:: Belenenses XV ::: Janeiro 2007

quarta-feira, janeiro 31, 2007

«Let the battle begin...»


Legenda: Os capitães - Brian O'Driscoll (Irlanda), Fabien Pelous (França), Phil Vickery (Inglaterra), Stephen Jones (Gales), Chris Paterson (Escócia) e Marco Bortolami (Itália).

O VI Nations 2007 começa já este fim-de-semana, com vários jogos de grande interesse, como a visita dos escoceses a Twickenham (onde irão defender a Calcutta Cup) e a deslocação dos irlandeses - os favoritos para a edição de 2007 da prova - a Cardiff.

Aceitam-se prognósticos para os jogos e para a classificação final desta que é a segunda prova mais importante do Rugby internacional, logo após o Campeonato do Mundo...

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Juniores e Juvenis defrontam CDUL



As equipas de juniores e juvenis A do Belenenses continuam este fim-de-semana a sua caminhada nos respectivos campeonatos nacionais (2ª fase), ao encontrarem pela frente (em jogos a contar para a 5ª jornada) as formações congéneres do CDUL.

Os juniores, que lideram a prova com quatro vitórias em quatro jogos disputados (Cascais, Agronomia, Direito e Lousã), entram em campo – no E.U. de Lisboa – pelas 12h de domingo. O árbitro nomeado pela FPR para a partida será o luso-australiano Rohan Hoffman.

Antes, às 11:00h, é a vez dos Juvenis A defrontarem os jovens «universitários», numa partida dirigia por João Neto. O jogo será disputado em piso sintético.

O Belenenses B (juvenis) defrontará o Vitória de Setúbal, mas o jogo ainda não tem data marcada.

Vários azuis nos Sub-17

Entretanto foi divulgada a convocatória da selecção de Sub-17, da qual constam 10 jogadores do Belenenses.

Os jovens jogadores azuis convocados foram:

- Francisco Bandeira
- Pedro Rocha Melo
- José Poppe
- Manuel Costa
- Manuel Machado
- João Tomé
- Henrique Morato
- João Morgado
- Rafael Simões
- André Pestana

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terça-feira, janeiro 30, 2007

mais uns quantos tesouros

#1
Belenenses 92/93


in Rugby Magazine nº1


#2
Belenenses 93


in Rugby Magazine nº2


#3
Belenenses 93


in Rugby Magazine nº3


#4
Juniores Azuis 93


in Rugby Magazine nº3

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Sugestão de leitura

Livro: The History of the British and Irish Lions
Autor: Greg Thomas
Lingua: Inglês
Editor: Mainstream Publishing
Edição: Revista com dados de 2005
Número de páginas: 288



Para os amantes dos British & Irish Lions é um livro imprescindível! Muitos dados estatísticos, lista completa de jogadores que, desde o final do século XIX até 2005, vestiram a camisola da equipa, resultados e textos introdutórios de cada digressão.

Em suma:

Qualidade geral do Livro: * * * * (4)
Qualidade do texto: * * * * (4)
Qualidade das imagens: - (inexistentes)
Interesse histórico: * * * * * (5)
Interesse para a compreensão actual do Rugby: * * * * (4)
Qualidade da edição: * * * (4)
Relação qualidade/preço: * * * * * (5)

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segunda-feira, janeiro 29, 2007

Rugby Juvenil

Olhem para estes quadros competitivos e vejam a grandeza do Rugby juvenil em Portugal.
Estes quadros são do passado sábado, do convívio que antecedeu o jogo Portugal-Marrocos.


em grande aqui


em grande aqui

Tesourinho «rugbystico»

Dificuldades acrescidas...

A equipa senior de Rugby perdeu este domingo o jogo da 1ª jornada da Divisão de Honra (em atraso) com o CDUL, por 39-19. Muito frio e lama marcaram uma partida em que tudo correu mal aos azuis, actualmente no 6º lugar da classificação.

Belenenses e CDUL acertaram ontem o calendário da Divisão de Honra, ao disputarem no campo 2 do Estádio Universitário de Lisboa o jogo em atraso relativo à 1ª jornada da prova. Perante uma reduzida assistência, numa tarde de muito frio e campo elameado, as duas equipas entregaram-se à luta que teve nos avançados os seus principais protagonistas.

O Belenenses apresentou uma vez mais um XV alterado devido a várias ausências (João Uva e David Mateus, que haviam jogado pela selecção na véspera; Mata Pereira e Francisco Moreira, por motivos académicos; João Mirra por lesão, Cristian Spachuk a recuperar de uma intervenção cirúrgica e Pedro Silva devido a questões burocráticas, ligadas com a data de inscrição).

Entrou melhor o CDUL que se adiantou no marcador na sequência de uma penalidade a castigar suposta placagem alta do centro Gonçalo Lucena sobre um adversário. Passados quatro minutos, o «universitário» Pedro Cabral voltava a bater aos postes, somando 3 pontos e alargando a vantagem para 6-0.

O Belém poderia ter reduzido por Diogo Miranda, mas a bola passou a escassos cêntimetros dos postes numa penalidade a 40 metros dos postes, ligeiramente descaída para a direita.

O CDUL ganhou confiança e aproveitou a desorganização defensiva do Belenenses e alguns erros individuais de defesas do Restelo para furgir definitivamente no marcador, através de quatro ensaios consecutivos, todos convertidos.

Surpreendidos pela facilidade com que os «universitários» chegaram a uma confrotável vantagem de mais de 20 pontos os azuis mais não conseguiram que marcar perto do final da 1ª parte, alcançando os seus primeiros 7 pontos da tarde.

Na segunda parte o jogo ficou mais equilibrado, mas apesar do Belenenses ter obtido mais dois ensaios convertidos o adversário não facilitou e acabou por marcar igualmente dois ensaios, selando uma vitória justa, que penaliza a frágil atitude competitiva do conjunto azul.

O Belenenses desce ao 6º posto da tabela classificativa e enfrenta agora dificuldades acrescidas nesta prova em que definiu como objectivo primeiro a classificação para a «Final Four».

O campeonato para até 10 de Fevereiro, data em que os azuis recebem no Restelo a equipa campeã nacional do Direito.

Jogaram pelo Belenenses: Juan Murre, Guillermo Malin e Fernando Murteira (Carlos Janardo), Marco Miroto e Fezas Vital; Salvador da Cunha (Miguel Fernandes), Valter Jorge e Reggie Perkins (Sebastião da Cunha/Paulo Santos); Bruno Nifo (José Maria Lino) e Ramiro Alvarez (Tiago Cabral); Francisco da Cunha, Gonçalo Lucena (Diogo Castro), Duarte Bravo, João David e Diogo Miranda.

Fonte: Site Oficial do Belenenses.

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domingo, janeiro 28, 2007

Resultados Azuis

Seniores:
CDUL 39 - Belenenses 19
Árbitro: António Moita
Fiscais-de-linha: Nuno Coelho e Bruno Caldeira

Juniores:
Belenenses 38 - Lousã 3
Árbitro: João Erse

Juvenis:
Belenenses 17 - Técnico 8
Árbitro: Afonso Nogueira (não nomeado)

Belenenses B - Agronomia (em breve o resultado)
Árbitro: Tomás Gonçalves

CDUL 39 - Belenenses 19



in www.ojogo.pt

Sonho ganha forma


Portugal eliminou Marrocos, confirmando o resultado obtido em Casablanca, ao vencer novamente a congénere magrebina por um tangencial 16-15 (10-3), seguindo agora para o confronto final com o Uruguai, o derradeiro obstáculo no caminho do Campeonato do Mundo de França.

Contudo, no Universitário de Lisboa, a selecção lusa mostrou algumas debilidades que se impõe corrigir para defrontar um adversário de maior valia.

Começou bem Portugal que, uma vez mais, teve 10 minutos iniciais de bom nível mas que não conseguiu aproveitar para marcar e resolver desde logo a eliminatória.

A equipa portuguesa consentiu que Marrocos inaugurasse o marcador (3-0), mas recuperou e, passada a meia hora de jogo, os Lobos “assinaram” o melhor momento da partida, culminado com um ensaio de Vasco Uva, transformado por Cardoso Pinto.

O colectivo ganhou outra dinâmica, mas esbarrava sempre na má finalização das muitas jogadas que ia construindo. Para agravar as coisas o início da segunda parte revelou-se desastroso para Portugal, que “conseguiu” passar de uma situação de ataque perto de marcar ensaio para uma aflição defensiva em que não conseguiu evitar o ensaio do ponta marroquino Chahid Gharib.

O jogo reganhou interesse e Portugal passou por vários momentos de grande aperto, Valeu, já na ponta final, a defesa lusa ter estado ao seu melhor nível e conseguir contrariar as ofensivas rivais, tendo, numa delas, conseguido evitar a oportunidade mais flagrante de Marrocos – apenas três portugueses travaram seis marroquinos.

Momentos cruciais


O Portugal-Marrocos fica assinalado por dois momentos importantes – o ensaio de Vasco Uva e um erro do juiz da partida já perto do termo.

No primeiro caso a equipa ganhou confiança e uma margem que permitia alguma confiança e obrigou os marroquinos a arriscarem mais, embora Portugal não tenha tirado partido disso.

Já o segundo caso, o árbitro não esteve bem ao não assinalar uma penalidade contra Marrocos, o que ia custando a eliminatória a Portugal. Valeu a defesa heróica dos Lobos que, numa situação de três para seis, não consentiram o ensaio.

