

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domingo, abril 15, 2007

Belenenses, 13 - CDUP, 33

Há muito que não acontecia, mas o CDUP veio ao Restelo surpreender o Beleneses num jogo decisivo para as aspirações dos azuis. A Final Four fica desde já esquecida, e a equipa deve agora assumir a responsabilidade de terminar a temporada de forma digna, afastando por todos os meios desportivamente legítimos a hipótese macabra da descida de divisão...

Foi um jogo pouco interessante, com uma primeira parte mais aberta e um segundo tempo com várias paragens e mimos de parte a parte (muitos jogadores parecem ter-se esquecido de que era Rugby a modalidade em prática no campo 2 do Restelo, esta tarde).

A equipa nortenha fez 0-6 através de Gonçalo Malheiro, e o Belém respondeu através de Francisco Moreira, que apoiou o n.º13 Carlos Gaspar para fazer 5-6. Depois da conversão, os azuis passavam a vencer por 6-7. Minutos mais tarde, Diogo Miranda chutou para 6-10, mas duas penalidades aproveitadas por Malheiro antes do apoio para o intervalo colocam os universitários na frente por 10-12.

No segundo tempo, o CDUP soube controlar muito bem, e susteve o Belenenses no seu meio campo defensivo durante quase 20 minutos. Jogando com o tempo e conseguindo colocar o capitão Bruno Nifo de fora (cartão amarelo) durante 10 minutos, a equipa verde ainda viu o Belém fazer 13-12, mas embalou nos últimos 10 minutos da partida para três ensaios convertidos.

Vitória justa do CDUP, num jogo em que os azuis voltaram a não se encontrar. No Belenenses, registo para o regresso de Diogo Mateus - bem vindo, Diogo! - que alinhou com a camisola 12, e para Cristian Spachuk, que começou no banco, mas que entrou para flanqueador, posição que não desconhece já que jogava na 3ª linha na sua terra natal, a Argentina.

Uma nota final para o «mau vencer» de um elemento da equipa nortenha, que se voltou por diversas vezes para a bancada provocando o muito público que esta tarde marcou presença no Restelo. Um exemplo negativo, para não repetir.











BELENENSES: Murteira, Guillermo e Juan; Fezas Vital e Miroto; Sebastião da Cunha, Duarte Moreira e Valter Jorge; Bruno Nifo (capitão) e Pedro Silva; Diogo Mateus e Carlos Gaspar; Francisco Moreira, João David e Diogo Miranda.

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Vamos todos apoiar o Rugby do Belenenses!!!

Este sábado foi dia grande no Restelo, com várias equipas de várias modalidades e escalões a competir. O destaque foi naturalmente o jogo da equipa principal de futebol, que recebeu e venceu o Estrela da Amadora por 3-0. As bancadas estavam bastante compostas, e o Rugby ajudou à mobilização através da distribuição de 300 convites por atletas e familiares...

... Pena foi que nem uma palavra tenha sido dita - por parte do animador de serviço - sobre o importante jogo deste domingo antes da partida, durante o intervalo ou no final. O Belém ainda tem de melhorar muitíssimo nesta coisa de se promover a prata da casa e, muito concretamente, a sua digníssima equipa de Rugby.

O que é certo é que este domingo há Rugby no Restelo, e logo em dose dupla.

Pelas 16 horas entram em campo os seniores, para defrontar o CDUP em jogo que nenhuma das equipas quer perder, ainda para mais depois da vitória do CDUL sobre a equipa de Agronomia, com direito a ponto bónus e tudo...

Mais tarde, Às 18 horas, são os juvenis a alinhar frente ao Direito, em partida a contar para a Taça de Portugal da categoria, e que pode permitir ao Belém continuar a sonhar com a tripla nesta temporada (Supertaça, Campeonato e Taça).

É tempo de unir a família azul em torno de uma modalidade ímpar no Clube. Na mística, no palmarés, na capacidade de superar as dificuldades.

Vamos todos apoiar o Rugby do Belenenses!!!

sábado, abril 14, 2007

Spachuk de volta

Após vários meses de ausência da competição, Cristian Spachuk regressou ao trabalho e pode até, caso os técnicos assim o entendam, alinhar este domingo frente ao CDUP.


Legenda: Cristian Spachuk é o jogador da esquerda (perspectiva de quem olha para a imagem), e neste jogo poderá voltar a acompanhar o compatriota Juan Murré (à direita) e Paulo Santos, ao centro.

quinta-feira, abril 12, 2007

A TODO O RUGBY DO BELÉM

A secção de Rugby do Belenenses tem um desafio.

Um desafio para o próximo fim-de-semana.


ENCHER O RESTELO DE BELENENSES !

Como?


Fácil ! Fácil !
Começa logo no sábado !


