:: Belenenses XV ::: Novembro 2006

quinta-feira, novembro 30, 2006

Notas soltas antes de umas merecidas férias...

#1
Juvenis e Juniores vencem

As equipas de juvenis A e juniores do Belenenses bateram, esta noite, os adversários de Agronomia por 52-0 e 15-7 (segundo creio, pois estava acompanhar em simultâneo o treino dos seniores, e não contabilizei a pontuação com grande rigor), respectivamente.

O primeiro jogo foi apitado por Pedro Netto e o segundo por João Miranda, ambos técnicos do Belenenses.

O resultado (e a diferença em termos de «jogo jogado») no encontro dos juvenis vem colocar novamente a descoberto as várias deficiências do actual modelo competitivo neste escalão. A rever, no futuro próximo.

#2
Férias

Aproveitando o fim-de-semana prolongado, e a ausência de ligação à Internet no sítio para onde vou, entro de férias nos próximos dias. O trabalho de permanente actualização do Blog tem sido algo desgastante, até porque acontece em pararelo com outros trabalhos destinados ao Rugby do Belenenses (e não só do Belenenses...).

Não estranhem por isso, os nossos leitores mais fiéis, a ausência de actualizações. Mais tarde ou mais cedo regressaremos... Nem que seja para prestar satisfações a quem nos visita regularmente.

Um bom fim-de-semana prolongado para todos,
Rui Vasco

Repetindo-me...

A poucos dias do início da Divisão de Honra, o país oval parece-me mergulhado em todas as preocupações (Apuramento para o Mundial, Circuito de Sevens, Taça de Portugal, etc...) menos na preparação real e efectiva da mais importante prova de clubes em Portugal.



Se por um lado percebo (afinal são meia-dúzia os carolas que ainda vão dando o seu tempo - gratuitamente - ao Rugby), por outro lado creio que há certo desleixo e secundarização do campeonato. E isso sim, deve merecer a reflexão de todos.

Repetindo aquilo que neste e noutro blog venho escrevendo há cerca de um ano, a Divisão de Honra apresenta problemas gravíssimos, que vão muito além de uma certa falta de competitividade e concentração excessiva da sua disputa na cidade de Lisboa (com a honrosa excepção do CDUP, da «mui Nobre sempre Leal e Invicta cidade do Porto»). Bem haja, CDUP.

Alguns problemas:

a) Bancadas despidas de público (é a malta do costume, dividida por 4 campos diferentes), falta de divulgação (por parte da FPR e dos clubes) e de atenção por parte dos órgãos de comunicação social;

b) Ausência de patrocínio (até ver) credível que apoie a prova, como acontece nos mais fortes campeonatos europeus;

c) Problemas ao nível da arbitragem (e aqui não me refiro à actuação dos árbitros, mas à organização que, até ao momento, não funcionou na sua retaguarda). Espero sinceramente que o novo C.A. possa desenvolver um trabalho mais regular e sensato, na nomeação dos árbitros (e fiscais-de-linha), na exigência de apoio aos mesmos (é imprescindível que a FPR crie um corpo de delegados seus aos jogos) e na formação de mais e melhores homens (e mulheres) do apito;

d) Campos sem condições ideiais para a prática do Rugby de alta competição. Todos, sem excepção, apresentam em minha opinião carências mais ou menos graves, que deveriam ser colmatas através da aprovação de um regulamento sobre infraestruturas desportivas, com controlo efectivo. A letra, no papel, é morta! É preciso fazer cumprir as regras, sob pena de um dia lamentarmos algum acidente grave, num qualquer campo deste país;

e) Desactualização do Regulamento Geral de Competições e do Regulamento respeitante à Divisão de Honra. Ainda no passado domingo se gerou uma enorme confusão relativamente à troca de equipamentos, no Restelo, perante a presença de duas equipas em campo a vestir camisolas azuis. Esta, como outras questões, são omissas dos regulamentos da FPR e a decisão tomada pelo árbitro acabou por não encontrar suporte regularmentar, uma vez que não se baseia em nenhuma «lei» ou norma aprovada pelos clubes ou imposta pela Federação.

Estas são apenas algumas das «milhentas» questões que deveriam merecer, por parte das entidades responsáveis, maior reflexão.

Creio que a proximidade da Jornada 1 da Divisão de Honra não permitirá que nenhum clube ou mesmo a FPR tome a iniciativa de desenvolver esforços para colmatar os problemas estruturais da prova. Ainda assim, creio que algumas das questões levantadas - como a da divulgação das competições nacionais de clubes - podem ser resolvidas com investimentos reduzidos, bastando para isso que alguém «se chegue à frente».

Lamento que, passado mais de meio ano após o encerramento da DH 2005/2006, nada de verdadeiramente importante tenha sido feito nesta matéria. Pela minha parte fui procurando dar os meus contributos. Ora leiam, se tiverem tempo e paciência, esta proposta formulada a 19 de Outubro: «Importação de modelos... e boas práticas!».