Portugal 16 (10) - Marrocos 15 (3)


Local | Estádio Universitário de Lisboa
Árbitro| Nigel Owens (Gales)

Portugal: Pedro Leal; Pedro Carvalho, Diogo Gama (David Mateus), Diogo Mateus e Miguel Portela; Cardoso Pinto (3+2+3+3) (Gonçalo Malheiro) e Luís Pissarra; Vasco Uva (capitão)(5), Juan Severin (Diogo Coutinho) e João Uva (Paulo Murinello); Marcello D'Orey (Pedro Vieira) e Gonçalo Uva; Joaquim Ferreira, João Correia e Rui Cordeiro.
Seleccionador| Tomaz Morais

Marrocos: Ouajdi Mouhcine; Chahid Gharib (5), Tidjini Mihadji, Labbi Mouad e Rahili Akram; Eziyar e Achahbar Adil; Boutati Abdellatif, Loukrassi Mohamed (3+2) e Housni Hicham; Ho Younes e Arif Hamid; Amechatane Samir, Abachri Abdelkafi (5)(cap) (El Hatmzajum) e Gouasmia Mohamed (Mohamed Benhout).
Seleccionador| Claude Saurel

OPINIÕES
Tomaz Morais (seleccionador nacional)
“Sabíamos que ia ser muito difícil”


“Nós sabíamos que ia ser um jogo muito difícil. Avisei nesse sentido. Penso que em dois momentos-chave não soubemos concretizar, permitindo que Marrocos lançasse contra-ataques e marcasse, pondo-nos em perigo. Já nos 15 minutos finais tivemos uma excelente atitude defensiva e salvámos a eliminatória. Cometemos pequenos erros na posse da bola que obrigou a defesa a mostrar todo o seu valor frente a uma equipa que joga melhor do que muitos pensavam."

Vasco Uva (capitão)
“Fizemos uma boa primeira parte”


“Fizemos uma boa primeira parte, jogámos bem e imprimimos o nosso ritmo, mas no recomeço não tivemos calma suficiente para controlar o jogo e sofremos um ensaio muito consentido a partir de um erro nosso. Não conseguimos fazer o jogo que gostamos e ter o resultado controlado."

Daniel Hourcade (seleccionador-adjunto)
“Não conseguimos matar o jogo”


“Portugal não conseguiu demonstrar o que tem. Tem muito mais. Nos momentos críticos soubemos sofrer, defendemos muito bem mas não conseguimos, com a partida controlada, marcar e matar o jogo”.

Claude Saurel (seleccionador de Marrocos)
“Fomos mais fortes”


“No cômputo dos dois jogos fomos mais fortes. Hoje não pudemos contar com o capitão porque não foi libertado pelo seu clube (Agen de França) e também temos pouco tempo de trabalho. Tudo mudou depois de sermos afastados pela Namíbia e isso reflectiu-se."

sábado, janeiro 27, 2007

in www.fpr.pt



Mundial'2007 - Qualificação

Portugal desperdiçou uma penalidade e na resposta Marrocos aproveitou idêntica oportunidade e adiantou-se no marcador - 0-3

16' No decorrer de uma boa jogada de ataque portuguesa, os marroquinos fizeram falta e, desta vez, Duarte Cardoso Pinto não falhou e igualou a 3 pontos.

34' Portugal chega à vantagem com um ensaio de Vasco Uva, dando expressão ao melhor jogo e maior dinamismo. Cardoso Pinto transformou e colocou em 10-3.

40' Já em tempo de descontos, Marrocos ainda dispôs de duas penalidades mas o abertura não conseguiu transformar, deixando o marcador em 10-3 favorável a Portugal.

No reatar da partida, uma falha defensiva portuguesa permitiu a Marrocos reduzir para 10-8. Decorriam 42' de jogo.

Na resposta, Portugal recuperou parte da vantagem, com Cardoso Pintop a transformar a segunda penalidade e ampliar para 13-8.

54' Cardoso Pinto volta a alargar a vantagem. Foi a terceira penalidade convertida e 16-8 para Portugal.

65' Marrocos encurtou para a diferença miníma com um ensaio de maul dinâmico transformado pelo abertura - 16-15.

Já em período de descontos, Gonçalo Malheiro falhou um pontapé de penalidade, mas a partida acabaria logo de seguida com Portugal a vencer por um tangencial 16-15 e a seguir em frente para disputar com o Uruguai o derradeiro lugar no Grupo C, juntamente com a Nova zelândia, Escócia, Itália e Roménia.

P.L.

sexta-feira, janeiro 26, 2007

Rugby na televisão

Sábado

15:00h - Sporttv 1
Qualificação para o Mundial de 2007
PORTUGAL vs. Marrocos

20:54h - TV5 Monde
Top 14
Stade Français vs. Toulouse

(Para os belenenses vai ser complicado gerir o televisor nesta noite de sábado, já que a vontade de assistir a um grande espectáculo na TV5 será contrariada pela «necessidade» de mudar para a TVI, canal que transmitirá em directo do Restelo o derby de futebol Belenenses vs. Benfica).

Domingo

11:03h - TV5 Monde
Top 14
Jour de Rugby
(Magazine semanal de Rugby)

Diogo Mateus em «A Bola»

A edição de hoje do jornal diário «A Bola» dedicada uma página inteira ao centro Diogo Mateus, actualmente ao serviço do UCC Rugby e da selecção provincial de Munster.

O jogo fora das 4 linhas

Li no diário de viagem do Brian O’Driscoll, a propósito da Tour dos British and Irish Lions à Nova Zelândia (2005), que um dia – enquanto via o boletim metereológico – foi surpreendido por um comentário nada simpático acerca da equipa por si capitaneada: dizia o apresentador que no dia seguinte o tempo estaria tão feio como os «1ª linha» dos Lions. O’Driscoll percebeu então que os Lions não iriam defrontar apenas uma equipa, mas antes uma nação absolutamente concentrada na paixão nacional, o Rugby.

Muitas vezes, as grandes dificuldades que se colocam a uma equipa encontram-se fora de campo, e apenas os grupos mais fortes e coesos têm a capacidade para enfrentar – de cabeça levantada e sem tibiezas – os adversários que não equipam, nem placam com as mãos.

A comunicação social – em alguns países mais dedicada ao Rugby, noutros (como em Portugal) menos centrada no mundo oval – joga neste jogo psicológico (desculpem a expressão) uma fatia de leão, e muitas vezes lêem-se expressões, pequenas notícias ou simples comentários que podem (com ou sem intenção) obter determinado efeito na equipa visada.

Alguns grupos lidam bem com a pressão, com o adversário externo, com as «bocas» do jornal. Outros reagem de forma inversa, sentindo-se cercados e interiorizando a mensagem que quem está de fora pretende fazer passar.

A cereja no bolo do jornalismo desportivo dedicado ao Rugby em Portugal aparece quando uma notícia errada é copiada de um jornal para outro (ou quando a fonte original é pouco credível), gerando assim uma sucessão de informações erradas. «Mentiras» (chamemos-lhes assim, mesmo que o jornalista não seja obviamente um mentiroso) muitas vezes repetidas ganham contornos de verdade.

Um grupo que quer ser vencedor tem de aproveitar os dedos apontados a si como lanças apontadas ao próximo adversário. E tem de o fazer com inteligência, não combatendo moinhos de vento mas antes os «gigantes» que funcionam como obstáculos no caminho para as vitórias.

É que se por um lado é verdade que o ruído em torno do(s) jogo(s) pode condicionar os diversos aspectos do desempenho da equipa, também é verdade que é dentro de campo (E EM EQUIPA) que um emblema deve reagir, superando-se!

quinta-feira, janeiro 25, 2007

Árbitra nomeada

Uma mulher vai arbitrar pela primeira vez um jogo
A australiana Sarah Corrigan vai tornar-se na primeira mulher a arbitrar um torneio internacional masculino de râguebi de alto nível.

Corrigan, de 26 anos, foi designada pela Federação Internacional de Râguebi para integrar o lote dos 14 árbitros que vão dirigir os jogos do Mundial de Sub-19 masculino, que se realizará em Abril, em Belfast, na Irlanda do Norte.

Fonte: O Jogo



Tesousos



Para vê-los em tamanho grande é só clicar aqui

In Jornal o Jogo

Selecção já treina
J.R.

A Selecção Nacional volta a defrontar a congénere marroquina já no próximo sábado, naquela que será a segunda mão desta fase de repescagem de apuramento para o Mundial'2007 a disputar em França.

Do primeiro embate, realizado no sábado passado, em Casablanca, a formação das "quinas" trás uma magra vantagem de cinco pontos - embora muito importante -, mas, talvez uma lição que não deverá descuidar - Marrocos tem uma formação muito forte, sobretudo ao nível do bloco avançado.

De facto, o embate em Marrocos acabaria por ser muito mais complicado para a equipa de Tomaz Morais do que, à partida, muitos pensavam, sendo certo que as "quinas" não puderam apresentar-se na máxima força pelos motivos habituais - problemas profissionais e escolares - e ainda devido a lesões, sendo Cristian Spachuk (primeira linha) uma baixa de peso. Mas, as dificuldades lusas também reflectiram a ausência de um estágio e de trabalho específico do bloco avançado, o que teve grandes repercussões no jogo, com os "Lobos" a encontrarem enormes dificuldades para travarem o poderoso "maul" dinâmico marroquino.


Treino muito duro

Para evitar surpresas desagradáveis e atendendo ao pouco tempo disponível, o seleccionador nacional, Tomaz Morais, orientou um primeiro treino com as duas selecções - a de sevens parte para a Nova Zelândia na próxima semana - e ainda contou com uma ajuda da equipa do Belenenses.

Neste regresso ao trabalho, o técnico não poupou o bloco avançado, sobretudo na defesa do "maul" dinâmico - a arma mais poderosa dos marroquinos - e ainda a formação ordenada, outro dos pontos fracos das "quinas". "Foi um treino muito duro, muito vivo que trará benefícios para o jogo com Marrocos, não correu às mil maravilhas, mas vai facilitar as coisas para sábado", adiantou Morais.


Notícia retirada de www.ojogo.pt

quarta-feira, janeiro 24, 2007

Soltas

#1
Torneio de Inverno ARS

A equipa Iniciados do CRÉvora sagrou-se vencedora do Torneio de Inverno deste escalão, o segundo lugar foi ocupado pelos nossos jovens azuis.

Parabéns a todos os jogadores e técnicos.

#2
Reunião de Técnicos

Na passada 2ª Feira realizou-se uma reunião de técnicos do escalão de Iniciados (sub-15), na sede da Associação de Rugby do Sul. Esta foi uma reunião extremamente concorrida, um dos comentários foi: «esta reunião tem mais gente que as Assembleias Gerais da FPR!».