O desafio é encher uma bancada para a partida de futebol entre a nossa equipa e o Estrela da Amadora. Este pode ser o jogo que coloca o Belenenses na Europa.


O RUGBY APOIA ... e a secção comprometeu-se em contribuir com 300 assistentes (ou mais !!!)

ou seja ... estão no nosso bar - BAR DO RUGBY (com excelentes bifanas aliás) 300 bilhetes para assistirmos ao jogo.

Para fazermos a diferença (ou se calhar não) que a nossa vestimenta seja azul - AZUL BELÉM - sem esquecer o cachecol !


Sábado já está ...
... agora Domingo !


A nossa equipa de seniores de rugby joga com o CDUP - Campo N.º 2 às 16h00


VAMOS PARA O RESTELO !
(já falei do BAR DO RUGBY E DAS BIFANAS!??, e a cervejinha?)


Não vai ser pêra doce !
Precisamos de ganhar o jogo! Precisamos de apoio. MUITO APOIO !

E a equipa do CDUP sabe disso. Perspectivamos um jogo duro. MUITO DURO!

Alô ? Voltamos a repetir ! Precisamos de apoio!
É altura de toque de reunião!


TODOS OS DUROS DO RUGBY DO BELÉM AO RESTELO

E agora para terminar em beleza ...
... a equipa de juvenis caminha prá “dobradinha” ! (isso no BAR DO RUGBY não há ... ainda !)


Depois do título no campeonato ... a conquista da Taça de Portugal!
O jogo é contra o DIREITO. O eterno rival ...
Vai ser bonito de se ver. Vamos ao Restelo.

O RUGBY é a modalidade DÍNAMO do BELENENSES.

VAMOS SACUDIR O RESTELO! VAMOS ESTAR LÁ!


VAMOS ENVIAR ESTE MAIL PARA TODOS OS QUE CONHECEMOS.

PARA QUE SE VEJA COMO NOS UNIMOS A TOQUE DE REUNIÃO NÃO BRINCAMOS EM SERVIÇO !

Mas para quem gosta mesmo muito de passar o(s) dia(s) no Restelo ...

... ainda há ANDEBOL ( Belenenses x ABC, 2º Jogo dos Play-Off ), sábado às 15h00

( atletas pagam 0, sócios 2,5 € e os outros ... 5 € )


... Festival da Páscoa do Belenenses em Natação ... com animação, brindes e pinturas faciais... Domingo a partir das 10h30 e paga-se nickles !



Nota: Este fim-de-semana no Restelo pode apresentar contra-indicações. Para mais informação consulte o seu médico-farmaceutico.


Manuel Resende
SECÇÃO DE RUGBY DO BELENENSES

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A primeira de três finais

Após 10 jornada de pouca solidez e grandes oscilações ao nível do desempenho da equipa sénior de Rugby do Belenenses (durante as quais aconteceu o «muito bom» e o «muito mau»), os azuis foram à Tapada mostrar que ainda podem ter uma palavra a dizer neste campeonato, e bateram-se com grande valentia. A derrota acabou por acontecer, mas o Belenenses mostrou uma «alma» que ainda não se havia visto em 2006/2007, surpreendendo muitos dos presentes, que esperavam vitória folgada da equipa da casa...

Actual sexta classificada do Campeonato, a equipa azul ainda segue de perto as cinco equipas que ocupam os lugares entre o 2º e o 5º (Direito, CDUL, CDUP e Benfica). Assim, ainda é possível a qualificação do Belém para a «Final Four», que apurará o campeão nacional 2006/2007.

Para conseguir esse feito, o conjunto do Restelo – sem margem de manobra – vê-se obrigado a ganhar (e se possível com ponto bónus) os três jogos que se seguem, contra CDUP (em casa), Direito (fora) e Benfica (em casa). São três verdadeiras finais – contra concorrentes directos – que podem catapultar a equipa de Francisco Borges e Pedro Netto para a luta por um título que lhe escapou em 80 minutos – de forma totalmente injusta, diga-se – na temporada passada.

A primeira «final» é no domingo, frente a uma equipa do CDUP que nunca se rende e que é sem dúvida um dos XV’s mais aguerridos e lutadores da Divisão de Honra.

A equipa azul promete muita luta e espera-se que volte a entrar em campo com a disposição evidenciada na passada quinta-feira, quando empurrou sem apelo nem agravo a equipa de Agronomia para o seu meio campo durante grande parte da partida, em especial nos primeiros 25 minutos de jogo.

O apoio dos sócios e adeptos do Belenenses também pode «entrar em campo», e por isso convidamos todos aqueles que gostam do Belém a estar presentes nas bancadas do campo n.º2 do Complexo do Restelo, a partir das 16:00 horas de domingo. A equipa, pouco habituada ao apoio da generalidade dos associados do clube, saberá com toda a certeza «receber» e reconhecer todos aqueles que a apoiem, reforçando os esforços dentro das quatro linhas.