A Divisão de Honra vai começar... Que ganhe a melhor equipa. E já agora - perdoem-me o clubismo incorrigível - que a melhor equipa seja, como aconteceu dentro de campo em 2005/2006, o Belenenses.

quarta-feira, novembro 29, 2006

Juvenis A e juniores jogam esta 5ª

As equipas de juvenis A e juniores do Belenenses disputam esta 5ª feira os jogos em atraso contra os XV's de Agronomia. Os jogos terão lugar no Estádio Nacional, com início pelas 19:00h e fim previsto para as 22:00h.



No relvado ao lado - B - treinará, como habitual, a equipa senior do Belenenses, tendo em vista a sua preparação para a 1ª jornada da Divisão de Honra, apontada no site da FPR para as 15:00 horas do próximo domingo, dia 3 de Dezembro. O jogo será frente ao CDUL, no relvado 1 do Estádio Universitário de Lisboa.

Dubai Sevens na Sporttv

Para quem tem Sporttv, o que não é o meu caso, eis os horários de transmissão de jogos do Torneio de Sevens do Dubai:

Fiji x Quénia
6ª Feira - 01 Dezembro - 09h10 - Sport TV1

Austrália x Portugal
01 Dezembro - 09h30 - Sport TV1
01 Dezembro - 19h10 - Sport TV2

Fiji x Portugal
01 Dezembro - 14h30 - Sport TV1
01 Dezembro - 19h30 - Sport TV2

Quénia x Portugal
01 Dezembro - 14h50 - Sport TV1
01 Dezembro - 19h50 - Sport TV2

Quartos de Final
02 Dezembro - 09h30 - Sport TV1

1/2 Final
02 Dezembro - 09h50 - Sport TV1

Final Shield
02 Dezembro - 23h40 - Sport TV2

Final Bowl
02 Dezembro - 00h10 - Sport TV2

Final Plate
02 Dezembro - 00h40 - Sport TV2

Final Cup
02 Dezembro - 01h10 - Sport TV2

Informa-se que o árbitro português João Mourinha apitará dois jogos da fase de grupos, entre os quais o Fiji x Quénia, que abre o Torneio e que terá transmissão na Sporttv.

terça-feira, novembro 28, 2006

David Penalva: algumas notas

Tenho pelo Professor Tomaz Morais grande admiração e estima. Sempre que falou comigo fê-lo com extrema educação, não se recusando a receber na sua casa desportiva (o Estádio Nacional) um rapazola que nem sequer tem um percurso no Rugby. Ao contrário de outros - que com fraquíssimo currículo já me atiraram esse facto à cara - Tomaz Morais não vê a minha proveniência (extra Rugby) como um problema, mas como uma oportunidade para compreender melhor a visão de quem vê, por fora, o que cá dentro se vai passando.

È certo que cada vez estou mais envolvido, e que isso me vai roubando distanciamento. Neste momento já estou a colaborar activamente com o Rugby do Clube de Futebol «Os Belenenses» - emblema de que sou associado desde que nasci - e esse simples facto inclui-me nesta pequeníssima comunidade oval lusa, constituída por pessoas com as mais diversas visões acerca da modalidade e do seu desevolvimento. No fundo, essa é uma riqueza (de opiniões) que temos de valorizar, a aproveitar para tomar medidas.

Dito isto - para que se perceba que este texto não tem de forma NENHUMA como destinatário o seleccionador nacional - passarei a exprimir de forma sintética a minha opinião acerca da utilização do David Penalva na equipa nacional de XV.


Legenda: Penalva em acção, contra a Ucrânia (TEN 2006, Estádio da Amoreira).

É sabido que David Penalva foi convocado para os últimos compromissos da selecção nacional, e que recusou os mesmos. É um direito que lhe assiste. Trata-se de um jogador semi-profissional, que joga Rugby para ganhar dinheiro. Foi aliás com essa motivação que se transferiu para o Belenenses no final de 2005/2006, aproveitando o problema criado à equipa do Restelo depois da lesão (grave) de João Uva, num treino da selecção nacional.

Poderemos concordar ou não com a opção de Penalva... Mas temos de concordar que recusar a convocatória é uma opção que o jogador pode tomar, desde que viva posteriormente com as consequências dessa atitude.

O problema é que, depois de ameaçado pela IRB (com suspensão de jogos no campeonato francês em que alinha), Penalva viu-se obrigado a tirar parte das suas férias de Natal, pedir dispensa ao seu clube (que creio ser o Blagnac) e... vir fazer o frete a Portugal.

Chegou, treinou na semana antes do embate com a Geórgia e... retirou o lugar a atletas que vinham integrando - com sacrifício pessoal e «clubístico» - os trabalhos da equipa. Refiro-me a Manuel Mata Pereira, Sebastião da Cunha e Francisco Fragateiro (não sei se me esqueci de alguém).

Tomaz Morais optou por fazê-lo entrar na fase final do jogo, e Penalva respondeu da pior forma: um adiantado e duas faltas seguidas. Pelo meio, um «tete-a-tete» com um jogador do pack da Geórgia, ao bom estilo das competições nacionais gaulesas. Rugby... nenhum!

Não sei o que terá passado pela cabeça de Penalva. Não sei se entrou mal no jogo, se não estava fisica e tacticamente preparado para alinhar, se estava contrariado e o demonstrou em campo. Mas sei que um jogador assim não pode alinhar num jogo desta importância. Falta-lhe a vontade, o espírito, o amor à camisola. Coisas que Penalva demonstrou durante o Torneio Europeu das Nações (trata-se de um jogador muito lutador e útil, quando se empenha no jogo) mas que colocou absolutamente de lado nesta fase do campeonato.