Vários foram os assuntos abordados, saiba mais aqui.

#3
4º Torneio Nacional

Prevê-se que no próximo sábado o Torneio Nacional, que antecederá o Portugal-Marrocos, será disputado por mais de 800 miúdos... estarão a decorrer 14 jogos em simultâneo (4 de Bambis, 4 de Benjamins e 6 de Infantis) nos campos 4, 5 e 6 do Estádio Universitário de Lisboa.


#4
Jogos

Seniores
28/01/07
15H00
CDUL - BELENENSES
António Moita
E.U.L - 2

Juniores
28/01/07
15H00
C.F. BELENENSES -LOUSÃ
João Erse
E.N.

Juvenis A
28/01/07
13H30
C.F. BELENENSES - TÉCNICO
Pedro Ferreira
E.N.

Juvenis B
28/01/07
15H00
AGRONOMIA - BELENENSES B
Tomás Gonçalves
Tapada

Portugal vs. Marrocos

DESPORTO NÃO É SÓ FUTEBOL
A SELECÇÃO DE RUGBY TAMBÉM PRECISA DO TEU APOIO


CONTRA A GEÓRGIA FOMOS 3.000, CONTRA MARROCOS SEREMOS AINDA MAIS FÃS!

REÚNE OS TEUS AMIGOS E VEM APOIAR A SELECÇÃO DE RUGBY.
A CAIXA OFERECE-TE BILHETES, KITS FÃ E SURPRESAS ESPECIAIS AO LÍDER DA MAIOR CLAQUE!

Podemos não ser todos fãs de rugby. Mas somos todos fãs de Portugal. No próximo dia 27 de Janeiro, às 15 horas, a nossa Selecção Nacional vai enfrentar Marrocos num jogo de apuramento para o Campeonato do Mundo de 2007.

A Caixa dá-te razões para ires ao Estádio Universitário.

A CAIXA OFERECE-TE BILHETES A TI E Á TUA CLAQUE
Inscreve-te e inscreve os teus amigos.
Levanta os bilhetes no dia do jogo, a partir dos 13:30, no metting point da CGD, no Estádio Universitário.

A CAIXA DÁ UM KIT FÃ A TODOS
Quando levantares os teus bilhetes, a Caixa oferece-te também um kit FÃ.
O kit é composto por um cachecol, uma t-shirt e uma mão FÃ, para que todos estejam vestidos a rigor a apoiar a nossa Selecção.
(Oferta disponível até ao stock existente)

A CAIXA PREMEIA O MAIOR FÃ DE RUGBY
Ser fã é também mobilizar amigos, enchê-los de espírito patriótico, levá-los ao estádio, fazê-los pular, gritar e acreditar até ao fim. O verdadeiro fã merece ser recompensado.

Por isso a Caixa vai oferecer ao líder da maior claque:
- uma bola autografada pelos jogadores da Selecção;
- uma camisola da Selecção;
- um livro do Seleccionador Tomaz Morais;
- um jantar integrado na comitiva da Selecção após o jogo com Marrocos..
(Oferta válida para maiores de 18 anos)

Concentração de claques às 13:30h no Estádio Universitário.

NÃO FALTES!

INSCREVE-TE JÁ NA TUA AGÊNCIA DA CAIXA, ou através de mail para rita.dias.ferreira@cgd.pt com os seguinte dados:

- Assunto do mail: Inscrição Claques Rugby: Portugal - Marrocos
- Nome do líder
- Nome da claque
- Telemóvel
- E-mail
- Universidade/ Faculdade
- Número de elementos previstos da claque

terça-feira, janeiro 23, 2007

UCC vence Co.Carlow (de Leinster)

Continuamos a acompanhar o percurso do U.C.C. Rugby, equipa do Diogo Mateus na AIL 2. Os resultados do fim de semana, na referida prova, foram os seguintes:

Clonakilty 30 - 7 Malone
Midleton v Greystones
Suttonians 3 - 12 Highfield
Thomond 30 - 0 D.L.S.P.
U.C.C. 27 - 7 Co. Carlow
Old Crescent 20 - 27 Old Belvedere
Young Munster 25 - 10 Dublin University

O Diogo não alinhou pela equipa de Cork, visto que se encontrava ao serviço da selecção nacional de XV, em Marrocos.

segunda-feira, janeiro 22, 2007

Belenenses vs. CDUL é domingo



O jogo em atraso da 1ª jornada da Divisão de Honra, entre Belenenses e CDUL, realiza-se no próximo domingo (dia 28), no campo 2 do Estádio Universitário de Liboa, pelas 15:00 horas. O árbitro nomeado pela FPR é António Moita.

domingo, janeiro 21, 2007

Vários

#1
O sonho continua...

O sonho do apuramento para o Mundial de França continua! A selecção nacional foi a Casablanca buscar a vitória que se impunha, e deve confirmar para a semana o passo em frente, com suor e entrega.

Todos ao E.U. de Lisboa!

#2
Capacete de Rugby num campo de futebol...

O guarda-redes da equipa de futebol do Chelsea (Inglaterra) apresentou em Anfield Road (Liverpool) com um capacete de Rugby. Petr Cech já vinha treinando com este equipamento de protecção da cabeça, e voltou à competição com um capacete da CCC (Canterbury), considerado o mais seguro pelo departamento médico do clube londrino.

Para quem anda a pensar comprar um acessório destes, é aproveitar o estudo realizado pelos médicos dos «Blues» e seguir o conselho.

#3
Munster perde pela primeira vez em casa...

... num jogo para as competições europeias de clubes.

Os responsáveis pelo feito foram os Tigers (Leicester), e o resultado foi de 6-13. O estádio talismã de Thomond Park assistiu assim à primeira derrota dos campeões europeus na província natal, e a formação de Munster vê-se relegada para a 2ª posição do grupo da Heineken Cup. Nos quartos-de-final da prova, os irlandeses jogarão fora, contra os Llanelli Scarlets (País de Gales).

Equipas apuradas:

London Wasps (Inglaterra)
Perpignan (França)
Leinster (Irelanda)
Agen (França)
Stade Français (França)
Ospreys (P.Gales)
Leicester (Inglaterra)
Munster (Irlanda)
Llanelli Scarlets (P.Gales)
Toulouse (França)
Biarritz (França)
Northampton (Inglaterra)

Destaque para mais um fraco percurso das equipas escocesas (Reivers e Edimburgo), bem como para a eliminação dos campeões ingleses (Sale Sharks).

História: Campeões em 1972/73

Em 1973 o Belenenses conquista o seu terceiro título nacional de Rugby.



A equipa, treinada por Jorge Miranda e Caetanho Cunha Reis, era composta pelos seguintes atletas: Anibal Nifo, António Branco, António Henrique Tavares, Artur, Bela Morais, Caldeira, Carlos Gaspar, Carlos Teixeira, Fernando Rivera, Hugo Maia Loureiro, João Melo, João Silva Cunha, Jorge Salgueiro, José Spínola, J.Ferreira, Luis Paquete, Manuel Costa, Manuel Marques, Marazes, Mário Branco (capitão), Martinho, Matos, Miguel Guerreiro, Pedro João, Quirino, Silva, Vasconcelos, Vítor Cardoso, Vitor Nunes e Vitor Rocha.

Ainda sobre o consumo de álcool...

Ainda sobre o tema do consumo de álcool (exagerado e não compatível com a prática desportiva), publicamos um texto disponível no Dossier PODIUM do site do Jornal «Público».


Créditos: Rugby World (Fev.2006)

O Álcool

O álcool é proibido apenas em algumas modalidades e unicamente controlado em competição, através de análises respiratórias ou através do sangue. Os atletas utilizam álcool como um analgésico, para combater o nervosismo e as tremedeiras, ganhando autoconfiança, ou diminuir a sensibilidade relativamente às lesões.

No entanto, o consumo de álcool no desporto pode ter consequências graves. Nas fases da embriaguez e da ressaca, há um aumento da agressividade e uma diminuição da concentração, da capacidade visual, da assimilação de informação e da coordenação motora, podendo originar acidentes mortais em desportos como o automobilismo, o tiro com arco ou a aeronáutica. Para além disso, um atleta alcoolizado sente menos dores e não consegue saber se está a agravar uma possível lesão. Em competições realizadas ao frio, podem-se registar casos de hipotermia, já que o álcool origina uma vasodilatação cutânea e consequente perda significativa de calor.

Desportista ou não, um consumidor regular e excessivo de bebidas alcoólicas tem sempre pela frente diversos problemas de saúde graves, segundo explica Fernando de Pádua, presidente do Instituto Nacional de Cardiologia Preventiva, no sítio deste organismo: “As ingestões habituais excessivas, de bebidas alcoólicas, muitas vezes em pequenas doses mas repetidas ao longo do dia, vão mantendo uma alcoolização permanente do organismo e uma situação de intoxicação alcoólica crónica, doença alcoólica ou alcoolismo crónico. Desta forma existe um efeito contínuo sobre todos os órgãos do corpo, que provoca graves alterações, como por exemplo gastrite, úlceras, falta de apetite, vómitos, cirrose do fígado, sintomas neuro-musculares (formigueiros, adormecimento dos dedos, cãibras, dores e cansaço muscular, tremor das mãos), doenças cardiovasculares e do aparelho respiratório, e também alterações mentais e psicológicas como sejam dificuldade de raciocínio, perda de memória, irritabilidade, depressão, delírio alcoólico, etc.”.

sábado, janeiro 20, 2007

Marrocos, 5 - Portugal, 10

Portugal venceu a primeira de 4 finais! Em jogo disputado este início de tarde (15 horas em Marrocos, 13h em Portugal continental), a equipa lusa venceu os «Leões» por 5-10, com o médio-abertura Duarte Cardoso Pinto a marcar os 10 pontos do XV luso (3+5+2).

Parabéns à equipa de todos nós!

Juniores vencem Direito

A equipa de juniores do Belenenses bateu este início de tarde, em jogo a contar para a 2ª fase do Campeonato Nacional, o Direito. O resultado foi de 43-0 (18-0 ao intervalo).