Nesta «final» jogamos todos!

O árbitro da partida será o luso-australiano Rohan Hoffman, que este ano já apitou o Belenenses por duas vezes: derrota com Agronomia em casa e vitória fora, contra o Benfica.

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quarta-feira, abril 11, 2007

Eleições II: quando a mesquinhez se sobrepõe ao interesse de todos

O n.º41 do Jornal do Belenenses, colocado ao dispor dos sócios e adeptos do Belenenses há cerca de semana e meia, foi retirado de circulação por sugestão do presidente da AG, depois de uma das listas concorrentes às eleições de 28 de Abril – a Lista B, de José Duarte Ferreira – se ter queixado de uma suposta falta de isenção do referido meio de divulgação do clube.

Como colaborador do Jornal sinto-me muitíssimo revoltado, por razões diversas. Restringindo-me ao que se relaciona com o Rugby direi apenas que o n.º41 foi especialmente pensado para dar destaque ao Rugby azul, contendo:

- Um poster central da equipa Juvenil;
- Uma entrevista com o coordenador da secção, Manuel Costa;
- Notícias sobre as finais de juvenis e juniores, o jogo com o Técnico dos seniores e uma breve caixa relativa à digressão das escolas a Edimburgo.

Mais: o jornal – suportado pelos patrocinadores – contava com um anúncio de página inteira da LUSOCEDE (patrocinador «da camisola» da equipa sénior).

A retirada do jornal de circulação foi uma atitude de verdadeiro gozo relativo ao trabalho dos vários colaboradores 100% voluntários do jornal, e um acto de profundo desrespeito pelo dinheiro investido pelos patrocinadores nesta edição.

Começa mal José Duarte Ferreira esta campanha eleitoral.

O jornal não contém nas suas 24 páginas mais do que uma frase que pode ser lida (por alguns) no contexto da campanha em curso. Repito: uma frase em 24 páginas.

Quem perde com estas tácticas eleitoralistas da Lista B são os sócios e os atletas, em particular os do Rugby, que tantas vezes são esquecidos, mas que tinham nesta edição especial (e merecido) destaque.

A mesquinhez de uns sobrepôs-se ao interesse de todos os outros.

Nota:

A duas semanas das eleições pouco (ou nada!) foi revelado acerca das intenções das três listas concorrentes relativamente ao Rugby e às ditas «modalidades» em geral. Espera-se que o debate avance rapidamente no sentido de elucidar os associados acerca desta matéria, sob pena da afluência às urnas ser ainda mais baixa do que aquela verificada nos últimos actos eleitorais.

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jogo perigoso e anti-jogo

Vale pisar?

Mais uma vez trago o polémico assunto das Leis de Jogo, e hoje vou falar da lei 10, subordinada ao tema «jogo ilegal e anti-jogo».

Assim, jogo ilegal é qualquer acção cometida por um jogador contrário ao disposto e ao espírito das leis de jogo. A intencionalidade da acção é um ponto a ter em conta quando se fala de jogo desleal, bem como a integridade física, a «batotice», a manha, e a igualdade de disputa pela posse de bola.

Algumas acções:
  • fora de jogo intencional
  • obstrução
  • perda de tempo
  • infracções repetidas
  • agressão
  • pisar
  • pontapear
  • rasteirar
  • placagem alta («gravata»)
  • placar um jogador no ar
  • placar um jogador sem bola

Infelizmente para muitos não vale pisar...

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Destaque devido

Porque elas também merecem destaque neste blog, faço o apelo para aparecerem na Final da Taça Feminina.

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terça-feira, abril 10, 2007

Força Diogo!



A época 2006/2007 da equipa de Munster tem corrida abaixo das expectativas, e os maus resultados desportivos (moderadamente maus, diria eu) levam os apaixonados adeptos da equipa da província a questionar uma série de decisões e estratégias levadas a cabo por quem tem o poder de dirigir o «clube» actual campeão europeu.

A formação ficou-se pelos 1/4 de final da Heineken Cup, e na Magners League ocupa um modesto 7º lugar, com 36 pontos (8 vitórias e 8 derrotas)... a muitos dos 51 pontos da equipa rival de Leinster.

Uma das questões que tem sido levantada pelos adeptos relaciona-se com a aposta feita em jogadores de fora (estrangeiros) em detrimento da «prata da casa», no que diz respeito aos lugares em aberto na equipa. A aquisição de jogadores bem pagos, como o «kiwi» Cristian Cullen, são considerados erros de gestão, e a chamada à província de outros atletas desconhecidos (como Diogo Mateus) levanta interrogações junto daqueles que vêem nos muitos jovens irlandeses formados nas escolas de Rugby do país (bem como no apetecível e actualmente caótico «mercado» escocês) o futuro da selecção provincial.