Considero estranho! Afinal, ir ao Mundial poderá ser o ponto alto da sua carreira, de primeiro plano em Portugal (é internacional, caramba!) mas de segundíssimo plano em França. Porquê optar pelo Blagnac em detrimento da equipa nacional? Gonçalo Uva e Diogo Mateus, integrados em clubes de muito maior dimensão não o fizeram.

Seguem-se Marrocos e Uruguai. Estou convicto de que passaremos. Portugal tem talento, equipa, vontade e treinador para conseguir o apuramento. Agora, creio que apenas o conseguirá se formar um balneário coeso, sem sentimentos de injustiça e falta de coerência na hora de decidir quem fica e quem cai.

Para mim, e tendo em conta o que se passou nos últimos meses, Penalva não tem lugar no nosso XV. Não possui qualidades imprescindíveis como o espírito de missão, o empenho e a capacidade de sacrificar a sua vida pessoal em prol da selecção, sem ameaças nem obrigações.

Resta saber o que pensam os responsáveis da FPR: dirigentes, manager e equipa técnica nacional.

Seja como for, força Portugal! Estamos todos com a equipa. Até aqueles que, de forma directa, tão injustiçados foram pela decisão tomada na semana passada...

Nota:

Em dois jogos disputados no último fim-de-semana apercebi-me de duas lesões aparentemente graves, em dois jogos disputados: Juan Severino, no jogo da selecção, e um elemento (creio que dos 3/4's) do Técnico, numa jogada na sua área de 22. Aos dois desejo rápida recuperação. A comunidade do Rugby é, em Portugal, tão pequena que qualquer lesão, qualquer «baixa» é sentida por todos.

Passatempo (1)

A fotografia é de 1976 (19/12/1976) e reporta-se a um jogo de escalões de formação entre o Belenenses e o São Miguel, no Restelo (6-10). O desafio que lançamos aos nossos leitores é fazerem a legenda da imagem, identificando os «rostos azuis» que nela são mais nítidos.



Uma pequena ajuda: o n.º19, de costas na fotografia, é o belenense João Paulo Rebocho, que nos enviou esta foto há vários meses atrás, noutro contexto que não este Blog.

Quem são os outros jogadores do Belenenses?

Selecção de Sevens já partiu

A equipa nacional de Sevens partiu ontem para o Dubai, com vista à participação nas etapas n.º1 (Dubai) e n.º2 (George) do Circuito Mundial da variante, organizado pela IRB.

O grupo liderado por Tomaz Morais não corresponde a nenhuma das duas anteriores convocatórias, verificando-se alterações por motivos diversos (lesões, compromissos profissionais e académicos).

Assim, a lista de jogadores ao dispôr do técnico luso para estes dois torneios iniciais é a seguinte:

- João Mirra (Belenenses)
- Francisco Moreira (Belenenses)
- Valter Jorge (Belenenses)
- Duarte Bravo (Belenenses)
- David Mateus (Belenenses)
- Frederico Sousa (Direito)
- Pedro Leal(Direito)
- António Aguilar(Direito)
- Gonçalo Foro (CDUL)
- Tiago Girão (CDUL)
- Adérito Esteves (Agronomia)
- Bernardo d'Eça (Técnico)

A todos os jogadores o nosso desejo de boa sorte.

segunda-feira, novembro 27, 2006

Quem é Polly Miller?

Concentrados no acessório do dia-a-dia, nos pequenos fait-divers dos resultados e das pequenas intrigas de que tanto gosta o português do século XXI, esquecemos por vezes o sumo das coisas. Esquecemos que a vida é muito mais do que aquilo que nos aparece à frente, neste cantinho de terra que nos foi destinado, e do qual tanto nos orgulhamos.

Serve este introito para explicar o porquê deste texto: a IRB elegeu Polly Miller para a categoria «espírito do Rugby». Muitos leitores interrogar-se-ão acerca do porquê desta nomeação... desde logo porque não sabem que é esta senhora que mereceu distinção por parte da IRB.

Polly Miller é uma sobrevivente dos atentados de Bali, na Indonésia, ocorridos há «um bom par de anos», a 12 de Outubro de 2002. Miller estava no local onde morreram 202 pessoas, e fez parte do grupo de outras 209, feridas. Sofreu queimaduras em 40% do corpo e perdeu o seu marido nesta tragédia, bem como amigos dos grupo de jogadores de Rugby em que se encontrava integrada.

Depois de muito tempo no hospital, Polly regressou ao mundo das correrias e pouca solidariedade em que nos encontramos, e sentiu que tinha alguma coisa a dar à Humanidade. Resolveu usar o Rugby como veículo para a angariação de fundos, dirigidos ao tratamento de doentes queimados. Chamou a este fundo «Dan's Fund for Burns», em memória do marido.

Os eventos têm-se sucedido desde 2003, com o auxílio de clubes, federações e jogadores de nome mundial, como Matt Dawson e Joe Roff.