No que diz respeito aos seniores, uma equipa composta por 10 jogadores azuis alinhou em três jogos de treino contra a equipa nacional de «Sevens». Os jogadores azuis envolvidos nestes jogos amigáveis foram Francisco Cunha (capitão), António Fraga, Reggie Perkins, Pedro Ribeiro Cruz, João David, Diogo Castro, Gonçalo Lucena, Bruno Nifo, Miguel Fernandes e Ramiro Alvarez. Pedro Silva alinhou primeiro pela selecção e depois pelo Belenenses.


Imagem: Francisco Cunha.

Uma outro conjunto (constituído por jogadores do Cascais e do CDUL) participou também neste mini-torneio de Sevens.

sexta-feira, janeiro 19, 2007

Curso de árbitros

Amanhã realiza-se o 2º e último módulo do curso de árbitros. A sessão teórica será no auditório do Estádio Nacional (perto dos balneários do campo de honra)

Aqui fica o programa:


MANHÃ
09.00 h - BOAS-VINDAS. Recepção dos formandos
09.15 h - BALANÇO da actividade do 1º dia
09.45 h - SINALÉTICA
10.00 h - SITUAÇÕES -CHAVE - Mélée e Touche
11.00 h - COFFEE BREAK
11.15 h - SITUAÇÕES-CHAVE - Pontapés (início, recomeço, etc.)
12.00 h - VARIAÇÕES SUB-19 e SEVENS
12.45 h – PSICOLOGIA DA ARBITRAGEM
13.15 h – ALMOÇO (centro de estágio)

TARDE
Hora e local a definir - Tarefas definidas em Observação/arbitragem de jogos


Formadores - Arnaldo Neto e João Mourinha
Secretário - António José Maia

quinta-feira, janeiro 18, 2007

Jogos do fim-de-semana

Com a selecção nacional de XV a jogar na tarde de sábado um jogo de enorme importância para as aspirações do Rugby nacional, o Campeonato Nacional de Honra encontra-se parado. Ganham assim reforçada relevância as provas dos escalões de formação, que competem já na 2ª fase dos respectivos campeonatos.

Os jogos em que se encontram envolvidas as equipas azuis nos próximos dias 20 e 21 de Janeiro são os seguintes:

Juniores

Campeonato Nacional (2ª fase)
BELENENSES vs. Direito
Sábado, 20 - 12:00h (Estádio Nacional)
Árbitro: Rohan Hoffman

Juvenis A

Campeonato Nacional (2ª fase)
BELENENSES vs. Direito
Sábado, 20 - 13:15h (Estádio Nacional)
Árbitro: Mendes Silva

Juvenis B

Campeonato Nacional (2ª fase)
Equipas não apuradas
BELENENSES vs. Santarém
Sábado, 20 - 14:40h (Estádio Nacional)
Árbitro: não indicado

Iniciados

Iniciados A - participam na 5ª e última jornada do Torneio de Inverno da ARS. Assim, dia 21 competem nas Olaias contra as equipas do Técnico A e do Belas. A prova tem início às 10:30 horas.

Iniciados B - Também no âmbito da 5ª jornada do T.I. da ARS, os iniciados B recebem em casa emprestada (Estádio Nacional) as equipas do Técnico B, Direito A e Cascais. A prova, que será organizada pelo Belenenses, tem início previsto para as 10:00 horas.

quarta-feira, janeiro 17, 2007

Sai mais um tesouro



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Mudança no Blog

Passamos mais uma vez a exigir registo para comentar no nosso blog, não temos paciência para crianças...

Aos nossos leitores e comentadores respeitados e respeitadores as nossas desculpas.

Leis de Jogo

Lei 20 - Formação Ordenada

[...]

20.5 INTRODUÇÃO DA BOLA NA F.O.:

(a) Logo que as 1ªs linhas se tenham encaixado uma na outra, o médio de formação responsável pela introdução da bola deve fazê-lo sem demora. O médio de formação deve introduzir a bola logo que o árbitro lhe dê essa indicação. A introdução da bola deve ser feita do lado escolhido na primeira formação de cada equipa (Pontapé Livre)

[...]


Quem diria?

segunda-feira, janeiro 15, 2007

Uma excelente notícia para o Rugby

O Clube de Futebol «Os Belenenses» anunciou este final de tarde a adjudicação da construção de um novo relvado sintético, que irá substituir o antigo piso artificial do campo n.º3, há muito sem condições para a prática desportiva de competição. O campo, que era fundamentalmente utilizado pelo futebol juvenil do clube, será modernizado e o piso a colocar será dos mais modernos do mercado.

Trata-se pois de uma excelente notícia para o Rugby azul e nacional, já que a existência de mais um relvado (sintético) no Complexo do Restelo permitirá às equipas de Rugby intensificar a utilização dos campos na «casa de todos os Belenenses».

O campo não tem dimensões que permitam a realizam de jogos oficiais de escalões competitivos, mas o simples facto do clube passar a dispôr de um sintético de qualidade abre a perspectiva das suas equipas junior e senior passarem a realizar mais um treino de campo por semana...

Eis a notícia publicada no Portal Oficial do clube.

Belenenses: Resultados do fim-de-semana

Seniores:
Campeonato da Divisão de Honra
Estádio Universitário do Porto
CDUP, 15 - Belenenses, 7

Juniores:
Campeonato Nacional - 2ª fase
Tapada B
Agronomia, 12 - Belenenses, 27

Juvenis A:
Campeonato Nacional - 2ª fase
Campo Estrela
CR Évora, 12 - Belenenses, 34

Juvenis B:
Vilamoura, 5 - Belenenses B, 22

Iniciados:
Belenenses A, 12 - CDUL A, 10

A poucos dias do início do VI Nations...

... fica um texto escrito já em Novembro, que na altura não foi publicado por falta de paciência...

Regresso a Croke Park

Foi a 21 de Novembro de 1921, cumpriram-se 85 anos há dias. As tropas inglesas fixadas em Dublin invadiram de surpresa do Croke Park e dispararam sobre a multidão que assitia a um jogo de futebol gaélico, modalidade nacional irlandesa ligada às convicções mais independentistas do povo da ilha verde. Morreram 14 pessoas, incluindo Michael Hogan, jogador do Tipperary GAA.

O episódio ficou conhecido como «Bloody Sunday» e marcou definitivamente o curso da guerra da independência irlandesa, a qual sai do âmbito deste blog, não obstante o forte interesse da mesma na própria compreensão do fenómeno desportivo irlandês, Rugby incluído!

Falamos de Croke Park e do «Bloody Sunday» a propósito do próximo Torneio das VI Nações, a mais importante prova do Rugby mundial (descontada, claro está, a Taça do Mundo). É que, como é sabido, Lawsdone Road – o mais antigo estádio de Rugby do mundo – vai fechar para obras de total remodelação (tema acerca do qual prometemos desde já um post mais desenvolvido nos próximos tempos...) e a IRFU recorreu ao Croke Park de Dublin para os jogos da edição 2007 da referida prova.

A história tem destas coisas, e o segundo jogo a ser disputado naquele «palco» será precisamente entre irlandeses e... ingleses. Irónico, no mínimo.

É claro que desporto é desporto e política é política. O contexto de hoje é completamente diferente daquele que se vivia em 1921, a República da Irlanda detém controlo efectivo de grande parte da Ilha, e mesmo a província do Ulster (sob domínio da coroa britânica) contribui com jogadores para o XV do «Trevo»!

Ainda assim, as feridas abertas são difíceis de sarar, e os irlandeses recordam ainda com dor séculos de opressão, fome e guerra... sangrenta!

A discussão em torno do jogo de Croke Park, a ter lugar no próximo dia 24 de Fevereiro, encontra-se em curso e há mesmo quem defenda que o hino britânico («God save the Queen») não deverá ser tocado no local onde os subditos de «Sua Majestade» assassinaram 14 irlandeses.

Do lado irlandês ouvir-se-á o hino («The Soldier's Song» ou «Amhrán na bhFiann«, em gaélico), o famoso «Ireland Calls» (hino da IRFU e que representa não apenas os jogadores nascidos na República, como também os homens do Ulster) e, como sempre, a bela balada «The Fields of Athenry» (a), que narra a história de um irlandês preso durante a grande fome do século XIX (na sequência de graves problemas agrícolas ocorridos na ilha), que se encontra na cela à espera de ser enviado para Botany Bay, na Austrália.

O sentimento patriótico irlandês é claramente caracterizador dos homens da República, facto que transpira para o terreno de jogo. E por muito que se queira separar contextos (neste caso Rugby e Guerra da Independência)... o regresso dos ingleses a Croke Park está a acordar fantasma há algum tempo adormecidos.

Que tudo corra de forma civilizada, é o que se pede! E já agora (aqui falo apenas por mim), que ganhe a equipa irlandesa!

Site do Croke Park Stadium: http://www.crokepark.ie/

(a) - «The fields of Athenry» (letra):

By a lonely prison wall
I heard a young girl calling
Micheal they are taking you away
For you stole Trevelyn's corn
So the young might see the morn.
Now a prison ship lies waiting in the bay.
Chorus

Low lie the Fields of Athenry
Where once we watched the small free birds fly.
Our love was on the wing we had dreams and songs to sing
It's so lonely 'round the Fields of Athenry.

-2-

By a lonely prison wall
I heard a young man calling
Nothing matter Mary when your free,
Against the Famine and the Crown
I rebelled they ran me down
Now you must raise our child with dignity.
Chorus

-3-

By a lonely harbor wall
She watched the last star falling
As that prison ship sailed out against the sky
Sure she'll wait and hope and pray
For her love in Botany Bay
It's so lonely 'round the Fields of Athenry.

Oiça a balada aqui.

domingo, janeiro 14, 2007

Juniores com as «enxadas na mão»

Ainda bem que o Rui se adiantou a mim no comentário à distância deste jogo, e apesar de esta ser a minha equipa de sempre (dentro e fora das 4 linhas). Como participei activamente nesta partida como Juiz de Linha seria incorrecto estar agora a falar dela em pormenor.