Diogo Mateus partiu para Munster para alinhar na AIL2 (UCC), e de olhos postos numa oportunidade no contexto da Magners League. Foi chamado duas vezes ao banco, mas em nenhuma delas foi opção para a equipa técnica (apesar da equipa ter perdido os dois jogos de forma clara), o que levou vários adeptos a questionar-se acerca do porquê da sua contratação.



Muitos irlandeses gostariam de ver o Diogo ter uma oportunidade real na Magners League, mas a má época da equipa de Munster – bem como a contratação de jogadores com créditos firmados para a mesma posição – não permitiu ao nosso n.º12 nacional mostrar aquilo que sabe nos grandes palcos da competição celta...

O que é certo é que se no início da temporada o Munster Branch se demonstrava reticente em libertar o jogador para as provas de Sevens da IRB, o Diogo já participou nas etapas de Hong Kong e Adelaide, depois de ter estado ao serviço da equipa de XV nos jogos decisivos da repescagem. Em suma: há muito que se encontra ausente da Irlanda.

Não sei se a aventura irlandesa do centro azul chegou ao fim, ou se ainda terá novos capítulos, com oportunidades mais efectivas. Pela minha parte, e porque o admiro bastante (como jogador pela qualidade, como pessoa pela humildade), apenas espero que a vida lhe corra como deseja.

Força, Diogo!

segunda-feira, abril 09, 2007

Millfield Rugby Festival

A Selecção Nacional de Sub-17 participou no Millfield Rugby Festival em Inglaterra que teve lugar de 2 a 7 de Abril nas instalações da Millfield School.

Jogos de Portugal no Torneio de Millfield:

3 de Abril: PORTUGAL vs. Estados Unidos da América (11 - 8)
5 de Abril: PORTUGAL vs. Canadá (22 - 25)
7 de Abril: PORTUGAL vs. Roménia (8 - 7)


[fotos cedidas por Rui Muralha]

1- Portugal
2- Portugal + EUA
3 - Portugal + Canadá

A comitiva escolhida para representar Portugal em Inglaterra foi a seguinte:

Vice-Presidente: José Nicolau

Team-Manager: Rui Muralha

Seleccionador Nacional: Henrique Garcia

Treinador-Adjunto: Francisco Branco

Fisioterapeuta: Nuno Gonçalo

Árbitro: Pedro Murinello

Jogadores:

1ª Linha
José Costa (CRE); Martim Magro (GDD); Hugo Santos (GDD); Duarte Barros (CDUP); Alexandre Alvarez (Vilamoura); Tomás Cambournac (Caldas)

2ª Linha
Manuel Ferreira da Silva (CDUP); Francisco Sousa (GDS Cascais); Manuel Mota (Técnico); Pedro Sarmento (CDUL)

3ª Linha
Manuel Santos (GDD); João Tomé (Belenenses); Miguel Vilaça (CDUL); Francisco Appleton (CDUL); Veltioven Tavares (Belas)

Médios
Manuel Machado (Belenenses); Manuel Costa (Belenenses); Tomás Rosado (CDUP)

Centros
Manuel Godinho (CDUP); Manuel Paisana (GDD); Henrique Morato (Belenenses); José Maria Poppe (Belenenses)

3 de Trás
Luís Dias (CDUL); Manuel Murteira (CRE); Jerónimo Kopke (CDUL); Luís Castro (Técnico)

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Dar a mão à palmatória...

Mantendo um sentido crítico relativo a algumas decisões da equipa de arbitragem que apitou o jogo entre Belenenses e Agronomia na Tapada (na passada 5ª feira), nomeadamente no que diz respeito à forma como creio que a actuação de um dos fiscais-de-linha condicionou o trabalho do árbitro António Moita, creio que é necessário dar a mão à palmatória, e reconhecer que as palavras escolhidas na crónica do referido encontro foram excessivas.

Em momento alguns me ocorreu colocar em causa a honestidade do árbitro principal, nem dos seus fiscais-de-linha. Em momento algum foi minha intenção acusar os árbitros de má fé.

Aos visados, e caso se tenham sido ofendidos pelo tom utilizado, as minhas desculpas.

PS: Este Blog é uma iniciativa minha e do Afonso Nogueira. Assim, nem os meus textos vinculam o Afonso, nem os textos do Afonso me vinculam a mim. DA mesma forma, este Blog não é oficial, e por isso é bom que se perceba a secção de Rugby azul nada tem a ver com o que aqui vou escrevendo. Aliás, muitas vezes estou em profubdo desacordo com as opções, decisões e opiniões oficiais da secção de Rugby do Belém...

Soltas

Depois de vários dias longe da blogosfera por motivos rugbysticos e de descanso regresso para um pseudo-'part time'.