A distinção é inteiramente merecida, e apenas tenho pena que em Portugal o Rugby não esteja mais associado a eventos desta natureza. Existe necessidade, existem meios (clubes, jogadores, treinadores, gente para dar a cara!)... só falta iniciativa!

Que tal a FPR convidar Polly Miller para assistir a um jogo do TEN 2007, doando as eventuais receitas ao fundo criado para os doentes por queimaduras? Podem contar comigo para ajudar, divulgar, mobilizar gente.

Estará a comunidade do Rugby mobilizada para as grandes causas deste mundo?

E o vencedor é...

Richie McCaw, o fabuloso n.º7 da Nova Zelândia.


Créditos: BBC News.

A IRB anunciou hoje a lista dos vencedores dos seus prémios anuais. Assim, o Blog BELENENSES XV passa a divulgar os resultados da votação dos organismos competentes da entidade internacional que regula o Rugby mundial:

Jogador do Ano: Richie McCaw (Nova Zelândia)
Equipa do Ano: Nova Zelândia
Treinador do Ano: Graham Henry (Nova Zelândia)
Jogador sub-19 do Ano: Josh Holmes (Austrália)
Jogador sub-21 do Ano: Lionel Beauxis (França)
Equipa de Sevens do Ano: Fiji
Jogador de Sevens do Ano: Uale Mai (Samoa)
Prémio «Espírito do Rugby»: Polly Miller
Prémio Vernon Pugh: Brian Lochore
Prémio de Arbitragem: Peter Marshall
Personalidade feminina do Ano: Margaret Alphonsi
Prémio de Desenvolvimento: Mike Luke
Nomeações para o Hall of Fame: William Webb Ellis e Rugby School.

Ao Richie, caso passe por aqui (LOL), os nosso parabéns! É merecido.

Carta do Jogo da IRB

Recebemos, da parte do Eng.º Pedro Sousa Ribeiro, ex-Presidente da FPR e membro da Comissão Directiva do CR Técnico, um documento traduzido da versão inglesa disponível no site da IRB (trabalho realizado em parceria com João Paulo Bessa, ex-seleccionador nacional), apresentado recentemente no curso de treinador de 2º nível.

Passamos assim à sua publicação, com os devidos créditos e agradecimentos a estes dois conhecidos membros da comunidade oval lusa. Para os dois, um enorme «bem-hajam»!

CARTA DO JOGO

INTRODUÇÃO

Um jogo que começou como um simples passatempo transformou-se num sistema global em que foram construídos vários grandes estádios, criada uma vasta estrutura administrativa e delineadas complexas estratégias.O Rugby , tal como outras actividades, que atraem o interesse e o entusiasmo de todos os tipos de pessoas, tem muitos lados e faces.

Além da área relativa ao jogo em si e ao suporte a ele relacionado, o Rugby engloba um número de conceitos sociais e emocionais, tais como a coragem, a lealdade, o espiríto desportivo, a disciplina e o trabalho de equipa.Esta Carta dá ao jogo um a lista de pontos que permitam que o modo de jogo e o comportamento possam ser avaliados.Tem como objectivo assegurar que o Rugby mantenha o seu caracter único quer dentro quer fora do campo de jogo.

A Carta cobre os pricípios básicos do Rugby no que respeita ao jogo em si e ao treino, e à criação e aplicação das Leis do Jogo. Espera-se que esta Carta, que é um importante complemento das Leis do Jogo, fixe os standards para todos aqueles que estão envolvidos no Rugby qualquer que seja o seu nível de envolvimento.

PRINCÍPIOS DO JOGO

Conduta

A lenda de William Webb Ellis, que está registado na história como tendo sido o primeiro a pegar na bola e correr com ela, tem sobrevivido a imensuráveis teorias desde esse dia, em 1823, na Rugby School ( Escola da cidade inglesa de Rugby ). Que o jogo tenha as suas origens num acto de desafio espiritual é de algum modo apropriado.

Numa primeira observação é difícil encontrar os princípios básicos que estão atrás de um jogo que, para o observador ocasional, parece conter um largo conjunto de contradições. É perfeitamente aceitável, por exemplo, ver ser exercida uma grande pressão física sobre um adversário, mas não lhe infligir qualquer lesão por acto desleal ou malicioso.

Há fronteiras em que os jogadores e os árbitros devem operar e é da sua a capacidade para fazer está fina distinção, combinada com o controlo e disciplina, quer individual quer colectiva, de que este código de conduta depende.

Espírito

O Rugby deve muito do seu atractivo ao facto de ser jogado de acordo quer com a letra quer com o espírito das Leis. A responsabilidade para que isso aconteça não cai num só individuo – envolve treinadores, capitães de equipa,jogadores e árbitros.

É através da disciplina, controlo e respeito mútuo, que o espirito do jogo se desenvolve e, no contexto de um jogo tão exigente como o Rugby, são essas qualidades que forjam a camaradagem e o sentido de “fair play” tão essenciais para o seu sucesso e a sua sobrevivência.

Tradições e virtudes antiquadas possam ser consideradas, mas elas resistiram ao tempo e, em todos os níveis a que o jogo é praticado, elas continuam a ser tão importantes para o futuro do Rugby como o foram através do seu longo e distinto passado. Os princípios do Rugby são o elemento fundamental em que o jogo se baseia e permite aos seus praticantes identificar o seu carácter, que faz dele um desporto tão distinto.