Não posso deixar de expressar a minha oposição acerca de um comentário anónimo a um post de ontem: "se os juniores dão jogadores aos seniores, penso q seria boa ideia os juvenis fornecerem alguns dos seus jogadores...acho q seria o mais justo. abr". O escalão de juniores está com falta de jogadores por uma série de razões, certamente que não é por alimentar o escalão principal do Rugby Azul (faça-se uma análise do historial desta equipa e tirem-se as conclusões).

Limito-me a apontar o marcador e a partilhar algumas fotos, agradecendo à Rita Teixeira a disponibilidade para as tirar.

Pelo Belenenses:

Carlos Gaspar: 5 + 5
Duarte Moreira: 5 + 5
José Mª Ferreira (Zó): 3 + 3 + 2

Pela Agronomia: 5 + 5 + 2

Árbitro:
João Neto (o árbitro nomeado era Pedro Murinello e não compareceu pois estava ao serviço do Rugby noutro local - mais uma trapalhada da «diz que é uma espécie de Federação»)



















Juniores vencem e convencem...

A equipa de juniores do Belenenses, campeã nacional em título, venceu ontem ao início da tarde a formação de Agronomia, por 12-27 (2-4 em ensaios), em jogo a contar para a 2ª jornada da 2ª fase do Campeonato Nacional da categoria.

Os azuis estiveram especialmente bem na defesa, conseguindo preciosos turnovers. Fortes na mêlée e rápidos nos rucks, os jogadores do Belém não estiveram brilhantes na touche, mas conseguiram travar os mauls da equipa da Tapada, a qual apenas quando estava a perder por mais de 20 pontos marcou o seu primeiro ensaio.

No ataque, o Belenenses conseguiu sempre apoiar o jogador portador da bola, conseguindo chegar sempre perto da linha de ensaio adversária após várias fases.

Pelo Belenenses alinharam de início: Reimão, Pedro Teixeira e Areia; Caeiro e Loppo; Gordino, Duarte Moreira e Coimbra; Pedro Graça e João Machado; Guilherme Barreto, Carlos Gaspar, Martim Sobral e José Maria Costa; Zo.

Breve «crónica» do jogo no Porto



O Belenenses cedeu ontem à tarde, frente ao CDUP e na cidade do Porto, a segunda derrota desta edição 2006/2007 do Campeonato Nacional de Honra, por 15-7. O jogo não foi particularmente bem jogado, mas valeu sobretudo pela luta, na qual os blocos avançados foram permanentemente chamados a intervir.

O Belenenses apresentou-se com várias baixas, motivadas pelas mais diversas razões: Sebastião da Cunha, Mata Pereira e Fezas Vital (por motivos académicos), Paulo Santos, Diogo Pinheiro e Pedro Silva «Bananinha» (lesão) e Marco Miroto (doença). Este último jogador estava aliás entre os 22 convocados para o encontro na cidade do Porto, mas acabou por não seguir viagem devido a uma otite.

Acabaram por seguir viagem apenas 21 atletas, alguns deles bastante jovens, num grupo de tem misturado experiência com vontade de aprender e competir. Não hipotecando os seus objectivos para a temporada, o Belenenses encontra-se efectivamente a construir uma equipa para o futuro, depois de 16 abandonos verificados no final de 2005/2006. A título de exemplo refira-se que nos 21 jogadores disponíveis se encontravam os juniores Duarte Bravo, Diogo Jorge e Diogo Miranda.

No que diz respeito ao jogo, boa entrada da parte dos azuis (que pela primeira vez se adiantaram no marcador, nesta prova), que fruto da pressão sobre a equipa do CDUP acabaram por aproveitar um erro de João Abreu Lima para fazer 0-5, por intermédio do 2º centro Duarte Bravo. O jovem abertura argentino Ramiro Alvarez chutou aos postes e converteu o ensaio, para 0-7.

O Belém jogava mais no meio campo adversário, mas aos 20 minutos acabou por se ver obrigado a trocar o lesionado David Mateus por Gonçalo Lucena. Não obstante o bom jogo de Lucena (sobretudo no capítulo defensivo), este momento constituiu um momento de viragem no jogo, com os avançados do CDUP a mostrarem vontade de levar a equipa para a frente.

Os chutadores - Ramiro pelo Belenenses e Malheiro pelo CDUP - mostravam-se pouco inspirados (apesar dos chutos de Ramiro, de mais de 40 metros, terem errado o alvo por «escassos cêntimetros»), e acabaria por ser através de Marcelo d'Orey que o CDUP chegaria junto da linha de ensaio azul, fixando o 5-7 com que terminariam o primeiros 40 minutos.

No segundo tempo o CDUP entrou mais forte e decidido a virar a sorte do jogo, o que acabaria por conseguir. Os avançados nortenhos lançavam-se de forma destemida sobre a defesa de Belém, com o maul a conseguir abrir algumas brechas. Os universtários chegariam ao 10-7 precisamente na sequência de um maul.

A fechar a contagem, Gonçalo Malheiro aproveitou uma penalidade frontal aos postes concedida por João Mourinha, para fazer o 15-7.

O Belenenses pressionou nos últimos minutos e teve mesmo oportunidade para rematar aos postes, encortando a distância e assegurando o ponto bónus. A opção no relvado foi todavia chutar para a touche, tentando o ensaio e uma reaproximação no marcador, permitindo aos azuis sonhar com a vitória. A opção corajosa acabou por não se revelar a mais acertada, e os oito pontos de desvantagem não sofreram alteração.

O CDUP conquistou a primeira vitória no campeonato, e o Belenenses desceu para a 5ª posição, apesar de ainda ter um jogo em atraso com o CDUL, que em caso de vitória poderá recolocar os azuis nos primeiros quatro da tabela.

Destaques para:

- A boa prestação dos mais novos jogadores da equipa azul... Mostram que são opções válidas, e que o clube pode confiar num futuro bastante risonho;

- A vontade e espírito da equipa do CDUP: foi na atitude competitivo, mais do que nos aspectos técnicos e mesmo físicos, que a equipa do Porto ganhou a partida;

- A mêlée do Belenenses, que voltou a mostrar-se mais forte, ao contrário da «touche», que continua pouco regular e consistente;

- O fair-play das duas equipas. Apesar de pequenas «picardias» o jogo decorreu com «anormal normalidade», num campeonato marcado pelo excesso de cartões e pelo ânimos exaltados dos protagonistas;

- A boa direcção do jogo. Nenhuma equipa se poderá queixar da arbitragem para justificar o bom ou mau resultado obtido. E aqui furo a minha promessa de não falar de arbitragem por uma questão de justiça: João Mourinha mostrou-se, novamente, um árbitro de grande qualidade;

Pela negativa:

- As más condições materiais do Estádio Universitário do Porto, facto que prejudicará sobretudo as equipas do CDUP, que com elas convivem diariamente;

- A sirene (tipo musica de árvore-de-Natal da «Loja do Chinês) que suava das bancadas cada vez que Ramiro Alvarez chutava aos postes. Este comportamento antidesportivo vai graçando ainda em Portugal, não apenas nas bancadas do CDUP mas também nos restantes campos. Para quando comportamentos «à Rugby» nos jogos de Rugby?

- As grandes dificuldades com que se deparou a equipa técnica do Belenenses para montar uma equipa competitiva na visita ao CDUP. O amadorismo no Rugby condiciona fortemente os clubes e as suas equipas, que não raras vezes se encontram impedidos de contar com vários atletas por motivos académicos. Este facto deveria fazer pensar os responsáveis federativos, que ao invés se vão entretendo a atirar pedras aos clubes (desta feita ao CDUP e ao Belenenses) sempre que a selecção não tem as melhores condições de preparação para os seus embates.

sábado, janeiro 13, 2007

Juniores voltam a vencer

Depois de terem alcançado a primeira posição na 1ª fase do Campeonato Nacional da categoria, a equipa do Belenenses - campeã nacional em título - foi à Tapada vencer por 27-12 a equipa concorrente de Agronomia, alcançando assim o segundo triunfo face a este conjunto adversário.

Fica o registo da vitória, porque foi a alegria do Rugby azul no dia de hoje... e para que não se pense que aqui não valorizamos as vitórias da rapaziada dos escalões de formação! Pelo contrário, os nossos jogadores mais novos são verdadeiro motivo de orgulho.

Parabéns rapazes!

Seniores cedem no Porto (15-7)

A equipa senior do Belenenses cedeu a segunda derrota nesta edição da Divisão de Honra, na cidade do Porto, contra a equipa do CDUP, por 15-7. Os azuis até entraram bem, adiantando-se no marcador (0-7). Todavia, e depois de se ter chegado a intervalo com o marcador registar 5-7, o Belém acabou por permitir a recuperação dos universitários portuenses, que venceram pela primeira vez na prova.

Para amanhã - ou segunda-feira... - fica a promessa de uma crónica mais desenvolvida. Publicamos todavia e desde já os dados essenciais da Ficha de Jogo:

CDUP, 15 - Belenenses, 7
Ensaios: 2-1
Intervalo: 5-7

Árbitro: João Mourinha
Fiscais-de-linha: indicados pelas equipas

Belenenses: Juan Murre, Guillermo Malin e Cristian Spachuk; Diogo Jorge e Reggie Perkins; Salvador da Cunha, João Uva (capitão) e Valter Jorge; Bruno Nifo e Ramiro Alvarez (2); Francisco Moreira, David Mateus, Duarte Bravo (5) e João David; João Mirra. Banco: Fernando Murteira, Carlos Janardo, José Maria Lino, Diogo Miranda, Gonçalo Lucena e Francisco da Cunha.

CDUP: Jorge Kostesky, Jonatas Pereira e Joaquim Ferreira; Pedro Campos e Hugo Ferreira; Marcelo d'Orey, Bernardo Janson e António Sarmento (capitão); António Dias e Gonçalo Malheiro; Nuno Damasceno, Jake Phelps, Miguel Costa e João Abreu Lima; Miguel Freitas. Branco: (...).