1#
Os boatos em discurso directo


Paulo Murinello já explicou o sucedido no Uruguai no seu blog ressuscitado com ideias-soltas:

«O que se passou lá foi uma detenção indevida.
Houve uma confusão na rua onde entre 100 pessoas, estavam alguns jogadores nossos.
Um tipo foi agredido (não por nós)... esse tipo era policia.
No meio da confusão, só nós é que estávamos vestidos com roupa igual, o policia deduziu que fomos nós e acusou-nos da agressão... fomos detidos.
Prestámos declarações que demonstravam o facto de não termos nada a ver com a agressão e o caso foi arquivado.
Espero que tenha esclarecido quem tinha dúvidas, e espero que o tema de conversa passe a ser outro qualquer que não a noticia de tablóides que tanto o povinho gosta.»

#2
Ovelhas tresmalhadas


Sobre a compra de bilhetes para o RWC:

Será dada prioridade aos pedidos de antigos e actuais dirigentes da FPR, antigos e actuais jogadores internacionais (os jogadores que estiverem presentes no RWC 07 terão direito a 2 bilhetes grátis por cada jogo que Portugal realize) e antigos e actuais jogadores da modalidade;

É bom saber que os árbitros não estão incluídos... lol

#3
Estágio FIRA
Abrantes 2007




Realizou-se na passada semana o Estágio FIRA sub 17, em Abrantes e dirigido pelo formador FIRA prof. Henrique Rocha.

Mais de 100 pessoas envolvidas representando 3 delegações (Portugal, Andorra e Espanha).

Conheçam o vídeo da Equipa Portuguesa em:
http://youtube.com/watch?v=j31f9qCy0T0

#4
Sub17 em Millfield


O outro grupo da Selecção Sub17 fez furor no torneio de Millfield, ganhando frente ao XV dos EUA (11 - 8) e também contra a Roménia, com o Canadá os nossos jogadores não alcançaram a vitória por apenas 7 pontos (25 - 32). Ao que consegui apurar o árbitro que representou Portugal neste Torneio, Pedro Murinello, fez boas exibições.

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Belém: Três finais até ao final

O Belenenses disputará até ao final da fase regular três jogos... que serão três finais:

vs. CDUP (em casa)
vs. Direito (fora)
vs. Benfica (em casa)



É óbvio que é possível concretizarmos 3 vitórias em 3 jogos, mas o inverso também é verdade. Assim, resta-nos focar a atenção no Rugby (nas competições nacionais de Rugby, melhor dito) e dar o «tudo por tudo» para continuar a subir de rendimento e de qualidade de jogo. Se estivermos unidos, concentrados e optarmos por priorizar o Rugby face a outras dimensões lúdicas da nossa vida... com certeza que esta ponta final de campeonato vai correr bem.

Apenas por uma questão de curiosidade (e também a pedido de várias famílias) passo a informar que os jogos em falta das equipas concorrentes a esta Divisão de Honra (fase regular) são:

Agronomia (já garantiu a vitória na fase regular):

vs. CDUL (fora)
vs. Técnico (em casa)

CDUL:

vs. Agronomia (em casa)
vs. CDUP (fora)
vs. Direito (em casa)

CDUP:

vs. Belenenses (fora)
vs. CDUL (em casa)
vs. Técnico (fora)

Direito:

vs. Cascais (fora)
vs. Benfica (fora) - inversão
vs. Belenenses (em casa)
vs. CDUL (fora)

Benfica:

vs. Direito (em casa) - inversão
vs. Cascais (em casa)
vs. Belenenses (fora)

Cascais:

vs. Direito (em casa)
vs. Técnico (fora)
vs. Benfica (fora)

Técnico:

vs. Cascais (em casa)
vs. Agronomia (fora)
vs. CDUP (em casa)

Nota: agradeço que corrijam eventuais erros nesta lista de jogos por equipa.

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domingo, abril 08, 2007

Entrevista a João Gordino (Capitão dos Juniores)



Queres apresentar-te?

Olá, chamo-me João Gordino, tenho 19 anos e jogo Rugby à 10 anos. Comecei por brincadeira, tinha uns amigos que jogavam e um dia quis experimentar. Gostei, e deixei me ficar até hoje.

O que significa para ti ser capitão da equipa junior de Rugby do Belenenses? Quais são as responsabilidades acrescida de um capitão?

Para mim ser capitão é uma honra. È uma honra enorme ser capitão de uma grande equipa como a de este ano e poder liderar não só uma equipa mas também um grupo de amigos com quem partilho a minha vida. Para mim um capitão é o líder da equipa é como uma espécie de segundo treinador dentro de campo que tem de estar sempre lá quando é preciso e puxar sempre pela equipa sobre tudo quando as coisas não estão a correr bem para alem disso tem que ser um amigo e tentar fazer com que todos se sintam bem dentro da equipa.

Que balanço fazes dos meses já decorridos desta época desportiva?