Objecto (Finalidade?)

O Objecto do Jogo é que duas equipas, cada uma com quinze jogadores, jogando lealmente de acordo com as Leis e com espírito desportivo, poderem marcar o maior número de pontos possíveis transportando, passando, pontapeando a bola e fazendo o toque-no-solo.

O Rugby é jogado por homens e mulheres e por rapazes e raparigas em todo o mundo. Mais de três milhões de pessoas com idades entre os 6 e os 60 jogam regularmente.

A vasta gama de requisitos técnicos e fisicos necessários para a prática do jogo implica que haja oportunidade para a sua prática, em todos os níveis, para indivíduos de todos tamanhos, dimensões e aptidões.

Disputa e Continuidade

A disputa pela posse da bola é um dos pricípios chave do Rugby. Estas disputas ocorrem durante o jogo e de formas variadas :

- no contacto
- no jogo aberto
- quando o jogo recomeça através de formações ordenadas, alinhamentos e pontapés de saída ou recomeço.

As disputas estão balanceadas de tal modo que recompensem as capacidades técnicas demonstradas nas acções anteriores. Por exemplo, a uma equipa forçada a pontapear a bola para além das linhas laterais devido á sua inabilidade para a manter em jogo, é negado o lançamento da bola para o alinhamento subsequente.
Do mesmo modo, à equipa que passa ou toca a bola para a frente é negado o direito de a introduzir na formação seguinte. A vantagem deve então ser concedida à equipa que lança ou introduz a bola, apesar de , e também nestas áreas de jogo, que a sua posse seja disputada de um modo leal.

É o objectivo da equipa na posse da bola manter a sua continuidade negando ao adversário a sua posse e, através de acções de boa técnica, avançar no terreno e marcar pontos. Falhar este objectivo significa dar a posse da bola ao adversário quer através de deficiências por parte da equipa que detinha a posse da bola, quer por boa qualidade da defesa adversária. Disputa e continuidade, ganhos e perdas.

Enquanto uma equipa tenta manter a continuidade da posse da bola, a equipa adversária esforça-se por disputar a sua posse. Isto origina o balanço essencial entre continuidade do jogo e continuidade de posse de bola. O balanço entre disputa e continuidade aplica-se quer às formações quer ao jogo aberto.

PRINÍPIOS das LEIS do JOGO

Os princípios em que se baseiam as Leis do Jogo são :

Um Desporto Para Todos

As Leis do Jogo possibilitam a jogadores de diferentes estrutura fisica, capacidades, sexo e idade a participação no jogo de acordo com as suas capacidades de um modo controlado, competitivo e agradável. É dever de todos aqueles que jogam Rugby ter um conhecimento completo e a devida compreensão das Leis do Jogo.

Manter a Identidade

As Leis aseguram que as caracteristicas diferenciadas do Rugby sejam mantidas através de formações, alinhamentos, “ mauls”, “ rucks “, pontapés e recomeços do jogo. E também as situações chaves para contestar a posse da bola e a continuidade – o passe para trás e a placagem ofensiva.

Diversão e Entretenimento

As Leis proporcionam a estrutura para um jogo agradável quer para jogador quer para o espectador. Se, em alguns casos, estes objectivos parecem ser incompatíveis, diversão e entretenimento são realçados permitindo aos jogadores assumirem as suas destresas técnicas. Para se conseguir um balanceamento correcto, as Leis estão sob revisão constante.

Aplicação

É uma obrigação dominante para os jogadores seguir as Leis e respeitar os princípios do” fair play”.

As Leis devem ser aplicadas de modo a assegurar que o jogo é jogado de acordo com os Pricípios do Rugby. O árbitro e os juízes de linha devem alcançar este objectivo através da imparcialidade, da consistência, da sensibilidade, e ao mais alto nível, da sua gestão. Por outro lado é responsabilidade dos treinadores, capitães e jogadores, respeitar a autoridade dos árbitros e juizes de linha.

CONCLUSÃO

O Rugby é apreciado como um desporto para homens e mulheres, rapazes e raparigas. Constroi espirito de equipa, compreensão,cooperação e respeito pelos camaradas jogadores. Os seus alicerces são, como sempre foram, o prazer de participar , a coragem e a técnica que o jogo exige ; o amor por um jogo de equipa que enriquece as vidas de todos nele envolvidos ; e a amizade forjada através de um interesse comum pelo jogo.

É devido à , e não apesar da, intensidade fisíca do Rugby e às suas carcteristicas atléticas que tal camaradagem existe antes e depois do jogo. As longamente estabelecidas tradições de jogadores de diversas equipas adversárias, apreciarem o convivio entre eles fora do campo e num contexto social, continua a ser um aspecto essencial do jogo.

O Rugby abarcou totalmente a era profissional, mas reteve o seu “ethos” e tradições de um jogo de recreação. Num tempo em que muitas qualidades tradicionais desportivas são diluidas ou mesmo contestadas, o Rugby está orgulhoso de poder reter os seus altos standards de espirito desportivo, comportamneto ético e “ fair play”.