Marcha do Marcador: 0-5; 0-7; 5-7 (intervalo: 5-7); 8-7; 13-7; 15-7.

sexta-feira, janeiro 12, 2007

Belenenses: a 2ª temporada

A actividade da secção de Râguebi do Belenenses inicou-se a 30 de Dezembro de 1928, com um jogo contra a equipa do Benfica, vencido pelo XV das Salésias, por 11-0. Desse facto demos conta anteriormente, em texto dedicado aos bravos homens que iniciaram a modalidade no seio de um clube que dava então os seus primeiros passos no chamado «ecletismo», uma das principais «imagens de marca» do Belém.

Prosseguiu a actividade da secção em 1929/30, com o clube a participar no Campeonato de Lisboa (1ª categoria) - tendo obtido a 4ª posição - e nas festas do 10º aniversário do Belenenses - prova na qual obteve a 2ª posição.

Era então coordenador e simultaneamente capitão de equipa Alberto Freitas.

Completavam o plantel principal do clube os seguintes jogadores: Adelino Mendes, Alberto Bastos, Anacleto André, António Augusto Carvalho, António Basílio dos Santos, António Lopes, Bártolo, Carlos Costa, Delfim da Cunha (nadador do clube, especialista em longas provas de mar/rio), Dutra, Alberto Serra, Espírito Santo, Fernando Sacadura, Francisco Rebelo Andrade, Jacinto Duarte (sobre o qual se pode ler aqui), Jerónimo Morais, João Francisco, Joaquim Nunes, Joaquim Sabrosa, Joaquim Vaz, José Bordalo, José Miranda, Júlio Santos, Lauteri, Licínio Vaz, Luis Teixeira, Manuel Amaral, Manuel Cardoso, Martins Correia, Octaviano Benedito, Rodrigo Catanas, Rodrigo Fonseca, Ruben Domingues, Serafim Amaral e Testa.

Fonte: Livro «60º aniversário da Secção de Râguebi (1928/29 a 1988/89)».

Record acordou para o «raibe»

A notícia é, no mínimo, grotesca. O jornal Record, provavelmente a publicação diária desportiva que menoss atenção concede ao Rugby, decidiu publicar hoje uma notícia intitulada «Estágio perdeu sentido», a qual responsabiliza o jogo entre CDUP e Belenenses pelo adiamento do estágio que a FPR pretendia levar a cabo este fim-de-semana, com vista à preparação do jogo com a equipa de Marrocos, no próximo dia 21.

O texto e as declarações do manager da selecção nacional de sevens padecem, na minha subjectiva e obviamente contestável perspectiva, de alguma incongruência interna... senão vejamos:

- Diz Francisco Martins que o estágio não faz sentido porque os jogadores envolvidos no jogo da cidade do Porto apenas domingo chegariam ao estágio, para fazer recuperação. Acrescenta que os clubes que menos cedem jogadores à selecção são os que mais colocam problemas.

- Duas notas:

a) o jogo realiza-se sábado à tarde e não vejo razão para que os jogadores envolvidos não viagem imediatamente para Lisboa, integrando no sábado à noite o estágio entretanto desconvocado;

b) se Belenenses e CDUP são clubes que contribuem com poucos jogadores para a equipa nacional, então realize-se o estágio (não serão estes poucos atletas a impedir que a restante maioria realize trabalho técnico, físico e mental conforme programado).

- Os restantes jogos da jornada realizam-se esta noite ou sábado (caso do Agronomia-CDUL, na Tapada). Caso o CDUP-Belenenses não se realizasse, o que mudaria relativamente ao Estágio? Os jogadores da Agronomia e do CDUL seriam integrados quando e em que condições? Para fazer trabalho físico intenso, ou «para fazer apenas recuperação»? Mais: não é verdade que os estágios da selecção iniciam normalmente à sexta-feira, com um treino nocturno do Estádio Nacional? Se sim, porque não criticar igualmente os jogos que apenas por se realizarem entre equipas da mesma cidade têm esta maior facilidade de adaptação às necessidades da equipa nacional?

- Acrescenta o manager da equipa de Sevens que existem «tantos feriados a meio da semana no calendário» que o jogo poderia ser adiado. Quais? Só encontro o 20 de Fevereiro - Carnaval - o qual até é uma 3ª feira e encaixado entre a 7ª e a 8ª jornada da Divisão de Honra (os feriados de 25 de Abril e 1º de Maio já se encontram após a 14ª jornada da prova, sendo que a 1/2 final se encontra programada para 28/29 de Abril...).

- Não estará a FPR - através deste seu responsável - a arranjar dois «bodes expiatórios» para um problema que tem origem noutras causas que não a simples vontade dos clubes de projudicar o trabalho da selecção? Por exemplo: justifica-se que o campeonato comece tão tarde, tornando praticamente impossível gerir datas e adiar jornadas completas? Serão o CDUP e o Belenenses - clubes que ao longo desta campanha tantos jogadores têm «emprestado» à selecção, muitas vezes em prejuízo próprio - os culpados pela situação criada?

Notícia verdadeiramente grotesca, esta publicada no Record.

Convocados para Marrocos



A lista de jogadores convocados para a partida contra Marrocos, que terá lugar em Casablanca no dia 21 de Janeiro, é composta pelos seguintes atletas:

1 - Rui Cordeiro (Académica)
2 – João Correia (Direito)
3 - Joaquim Ferreira (CDUP)
4 - Gonçalo Uva (Montpellier)
5 - Marcelo d’Orey (CDUP)
6 - Pedro Vieira (Agronomia)
7 - Paulo Murinello (Cascais)
8 - Vasco Uva (Direito)
9 - João Uva (Belenenses)
10 - Juan Severino (Agronomia)
11 - José Pinto (Direito)
12 - Luis Pissara (Agronomia)
13 - Duarte Pinto (Agronomia)
14 - Gonçalo Malheiro (CDUP)
15 - ...
16 - David Mateus (Belenenses)
17 - Miguel Portela (Direito)
18 - Diogo Gama (Benfica)
19 - Diogo Mateus (Munster/UCC)
20 - Pedro Carvalho (Direito)
21 - Pedro Leal (Direito)
22 - Gustavo Duarte (Agronomia)

23 - Cristian Spachuk (Belenenses)
24 - Tiago Girão (CDUL)
25 - António Pinto (Cascais)

quinta-feira, janeiro 11, 2007

Os tesouros continuam...

Estes tesourinhos são para levantar o astral à equipa Azul!



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Notícias da Irlanda



A equipa do Diogo Mateus - o UCC Cork - perdeu no passado fim-de-semana frente aos homens do Barnhall, na província de Leinster, por 31-17.

Eis a lista de resultados da jornada, na AIL 2:

Barnhall 31 - 17 UCC
Co. Carlow 16 - 9 Midleton
Greystones 39 - 7 Old Crescent
Highfield 20 - 26 Clonakilty
Malone 10 - 26 Young Munster
Old Belvedere 34 - 0 Thomond

Assim, o UCC Cork desceu para o 8º lugar da tabela, que tem neste momento a seguinte configuração:

1. Old Belvedere - 31 pts
2. Greystones - 29 pts.
3. Barnhall - 21 pts.
4. Dublin University - 21 pts.
5. Suttonians - 21 pts.
6. Clonakilty - 19 pts.
7. Young Munster - 19 pts.
8. U.C.C. - 18 pts.
9. D.L.S.P. - 18 pts.
10. Highfield - 17 pts.
11. Thomond - 15 pts.
12. Old Crescent - 15 pts.
13. Bective Rangers - 14 pts.
14. Co. Carlow - 11 pts.
15. Malone - 10 pts.
16. Midleton - 10 pts.

Na próxima jornada, a disputar no Mardyke, a equipa de Cork recebe o Co. Carlow FC (de Leinster), em jogo no qual o Diogo não deverá alinhar (visto que se encontrará ao serviço da selecção nacional de XV).

Soltas

#1
Deslocações

Do Restelo este fim-se-semana vão sair 4 autocarros, serão 5 os escalões envolvidos (Bambis, Benjamins, Infantis, Juvenis e Seniores), com um total de «assentos» de 170...

Escolas (Bambis, Benjamins e Infantis):
65 lugares
Destino - Loulé (Torneio ARS)

Juvenis A:
35 lugares
Destino - Évora (Campeonato Nacional)

Juvenis B:
35 lugares
Destino - Vilamoura (Campeonato Nacional)

Séniores:
35 lugares
Destino - Porto (Campeonato Nacional)


#2
Há quem fique em Lisboa!


Os Juniores e os Iniciados ficam por cá, assim temos:

Juniores:
Agronomia vs Belenenses
Sábado, 13h30, na Tapada da Ajuda
o árbitro será Pedro Murinello

Iniciados A:
4ª Jornada Torneio de Inverno
Sábado, 10h00, no Estádio Nacional

Iniciados B:
4ª Jornada Torneio de Inverno
Sábado, 10h00, na Tapada da Ajuda


#2
Mais tesouros




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O jogo de que precisamos!

Este sábado o Belenenses desloca-se à cidade invicta, para defrontar em solo adversário uma das mais aguerridas equipas do campeonato, o CDUP. Trata-se de um jogo importante para as duas equipas, já que o Belém quer regressar às vitórias, e o CDUP quer vencer pela primeira vez nesta ediçãio da Divisão de Honra.



Para muitos, a viagem ao Porto é sempre a mais difícil deslocação da temporada. A viagem é grande e cansativa, a equipa adversária tem qualidade e joga duro, o campo não tem por vezes as condições ideais, nem para uma nem para outra equipa.

Eu encaro a viagem de sábado de uma outra forma: a viagem deve permitir à equipa concentrar-se (física e mentalmente) mais cedo no jogo. Mais: atendendo às habituais dificuldades que os jogos com o CDUP nos trazem (a nós, Belenenses), este é o jogo que precisamos para ganhar e recuperar os níveis de confiança eventualmente abalados, após a inesperada – mas justa – derrota com a Agronomia. Ganhar no Porto é sempre um excelente resultado!