Esta época foi bastante complicada, muitos altos e baixos devido a lesões, saídas e entradas de jogadores e as paragens no campeonato que são sempre difíceis para manter o ritmo a que precisamos de estar mas apesar disso acho que o balanço é positivo, tínhamos como objectivo chegar à final e conseguimos, infelizmente não ganhamos mas penso que o Belenenses tem muito potencial e muitos campeonatos de juniores ainda hão-de-vir.

Depois de termos ganho a final com o CDUL, acabámos por ceder este ano depois de termos dominado todo o campeonato. Como te correu a final, e como analisas a prestação da equipa?

Uma final é sempre uma final e nunca pode haver vencedores antecipados, conseguimos o primeiro lugar na fase de grupos que nos correu muito bem, ultrapassamos os dois jogos seguintes que nos levaram à final, mas a partir dai são 70 minutos em que tudo pode acontecer e aconteceu o que ninguém queria que foi perdermos. Começamos muito mal o jogo levando logo três ensaios e a partir dai as coisas complicaram-se, sabia que tinha-mos equipa para ganhar mas não trabalhamos o suficiente, ou melhor trabalhamos mas menos que os outros e isso foi crucial durante o resto do jogo. Da minha parte a final não me correu mal fiz o meu jogo mas não chegou, é obvio que não há nenhum culpado nem ninguém a apontar, sei que demos tudo mas há dias em que nem tudo corre bem e esse foi um deles.

Quais são os objectivos que ainda se encontram por alcançar?

Bem vai começar agora a taça de Portugal que é o nosso próximo objectivo e se tudo correr bem vamos fazer os possíveis para ganhar, e ainda não sabemos se ira realizar ou não a taça Ibérica referente ao ano passado mas se acontecer será muito bem vinda e claro que será também para ganhar.

Queres deixar alguma mensagem aos sócios e adeptos do Belenenses que nos lêem?

Sim, gostaria de agradecer em nome de todos os juniores do Belenenses, o apoio dado durante todo o campeonato mas em especial o apoio dado durante a final, é muito bom sentir o apoio de tanta gente mesmo quando as coisas não estão a correr bem, e se possível que nos continuem a apoiar que muitas vitorias ainda virão e com isso muitos campeonatos para o Rugby do Belenenses.

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Divisão de Honra - Classificação

1. Agronomia - 54 pontos (6 pts bónus)
2. CDUL - 30 pts. (6 pts. bónus)
3. CDUP - 29 pts. (5 pts. bónus)
4. Direito - 29 pts. (5 pts. bónus)
5. Benfica - 24 pts. (4 pts. bónus)
6. Belenenses - 22 pts. (2 pts. bónus)
7. Cascais - 11 pts (1 pt. bónus)
8. Técnico - 8 pts. (2 pts. bónus)

Fonte: Jornal A BOLA

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sexta-feira, abril 06, 2007

Uma polémica quase a rebentar...

Fala-se de clubes que se preparam para avançar (ou já avançaram) com inscrições de jogadores comunitários para a fase final da Divisão de Honra 2006/2007. A legalidade dessas inscrições é discutível, e com franqueza não compreendo bem o texto da acta relativa às «Decisões da Assembleia Geral de 28 de Agosto de 2006», que discutiu esta matéria no seu ponto 2º.

Se alguém quiser deixar a sua interpretação à consideração dos leitores, faça favor.

O texto é o seguinte:

PONTO 2

A proposta de fixação em 31 Dezembro de cada época desportiva a data-limite para inscrição de jogadores seniores portugueses, equiparados ou estrangeiros, e consequente revogação das disposições contrária em vigor, não foi aprovada pela maioria dos sócios presentes; AA Coimbra, CRAV, RC Lousã, Belas RC, RC Elvas, Caldas RC, RC Montemor, SL Benfica, AEIS Técnico, CR Técnico, abstenção do CDUP e votos favoráveis da AEIS Agronomia, AAIS Agronomia, GDS Cascais, CDUL, GD Direito, CF Belenenses.

Deve-se ainda proceder à actualização dos Regulamentos de Participantes de Jogadores Estrangeiros bem como Regulamento do Campeonato Nacional de Honra e 1ª Divisão, nomeadamente no que concerne aos jogadores estrangeiros, em conformidade com normativas da Secretaria de Estado da Juventude e Desporto, Despacho nº. 1/SEJD/2005 de 21 de Setembro.

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quinta-feira, abril 05, 2007

Onde andou esta atitude?

O Belenenses perdeu esta noite na Tapada da Ajuda, casa da Agronomia, por 25-11. Importa todavia afirmar, porque é verdade e esta equipa merece o elogio, que o XV do Restelo não foi inferior ao adversário, tendo aliás dominado o jogo durante vários períodos.