Espera-se que esta Carta possa reforçar estes apreciados valores.

domingo, novembro 26, 2006

Soltas

#1
Belenenses perdeu

Hoje não farei crónica do jogo. Vivi-o demasiadamente de perto para sobre ele ter uma opinião minimamente isenta (se é que alguma vez se pode ter uma opinião isenta quando o assunto é o nosso clube…). Direi apenas que a derrota de hoje me deixou profundamente desgostoso com muita coisa, incluindo comigo mesmo.

Dois pontos foram suficientes para colocar em causa objectivos importantes de toda uma temporada. Ao quarto jogo oficial – sim, o Belenenses ainda só disputou quatro jogos oficiais!... – ficámos de fora da Taça, por demérito próprio e mérito do adversário (que soube impor dentro de campos os seus trunfos – de jogo e sobretudo «antijogo» – e fora de campo tudo fez para «levar a água ao seu moinho).

Parabéns ao Técnico e sobretudo ao seu n.º15, Joe Gardner, que é de facto um excelente jogador.

Para os rapazes do Belém direi que tenho muito orgulho em pertencer ao seu grupo de trabalho. Lutaram pela vitória, mesmo quando lhes roubaram a possibilidade de jogar de Cruz ao peito (gesto que o Belenenses saberá, com toda a certeza, retribuir na hora certa). Fizeram tudo, mesmo quando já jogavam mais com o coração do que com a cabeça. Merecem descanso e confiança relativamente à temporada que se aproxima (será que vai haver campeonato?).

#2
Um inesperado elogio

O Eng.º Pedro Sousa Ribeiro, ex-Presidente da FPR e membro dos órgãos sociais do nosso adversário desta tarde, falou connosco no fim do jogo e teceu rasgados elogios ao BELENENSES XV. É para nós uma honra que este trabalho seja reconhecido por tão insigne representante do Rugby Nacional.

Num momento em que chegámos a ponderar acabar – ou pelo menos suspender – o Blog, este elogio vem dar-nos força para continuar, pelo menos mais uns tempos.

Belenenses fica por aqui

O Belenenses saiu derrotado hoje no encontro frente à equipa das Olaias. Dois pontos apenas separaram as duas equipas. Fica então por aqui o sonho de chegar à final da Taça de Portugal…

sábado, novembro 25, 2006

Belenenses vs Técnico

Todos ao Restelo! Vamos apoiar a equipa do Belenenses neste importante encontro que poderá valer a presença na final da Taça de Portugal de Rugby senior!

Ainda não foi desta...

Portugal empatou esta tarde a 11 pontos com a Geórgia, no segundo jogo do Play-off de apuramento para o Mundial de França 2007. Os homens do leste avançam assim para o mundial, enquanto que a equipa lusa terá de seguir para a fase de repescagem, na qual terá como adversários Marrocos e, depois, o Uruguai.

Não vou fazer crónica do jogo pois creio que todos o viram (ao vivo ou em directo na 2:).

Para a história fica este resultado, bem como o combinado das duas «mãos».

Registe-se apenas o bom jogo de Portugal, que passou os segundos 40 minutos nos 40 metros finais de terreno defensivo da Geórgia, bem como a péssima arbitragem do juiz galês da partida.

No lugar dos dirigentes da FPR, oferecer-lhe-ia um carregamento de gravatas pois o senhor parece gostar de pescoços bem «quentinhos». É que os georgianos usaram e abusaram das gravatas e placagens altas, com a complacência e até apoio do homem nomeado pela IRB. Lamentável actuação de alguém que até já apitou em jogos da Heineken Cup, e que é oriundo de uma das maiores nações-rugby do mundo.

sexta-feira, novembro 24, 2006

Todos ao Restelo!

A equipa principal de Rugby do Belenenses disputa, no próximo domingo, a meia-final da Taça de Portugal da modalidade, tendo como adversário o Técnico. O jogo terá lugar no Relvado n.º2 do Restelo, com início marcado para as 15:00 horas.

Depois de uma fase de grupos marcada pela desistência de duas das quatro equipas da «pool» do Belenenses, o XV do Restelo foi a Coimbra bater a Académica por 16-17, conquistando assim o direito a disputar a meia-final da Taça de Portugal. Pela frente terá a equipa do Técnico, que bateu na ronda anterior a formação de Agronomia (na Tapada), por inequívocos 8-33. Aguarda-se por um isso um jogo de muita luta e disputado até ao último minuto.

Do lado do Belenenses registam-se as ausências dos atletas integrados nos trabalhos da selecção nacional de XV, que sábado disputa um importante jogo contra a Geórgia, a contar para o apuramento para o Campeonato do Mundo. Os referidos atletas são o pilar luso-argentino Cristian Spachuk, o 2ª linha Sebastião da Cunha, o 3ª linha João Uva e o ponta/centro David Mateus.

Existe todavia a possibilidade de alguns dos referidos jogadores alinharem de azul no domingo, dependendo do tempo de jogo que realizarão no sábado, pela equipa nacional.

No que diz respeito ao Técnico não há ausências a registar, já que o clube das Olaias não conta com nenhum atleta na equipa nacional, depois da lesão do talonador Nuno Taful.