Os universitário da cidade da Torre dos Clérigos têm obtido resultados enganadores... É certo que perderam os 4 jogos realizados até ao momento, mas em todos eles a margem foi pequena. E acrescente-se que já jogaram contra 3 das 4 primeiras equipas do campeonato 2005/2006: Agronomia, Benfica e Direito. Não se esperam por isso facilidades... ainda para mais quando jogam em casa, na sua cidade – verdadeira aldeia gaulesa do Rugby, juntamente com Coimbra – e perante o seu público.

Sinceramente, estou muito motivado para ir ao Porto, e já só penso na hora em que vai soar o apito inicial. Não espero outra coisa que não 80 minutos de suor, entrega «à camisola» e um espírito competitivo à altura dos pergaminhos do clube e da qualidade da equipa que o Belenenses tem. Creio que será «meio caminho andado» para alcançarmos os nossos objectivos.

Espero também que os muitos sócios e adeptos da região norte – sobretudo dos distritos de Aveiro e Porto – não percam esta oportunidade de se deslocarem ao Estádio Universitário. A equipa precisa sempre do apoio dos seus adeptos! E acreditem que ouvir gritar pelo Belém a mais de 300 km de casa, durante um jogo de Rugby, é um motivo extra de motivação para a nossa rapaziada!

Últimos resultados (CDUP vs. Belenenses):

26.03.2006:
CDUP, 7 – Belenenses, 14

08.01.2005:
CDUP, 12 – Belenenses, 8

20.12.2004:
CDUP, 15 – Belenenses, 33

quarta-feira, janeiro 10, 2007

Vou placar tudo o que mexa...



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Selecção volta a trabalhar hoje

A equipa nacional de XV volta hoje a trabalhar, com vista à preparação do jogo com Marrocos.

Os jogadores convocados por Tomaz Morais são: Rui Cordeiro, Cristian Spachuk, João Correia , Paulo Santos , Joaquim Ferreira , Marcelo D’orey, Gonçalo Uva, Pedro Vieira, Juan Severino, Diogo Coutinho, Vasco Uva, Paulo Murinello, João Uva, Tiago Girão, Luís Pissarra, Zé Pinto, António Pinto, Duarte C. Pinto, Gonçalo Malheiro, Miguel Portela, Diogo Mateus, Diogo Gama, Filipe Saldanha, Hugo Melo, Dvid Mateus, Pedro Carvalho, Adérito Esteves, Pedro Leal, Francisco Mira, Nuno Taful, Hugo Crespo, Tiago Coelho, António Aguilar (lesionado) e Gustavo Duarte (lesionado).

Entretanto também foi divulgada a composição da convocatória para a preparação das etapas de Wellington e San Diego do Circuito Mundial de Sevens: Sebastião da Cunha, Salvador da Cunha, Duarte Bravo, Francisco Moreira, João David, João Mirra, Pedro Leal, António Aguilar (lesionado), Frederico Sousa, Salvador Palha, Diogo Coelho, Francisco Mira, Adérito Esteves, Gonçalo Foro, Tiago Girão, Pedro Cabral, António Pinto, Sepulveda, Hugo Melo, Diogo Gama e Filipe Grenho.

Sugestão de leitura



Livro: «Phil Bennet, The Autobiography»
Autor: Phil Bennet
Lingua: Inglês
Editor: Harper Collins
Edição Março de 2004 (Paperback)
Número de páginas: 326
Edição Ilustrada
Preço: desde 2.50 libras, através da Internet

Phil Bennett será para sempre uma das lendas do Rugby galês e mundial. Por mérito próprio, e porque teve a sorte de alinhar em várias equipas recheadas de excelentes jogadores (Gales, Barbarians e Lions), Bennett é um daqueles nomes que todos conhecem, mesmo quando não sabem muito bem quem foi e qual a sua real contribuição para o jogo.

Eu confesso que antes de ler a sua autobiografia apenas conhecia os episódios em que esteve envolvido nas Tours dos Lions (Nova Zelândia e África do Sul) e o magnífico jogo que realizou frente aos All-Blacks (Cardiff, 1973). Hoje sei algo mais sobre este magistral médio-abertura, que alinhou pela legendária equipa de Llanelli, e que esteve envolvido nas primeiras polémicas em torno do profissionalismo na «Union».

O livro não é uma obra prima, mas é muito agradável e de fácil leitura. Os capítulos vão-se sucedendo e Bennett dá-se a conhecer de uma forma bastante interessante para todos aqueles que se apaixonaram no passado (e se apaixonam na actualidade) pela Golden Era do Rugby galês.

Recomendo vivamente.

Em suma:

Qualidade geral do Livro: * * * * (4)
Qualidade do texto: * * * * (4)
Qualidade das imagens: * * * (3)
Interesse histórico: * * * * * (5)
Interesse para a compreensão actual do Rugby: * * * * (4)
Qualidade da edição: * * * (3)
Relação qualidade/preço: * * * * * (5)

segunda-feira, janeiro 08, 2007

A agressão: um problema cheio de (triste) actualidade...

Quando há uns anos estudei etologia na faculdade apaixonei-me pela questão da agressão. Li vários textos sobre o assunto, incluindo o clássico de Konrad Lorenz «A agressão, Uma história natural do Mal». Confesso que o assunto me fascinava do ponto de vista evolutivo e biológico.

Paralelamente, e porque jogava Pólo-Aquático, lidava directamente com o assunto. Quem já jogou Pólo sabe que se trata de uma modalidade pelo menos tão dura como o Rugby, a qual envolve intenso contacto e muitas vezes jogo agressivo para lá das marcas do bom senso e da sã convivência entre adversários num contexto agressivo (e não bélico!). Sei por isso o que é o jogo agressivo mas legal, o jogo passivo e sem sabor, o jogo violento, declaradamente ilegal e estúpido!

Ao ingressar neste mundo do Rugby, já depois de abandonar o Pólo (como jogador e como adepto), voltei a contactar com este tipo de incidentes. E talvez por me ter fartado deles quando jogava - desiti da modalidade na sequência de um murro que levei num treino, de um gajo com idade para ter juízo e que supostamente me pretendia ensinar como se jogava «a sério» - encarei-os sempre com enorme antipatia.

Vamos por partes:

- Quem aceita jogar Rugby de competição sabe para o que vai. Todos sabem que o jogo envolve contacto. Todos sabem que esse contacto pode ser violento. Todos aceitam as regras do jogo e estão dispostos a encarar as consequências;

- Postura diferente é dizer que o Rugby são as cabeçadas nos rucks, os dedos nos olhos, as cacetadas na nuca, as cabeças pisadas, os murros cobardes em situações de incapacidade de resposta do adversário. Isso, meus caros amigos, sempre fez parte do jogo (é um facto!) mas não é Rugby.

- Rugby é lealdade e sentido de responsabilidade. É competir com o objectivo de usar a bola com eficácia e lutar leal e legalmente por ela, quando adversário a tem em seu poder. Rugby é respeito por todos: pelo próprio, pelos companheiros de equipa e pelo adversário. Rugby é o desprezo pelo jogo sujo. Quem é que quer ganhar um jogo na sequência de algo profundamente ilegal?

Pessoalmente vejo o que actualmente se passa em Portugal como algo de muito preocupante. Em quase todos os escalões competitivos e semi-competitivos se ouve falar de agressões cobardes e muitas vezes absolutamente irresponsáveis. Os agressores, que não são punidos pelos seus actos, admitem-no abertamente e justificam pontapés na cabeça, murros e afins com argumentos no mínimo frágeis, para não dizer inacreditáveis.

Fala-se de cabeçadas na nuca, de dedos nos olhos, de pontapés na cabeça como se desses comportamentos não pudessem resultar danos irreversíveis para os agredidos. Terá algum dos agressores a consciência de que um dia poderá entrar no campo como jogador de consiência limpa e sair dele como homícida, ainda que involuntário? Será que não se tem a consciência de que uma cabeçada na nuca pode paralisar o oponente não por 10 minutos mas para o resto da vida? Valerá a pena perder sequer tempo a justificar um pontapé na cabeça quando se sabe que dele podem resultar danos osseos e encefálicos gravíssimos para o alvo da nossa ira?

Sinceramente já nada me espanta. Quem perde é o Rugby que tem a fama (e o proveito?) de formar tantos homens como rapazolas que adoram dar uns bons murros fora de campo. Quem perde é uma modalidade que se encontra hoje associada à ideia de consumo irresponsável de alcóol. Quem perde são os rapazes que, em vez de se educarem para a vida, acham que é normal apresentarem-se nos seus clubes com uma «directa» em cima e ainda ligeiramente alterados, para jogar.

A «escola de vida» que o Rugby pode constituir está, nesta altura, hipotecada por um cenário de violência e irresponsabilidade mais ou menos generalizada, a qual atravessa clubes, escalões e regiões do nosso país! Não me parece que esteja a exagerar ou a olhar apenas para o lado negativo da modalidade. Aliás, sei que nao sou o único a preocupar-me com este tema... felizmente!

Não vale a pena apontar o dedo aos jogadores seniores, aos internacionais, aos mais velhos! Cada um é responsável pelo que faz e ninguém pode alegar inspiração em terceiros para justificar actos irresponsáveis. Dos miúdos aos graúdos, todos têm (ou devem ter) a inteligência e a maturidade para entender o que é lícito e o que é inaceitável num campo desportivo e em particular nesta modalidade.

Defendo que a FPR deve chamar os responsávei máximos dos clubes com a máxima urgência, alertando-os para a necessidade de colocar um ponto final neste estado de coisas. As pessoas devem ser convidadas a olhar para os «podres» da sua casa, em vez de apontar o dedo ao adversário, responsabilizando-o por tudo o que de mau se vem verificando! Eu enfio a carapuça pois sinto que o meu belenensismo assumido me impede por vezes de ver que também em «minha casa» tenho trabalho a fazer nesta área do fair-play.

Defendo que os técnicos devem ser aconselhados a substituir prontamente jogadores da sua equipa que usem tácticas de jogo violento ou intimidatório não justificado pelas circunstâncias do jogo... Mais: que todo o acto violento de possíveis consequências para o adversário deve ser punido pelos próprios clubes, independentemente do árbitro ter ou não punido o(s) jogador(es).