O domínio dos azuis foi bastante intenso nos primeiros 20 minutos do jogo, disputados na sua quase totalidade no meio campo da equipa da casa. Os avançados do Belenenses trabalharam muito e bem neste período do jogo, dominando na touche e na mêlée, tendo aliás empurrado o pack agrónomo e conquistado bolas de introdução dos homens da Tapada.

O muito trabalho dos avançados azuis quase deu ensaio, mas foi o asa sul-africano Jacques Roux a aproveitar um erro azul na touche para correr 50 metros, sacudindo a pressão e criando algum perigo para a equipa da casa. O centro Carlos Gaspar foi todavia muito rápido no trabalho defensivo, e não obstante a diferença de peso dos dois atletas placou o 3ª linha agrónomo, e permitiu ao Belenenses reorganizar-se na defesa, lançando novamente o ataque.

Aos 14 minutos os azuis dispuseram da primeira oportunidade para pontuar, mas Francisco Moreira (hoje a jogar na ponta) não deu a direcção certa à oval.

Os azuis jogavam nos 22 metros adversários, e aos 16 minutos o mesmo jogador isola-se no lado fechado. Todavia, quando o ensaio parecia inevitável o árbitro António Moita interrompe a partida, concedendo a falta ao Belenenses e beneficiando assim a equipa faltosa… Seria a primeira de muitas decisões infelizes verificadas ao longo dos 80 minutos de jogo.

O jogo tinha nesta fase sentido único, e por duas vezes a bem organizada defesa verde e branca evitou ensaios em cima da linha.

Aos 25 minutos, o Belenenses chegaria a uma vantagem justa (mas curta), com Francisco Moreira a chutar de forma certeira para 0-3.

Aos 30 minutos acontece a segunda situação polémica da noite, com o fiscal-de-linha a assinalar um ensaio para a equipa de Agronomia que ninguém viu, a equipa da casa não comemorou e o árbitro da partida não validou… senão após mais de 30 segundos.

Até ao intervalo, e já com o jogo mais equilibrado, Francisco Moreira voltou a marcar, estabelecendo o 5-6 que premiava de forma modesta o melhor jogo dos azuis, que beneficiando do vento a favor tiveram muita posse de bola e várias situações de ensaio eminente.

O segundo tempo iniciou com a equipa de Agronomia a aproveitar a circunstância de jogar de costas para o vento. Os homens da Tapada equilibraram o jogo, e estiveram mais tempo no meio campo do Belenenses. Todavia, a equipa azul não se desorganizou e mesmo quando Vasco Gaspar chutou para 8-6, os avançados belenenses mantiveram a postura lutadora, e chegaram ao ensaio – por Juan Murré – após um excelente trabalho do cinco da frente (8-11).

A equipa de Agronomia não baixou os braços, e nos últimos 20 minutos de jogo pressionou bastante a equipa do Belenenses. A pressão e sobretudo a grande eficácia nos momentos de posse de bola resultaram os dois ensaios (11-15 e 11-20), numa fase em que os azuis começavam a pagar a factura do enorme esforço físico realizado até ao momento.

O XV do Restelo voltava a carregar – o espírito guerreiro da nossa equipa de Rugby esteve esta noite de volta, o que só pode ser motivo de orgulho para todos! – mas encontrava pela frente não apenas uma boa equipa… como também um fiscal-de-linha apostado em destruir as possibilidades de discutir o resultado por parte da equipa belenense.

Assim, o mesmo fiscal que havia assinalado um verdadeiro ensaio fantasma na primeira parte deu indicação ao juiz António Moita para expulsar temporariamente o 2ª linha Fezas Vital na sequência de uma jogada em que a falta havia sido assinalada a favor do Belenenses e durante a qual havia sido aplicada uma «gravata» ao jogador azul que conduzia um maul em progressão. Ninguém percebeu o motivo do cartão ao jogador do pack belenense, e pior: ninguém percebeu o motivo que levou o fiscal-de-linha a não reportar a António Moita o jogo perigoso do pack agrónomo.

Com o Belenenses a jogar em inferioridade numérica, Vasco Gaspar chutou aos postes para estabelecer o 11-25 final, com a bola a bater no poste e a entrar (pela segunda vez no mesmo jogo).

No fim dos 80 minutos, e não discutindo o mérito da equipa vencedora, que fez por ganhar, não podemos deixar de formular duas notas importantes, que saem realçados da partida desta noite:

a) o Belenenses jogou com uma vontade, um espírito e uma entrega que ainda não haviamos visto esta temporada (não obstante a grande juventude da equipa)… É caso para perguntar: onde andou esta atitude durante os primeiros meses do campeonato?

b) uma segunda observação para a equipa de arbitragem, e em especial para António Moita, que viu o seu desempenho fortemente condicionado pelo «auxílio» de dois fiscais-de-linha directa e activamente vinculados a um outro emblema que com o Belenenses disputa o apuramento para a Final Four… A situação hoje verificada na Tapada da Ajuda coloca a nú, uma vez mais, os problemas que subsistem na arbitragem, e que passam por uma tremenda falta de bom senso na hora de escolher árbitros e fiscais-de-linha (estes, segundo parece, convidados pelo árbitro nomeado).