O jogo, a disputar no relvado 2 do Restelo, poderá ser seriamente prejudicado pela chuva e forte vento esperado para este fim-de-semana. A equipa encontra-se todavia ciente das condições adversas que encontará pela frente, e adaptará o seu jogo às circunstâncias.

Apesar do mau tempo, a equipa azul conta com a presença de muitos associados e adeptos do clube, para apoiar o XV em campo.

O árbitro nomeado pela FPR para apitar esta meia-final é Arsénio Tomás, precisamente o mesmo que dirigiu, há duas semanas, o encontro do Belenenses no Estádio Universitário de Coimbra.

A outra meia-final será disputada entre CDUP e CDUL, na cidade do Porto. Este jogo será apitado por António Moita.

Fonte: RV/Site Oficial do Belenenses

quinta-feira, novembro 23, 2006

Soltas

#1
Belenenses prepara 1/2 final

A equipa do Belenenses prepara a meia-final que disputará - em princípio - no domingo, contra o XV das Olaias. Esta noite, os seniores (e juniores) azuis treinaram como habitualmente no campo B do Estádio Nacional, sob intensa chuva e vento.

Prevê-se aliás que as condições atmosféricas se mantenham ou piorem até domingo. No próprio dia do jogo, está prevista também a queda de uma «tromba de água».

Os relvados do Estádio Nacional estavam, pelas 22:00 horas desta noite, muito mal tratados, é poderá ser possível o cancelamento das provas previstas para aquele espaço durante o fim-de-semana...

#2
Penalva regressa...

Sem mais comentários, até para não dizer coisas de que me possa vir a arrepender, informo apenas que o 2ª linha David Penalva se encontra integrado na equipa nacional que prepara o jogo com a Geórgia, do próximo domingo. O jogador luso-gaulês, que recusou as anteriores convocatórias, acabou por se ver obrigado a jogar, uma vez que a IRB penaliza (ao nível das competições nacionais) jogadores que recusem convocatórias das respectivas selecções.

Fica assim de fora o belenense Manuel Mata Pereira (que vinha trabalhando com a selecção nacional há já alguns meses...), o qual treinou esta noite integrado no grupo de trabalho belenense, e não com a equipa nacional, que trabalhava no relvado A, mesmo ao lado.

Repito: sem comentários.

#3
Tomaz Morais na Renascença

O seleccionador nacional Tomaz Morais foi esta manhã entrevista na Rádio Renascença. Para saber mais sobre o programa e a entrevista em causa, clique aqui.

UCC disputa Dudley Cup



A equipa do UCC Rugby – emblema representado por Diogo Mateus – joga este fim-de-semana contra o Old Bohemian Rugby, clube da 1ª Divisão da AIL que ocupa a segunda posição dessa competição nacional na presente temporada.

O jogo terá lugar no dia 25 de Novembro (13:30h locais), no Annacotty (campo do UL Bohemian Rugby), em Limerick.

O jogo realiza-se no âmbito da Dudley Cup.

Diogo Mateus estará ausente, devido aos compromissos da selecção nacional portuguesa (jogo com a Geórgia).

Portugal vs Geórgia: iniciativa da CGD

DESPORTO NÃO É SÓ FUTEBOL


Créditos: João Peral (Blog Peral em Riscos).

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Podemos não ser todos fãs de rugby. Mas somos todos fãs de Portugal. No próximo dia 25 de Novembro, às 15 horas, a nossa Selecção Nacional vai enfrentar a Geórgia num jogo decisivo de apuramento para o Campeonato do Mundo de 2007.

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- Nome do líder
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- Telemóvel
- E-mail
- Universidade/ Faculdade
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Sobre os campos... outra vez!

«O Belenenses foi obrigado a abandonar as Salésias quando Duarte Pacheco, o ministro das obras públicas de Salazar, decidiu que por ali iria passar uma estrada. Foi o fim do mítico recinto desportivo, considerado até á data o melhor campo da Península Ibérica" , recorda Humberto Azevedo.

"Cinquenta anos passaram. O que resta é um degradado espaço, transformado num baldio, uma lixeira", acrescentou Sequeira Nunes, antigo presidente do Belenenses, que ainda acredita que naquele espaço "se possa construir uma infrastrutura desportiva em benefício da população local e em memória das Salésias".»

in Diário de Notícias (23.09.2006)


Legenda: XIVº Portugal-Espanha (futebol), Salésias, Estádio José Manuel Soares, 30 de Janeiro de 1938. Foto publicada no Blog «Belenenses Sempre». Arquivo de Vitor Gomes (a quem desde já agradecemos o precioso registo, bem elocidativo da grandiosidade do Estádio, no final da década de 30).

O temporal previsto para o próximo domingo veio, uma vez mais, colocar a descoberto um dos problemas mais prementes do Rugby nacional e belenense: a falta de campos!

Quem consultar a página web da FPR verificará que, de entre todos os jogos previstos para o próximo fim-de-semana, apenas os respeitantes aos escalões de formação do Belenenses estão por marcar (hora e data). Atenção: estamos a falar de um dos clubes de vanguarda no domínio da formação, e de equipas ganhadoras e fornecedoras de jogadores para as selecções nacionais:

- Juniores: campeões nacionais 2005/2006;

- Juniores: vencedores da Supertaça 2005/2006 e 2006/2007; vice-campeões nacionais e vencedores da Taça de Portugal 2005/2006.