Defendo que a FPR crie as condições necessárias para que o Conselho de Disciplina possa actuar com celeridade e eficácia, o que não tem acontecido. Defendo que o regulamento disciplinar seja revisto e eventualmente reforçado na punição ao jogo violento. Creio que é necessário criar um cadastro do jogador, que o responsabilize pelos seus actos perante a comunidade do Rugby. Não me refiro a «estaladas», mas a atitudes de gravidade comprovada e a definir - objectivamente - pelos organismos competentes da Federação.

Defendo que as selecções não utilizem por período variáveis jogadores comprovadamente violentos. NENHUMA equipa nacional necessita de convocar para defender as cores de Portugal elementos que pela sua impulsividade e agressividade não contida possam penalizar severamente o nosso país no confronto directo com terceiros.

Defendo que os árbitros sejam instruídos para aplicar de forma mais destemida as Leis do Jogo relativas a estas questões. Não há que ter medo de estragar o jogo, sob pena de no jogo se estragarem vidas...

Enfim, considero que a violência é hoje um problema fundamental do Rugby e da formação de novos jogadores no nosso país. E lamento ter de perder o meu tempo a escrever sobre este tema... Gostaria bem mais de expôr mais propostas para aquilo que considero prioritário para o desenvolvimento da modalidade: a generalização da sua prática em todo o nosso país, aumentando-se exponencialmente o número de praticantes e adeptos do Rugby. As circunstâncias «obrigam-me» a abordar um tema gostaria de ver pelas costas... paciência.

Rugby...

Vale a pena lerem estas frases publicadas pelo blog CRAV de Saias:

http://cravdesaias.blogspot.com/2007/01/frases-que-valem-por-um-poema.html

Site da FPR: a trapalhada continua...

«São atribuídos por acréscimo 1 ponto de bónus por 4 ensaios ou mais obtidos em cada jogo por qualquer das equipas e 1 ponto de bónus à equipa derrotada, se a diferença final for de 7 pontos ou inferior.»

Regulamento da Divisão de Honra
Artigo 4º

De acordo com o site oficial da FPR, a equipa de Agronomia marcou no passado sábado 4 ensaios frente ao Belenenses (na sua vitória por 5-30), e por isso terá direito a um ponto de bonificação, a somar aos 4 pontos da vitória, previstos pelo regulamento. A informação foi aliás aproveitada pelo diário O JOGO, que a refere em artigo publicado na edição de ontem do jornal desportivo. Trata-se todavia de uma precipitação e de um erro que importa corrigir.

A equipa de Agronomia marcou 3 ensaios contra 1, tendo obtido os restantes 15 pontos através de conversões e penalidades. Assim, nenhuma das equipas tem de acordo com o regulamento direito a bonificação: a Agronomia porque não marcou 4 ensaios e o Belém porque não perdeu por margem igual ou inferior a 7 pontos.

A FPR encontra-se informada, mas contrariamente à pressa que teve na publicação da notícia errada (facto que não se compreende num site que, não raras vezes, se encontra absolutamente desactualizado), ainda não a corrigiu.

Pela minha parte lamento que o principal meio de comunicação e informação da FPR continue a não contribuir de forma positiva para a divulgação do Rugby e que, pelo contrário, persista no disparate. Aguardo ainda assim que alguém se lembre de alterar o que se encontra errado nas próximas semanas.

A equipa de Agronomia, que não tem qualquer responsabilidade nesta trapalhada (mais uma...) do site da FPR, não precisa de pontos bónus incorrectamente atribuídos para liderar a tabela, lugar alcançado com mérito e à custa do trabalho próprio. Quem se encontra irremediavelmente no fundo da tabela é o site da FPR. Não há quem lhe pegue?

Tomaz Morais entrevistado

O seleccionador nacional, Prof.Tomaz Morais, concedeu uma entrevista de página inteira ao «Diário Desportivo», jornal gratuíto que hoje inicia a sua publicação, e que será distribuído nas grandes zonas urbanas.

domingo, janeiro 07, 2007

Fotografias de sábado









sábado, janeiro 06, 2007

Um resultado... importante



Muitos questionar-se-ão acerca do título que resolvi emprestar a este texto… O Belenenses perdeu, em casa, por larga margem (5-30), contra uma equipa que luta por igual objectivo (o título!) e produziu pouco. Muito pouco.

Ora, são precisamente todos estes factos somados que me parecem justificar que se considere este um jogo – e um resultado – importante. Estes 5-30 poderão funcionar como um género de despertador a tocar, para uma equipa que vem trabalhando bem, mas que ainda não está com a atitude competitiva que se deseja para atacar o campeonato!

Vamos por partes…

- A equipa de Agronomia venceu bem. Foi o melhor conjunto em campo, com mais posse de bola, mais ataque, mais entrosamento e confiança. A vitória dos agrónomos não deverá sofrer contestação por parte de ninguém.

- O Belenenses jogou quase sempre na sua defesa, tendo feito uma boa 1ª parte – ao nível defensivo – e uma 2ª parte que deverá merecer, por parte de todos os elementos da equipa, séria reflexão.

- Estivemos melhor na mêlée (para mim somos, efectivamente, a melhor mêlée do campeonato), mas muito mal na touche… Estivemos mal no contacto, na placagem, na pressão sobre o adversário. No ataque – o pouco ataque que tivemos – não aproveitámos algumas boas oportunidades, e produzimos vários erros infantis. O «básico» não foi cumprido, e o plano de jogo não foi respeitado… Assim sendo… o resultado não poderia ser outro!

O jogo vai dar que falar. Muita gente já deverá considerar, por esta altura, a equipa de Agronomia como a principal candidata ao título… Nada mais errado! Ainda a procissão vai no adro, e apesar do bom jogo da equipa da Tapada, e do domínio que exerceram hoje no Restelo, parece-me este XV perfeitamente batível por um Belenenses mais próximo do conjunto coeso e absolutamente concentrado na vitória que no ano passado venceu a fase regular com 11 vitórias em 14 jogos disputados.

Várias equipas poderão surpreender ao longo das próximas 10 jornadas, e o Belém vai – certamente! – subir bastante de rendimento. Não apenas porque a realização de mais jogos vai ajudar a equipa a subir (o Belém ainda só tinha feito 2 jogos para o campeonato e 2 jogos para a Taça, tirando os encontros «a feijões» com o CDUL, na fase de grupos da TP), mas porque alguns jogadores ausentes por lesão até ao momento estarão – a curto prazo – ao dispor dos técnicos…

Pessoalmente considerado que esta derrota não terá especial relevância nas contas finais do campeonato (fase regular). Mas a derrota tem sempre um gosto amargo que nos faz parar para pensar. E retomar a marcha com redobrada vontade.

Hoje fomos inferiores. Nada a fazer! A não ser aprender com os erros… Ter efectiva vontade de alterar o rumo das coisas. Temos trabalhado bem! É preciso trabalhar ainda melhor. Aumentar a capacidade física. Realizar trabalho específico nos sectores que estão a produzir menos. Reforçar o espírito de equipa. Compreender o «peso» da camisola e dar expressão material à vontade de honrar o compromisso individual e colectivo de TUDO fazer para ganhar!

Eu tenho ABSOLUTA confiança nos jogadores que compõem o plantel sénior do Belenenses. Sei que temos recursos humanos mais do que suficientes para encarar os próximos 11 jogos com o objectivo de vencer, todos!

Força, Belém!

FICHA DE JOGO

Árbitro: Rohan Hoffman

BELENENSES, 5
Juan, China e Spachuk; Mata Pereira e Perkins; Salvador, Uva (capitão) e Valter; Nifo e Miranda; Moreira, Mateus, Hernâni (5) e Cabral; Mirra. No banco: Murteira, Fraga, Sebastião, Fezas Vital, Diogo Castro, Lino e João David.

AGRONOMIA, 30
Aguiar, B.Duarte e E.Campos; Vieira e Quadros; António Duarte, de Roux e Stickling; Kadosh e Cardoso Pinto; Lubbe, Manu, Mira e Saldanha; Gaspar. No banco: Castro, Severino, G.Barros, Castelo, Duarte C., Adérito e Albergaria.

MARCADOR:
0-3; 0-6; 0-11; 0-13; 5-13; 5-16 (intervalo);
5-21; 5-23; 5-28; 5-30.

Nota: o talonador António Fraga foi, quando entrou em campo já durante a 2ª parte, violentamente agredido (por duas vezes) por um dos avançados da equipa da Tapada. A agressão foi do tipo «bate e foge». Nada de novo no nosso campeonato. O vídeo do jogo existe, e vou esperar por vê-lo. Depois escrevo novamente sobre o assunto... Fica a promessa.

Belenenses perde (5-30)

A equipa principal de Rugby do Belenenses perdeu esta tarde a partida da 4ª jornada do Campeonato Nacional de Honra contra a formação de Agronomia, por 5-30. A derrota azul (ou a vitória agrónoma) é justa. Para mais tarde fica prometida uma análise das incidências do jogo, bem como a publicação da ficha de jogo.

sexta-feira, janeiro 05, 2007

Rugby nas Escolas

Este foi um assunto levantado na caixa de comentários de um artigo recente, o Rugby nas Escolas. Como sabemos em vários países o Rugby é jogado nos estabelecimentos de ensino desde a mais tenra idade, um pouco como acontece em Portugal com o futebol, que é de certa forma IMPOSTO aos miúdos.

Ao q sei o Rugby só existe no programa do 3º ciclo do ensino básico (7º, 8º e 9ºs anos), se bem q sobre a forma de «bi-toque». Infelizmente são muito poucos os professores q o ensinam (ou dão a conhecer aos alunos), possivelmente por ser um pouco diferente das outras modalidades ou por falta de paciência dos docentes.

Na minha opinião o "bi-toque" não é a melhor maneira de implementar o Rugby. Como opção para contornar o «bi-toque» temos o «Tag Rugby», que proporciona aos praticantes várias situações de sucesso e pode motivar o seu ingresso no mundo do Rugby. É só mais uma ideia...