FICHA DE JOGO

Agronomia, 25 – Belenenses, 11
Tapada da Ajuda, 05/04/2007 (20:30h)
Árbitro: António Moita

Belenenses: Juan Murré (5), Guillermo Malin e Fernando Murteira; Fezas Vital e Sebastião da Cunha; Salvador da Cunha, Francisco Nogueira e Valter Jorge; Bruno Nifo (capitão) e Ramiro Alvarez; Diogo Castro e Carlos Gaspar; Francisco Moreira (3+3), Duarte Moreira e Diogo Miranda. No banco: Carlos Janardo, Marco Miroto, Diogo Jorge, Gonçalo Lucena, Gonçalo Gonçalves, Diogo Pinheiro e Tiago Cabral.

Resta-me desejar uma boa Páscoa para toda a comunidade oval.

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Agronomia vs Belenenses

O Belém joga esta noite no Campo da Tapada, frente ao XV de Agronomia. O jogo tem hora marcada para as 20:30h, e será apitado por António Moita.

TODOS À TAPADA!

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Entrevista a Miguel Freudenthal

Cerca de duas semanas antes da partida de várias equipas dos escalões de formação do Belenenses para a Escócia, o responsável pela digressão, Miguel Freudenthal, respondeu a algumas questões colocadas pelo nosso Blog sobre a viagem da delegação azul ao pais dos «kilts», onde para além de treinar e jogar os jovens jogadores belenenses terão a oportunidade de contactar com uma outra realidade do Rugby.


Legenda: Miguel Freudenthal (à direita) com Manuel Costa (Créditos: Blog das Escolas do Belenenses).

Pela disponibilidade demonstrada o nosso agradecimento a este responsável azul.

Belenenses XV (BXV): Como surgiu este hipótese de levar dezenas de rapazes das nossas equipas de benjamins, infantis, iniciados e juvenis à Escócia?

Miguel Freudenthal (MF): Trata-se de uma ideia da Direcção das Escolas de Rugby do CFB e da respectiva equipa técnica em por em contacto os seus jovens atletas com outras realidades, mais evoluídas, do rugby mundial.

Queremos manter-nos no topo das Escolas de Rugby a nível nacional, para isso temos que oferecer aos praticantes hipóteses de eles melhorarem o jogo nas suas vertentes tácticas e técnicas.

Por outro lado, serve como prémio a muitos e muitos atletas que, apesar de muito jovens, têm já vários anos de prática da modalidade - em alguns casos 10 anos!

BXV: Quanto são os membros da comitiva azul, entre jogadores, técnicos e dirigentes?

MF: A comitiva é composta por 68 atletas de 4 escalões (dos 10 aos 17 anos), 5 treinadores, 1 fisioterapeuta, 6 dirigentes e 17 pais acompanhantes.

BXV: As nossas equipas vão participar em algum torneio específico?

MF: Não propriamente. Teremos uma sessão de treinos durante uma manhã inteira ministrada por técnicos escoceses credenciados pelo IRB (International Rugby Bord), e 2 jogos para todos os escalões contra uma equipa local de Edimburgo.

BXV: O programa da digressão envolve uma forte dimensão desportiva, mas não esqueceu a componente cultural. Quais foram as preocupações da secção quando definiu o programa da Digressão?

MF: A componente desportiva é a mais importante, daí que as nossas preocupações se centrem em facultar aos atletas hipóteses de melhorar a qualidade do seu jogo. Não obstante, preocupamo-nos também em proporcionar momentos de interesse cultural com o objectivo de atrair pais para nos acompanharem na digressão, para também eles poderem testemunhar que o Rugby é uma modalidade que se preocupa com temas sociais e culturais. Em causa está sempre a formação da pessoa e do atleta em todas as suas vertentes.

BXV: Para além da visita a Murrayfield, a delegação assistirá a algum jogo de seniores entre equipas escocesas?

MF: Não, essa oportunidade perdeu-se ao termos alterado a data da digressão para uma altura mais conveniente para a nossa equipa Juvenil que disputou - e conquistou - a final do campeonato nacional.

BXV: E no que diz respeito ao futuro, há mais alguma digressão em perspectiva?

MF: Todos os anos as Escolas de Rugby do CFB realizam digressões ao estrangeiro, inclusive no ano passado realizámos 2 digressões (Madrid e Toulouse). Para 2008 prevemos, no mínimo, voltar a Toulouse com todos os escalões, incluindo os mais novos (Bambis).

Digressões com o impacto da deste ano repetir-se-ão provavelmente de 2 em 2 anos.

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