O Belenenses continua a padecer de um mal antigo e «asfixiante» do seu Rugby: a falta de espaços de treino e competição no Complexo do Restelo, e a partilha dos espaços existentes com uma modalidade profissional e semi-profissional (no caso de alguns escalões de formação) como é o futebol.



Temo bem que, a prazo, e até mediante possíveis alterações no elenco directivo do clube, o Rugby possa vir a sofrer bastante! Existem grupos sedentos de vigança face àqueles que, sem culpa nenhuma, são permanentemente acusados de responsabilidades no falhanço do futebol do clube. E o rugby azul tem de se acautelar, encontrando tão rapidamente quanto possível, autonomia no que diz respeito a espaços!

Recordo ou informo (para quem não sabe), que os nossos rapazes mais novos já chegaram a treinar em relvados públicos da zona de Belém, com todos os riscos para a sua saúde que isso implica... Isto para não falar da completa falta de condições dos mesmos para a prática desportiva (uma vez que não estão para isso vocacionados!).

Imagino que, ao ler estas linhas, muitos leitores encolham os ombros e digam que se o Rugby no Belém sobreviveu até aqui, sobreviverá também no futuro. Eu respondo: não é bem assim! O Rugby tem-se defendido com os bons resultados e contas certinhas. Mas no futuro de curto/médio prazo estes – inequívocos – argumentos podem não chegar!

Mais: mesmo que a situação não se altere, o Rugby azul está a «rebentar pelas costuras», com os seniores a treinarem no Estádio Nacional e sem relvados no Restelo, e com os miúdos da formação a dividirem o relvado 2 em pequeníssimas parcelas, o que limita gravemente o treino e a qualidade do mesmo!

Aquela que tem sido e é uma das melhores (e quem sabe a melhor!) escola de jogadores de Rugby de Lisboa e de Portugal corre o risco sério de não evoluir, por falta de meios para dar os passos seguintes... Quero dizer: a situação actual do Belenenses não permite ao clube dar o salto qualitativo que ambiciona!

Volto a lembrar os mais esquecidos (e aqueles que fazem por se esquecer, como os responsáveis camarários), que as Salésias continuam ao abandono. E mais: recordo que ali se disputaram importantes encontros nacionais e internacionais das mais diversas modalidades, com destaque para o futebol mas com o rugby incluído, como me lembrou e bem o jornalista Serafim Marques «Cordeiro do Vale», em recente entrevista que ainda estou a trabalhar, para posterior publicação neste espaço!


Legenda: A primeira equipa de Rugby do Belenenses, no Estádio das Salésias (1928).

Requalifique-se o campo das Salésias! Fazê-lo é concretizar, de facto, uma política de desporto para a cidade e para o país. Aproveite-se esse novo/velho campo para estabelecer protocolos com escolas e com a FPR, no sentido de passar a ser aquele espaço um Estádio ao serviço das selecções nacionais, nos momentos competitivos mais importantes (Torneio das Nações da FIRA, provas da IRB, provas dos escalões de formação).


Legenda: As Salésias... actualmente.

Mas por favor: dê-se atenção ao Belenenses e ao drama que vive no que diz respeito a espaços! Concretizem-se, na prática, as intenções inscritas no plano estratégico! Faça-se justiça a um clube que tudo tem feito pelo desporto nacional, e que em troca – ao longo de quase 9 décadas de história – tão mal tratado tem sido.

quarta-feira, novembro 22, 2006

Irlanda, 21 - Austrália, 6

Texto, fotografia e vídeo da autoria do nosso «correspondente» em Dublin, Manuel Mourão (para quem fica novo e reforçado agradecimento!).



O tempo esteve miserável neste domingo (19/11/2006), naquele que era o último jogo internacional de relevo no velho estádio de Lansdowne Road (para a semana é o último jogo oficial, contra os Pacific Islanders).

O mau tempo não fez com que os adeptos se afastassem, antes pelo contrário, a Australia estava ali à mão de semear para ser batida (o que acontece raramente) e a Irlanda tem vindo a jogar um Rugby entusiasmante.

O jogo comecou com chuva e foi piorando até ao final. A primeira parte ainda foi aceitável, e foi aí que a Irlanda fez uma das melhores primeiras partes de desde há muito tempo. Tal como contra a África do Sul, começou a perder nos minutos iniciais por 3-0, mas esta equipa tem muita experiência, vontade e técnica. Cedo se adaptou ao mau tempo, jogou muito à mão (só aos 20 minutos o abertura Ronan O'Gara chutou para touche pela primeira vez) e controlou sempre o jogo.

Literalmente acampou nos 22 da Austrália e só de lá saiu depois de 2 ensaios (antes ainda um ensaio não concedido por recurso às imagens de vídeo). Chegou a haver uma altura em que o ataque da Irlanda teve 20 (!!!!) fases de jogo, com a bola a ser reciclada de ruck para ruck sem que a Austrália conseguisse fazer nada, a lição estava bem estudada.

Eventualmente a supremacia deu nos dois ensaios antes do intervalo, Dennis Hickie e Geordan Murphy, dois repescados que não jogaram no último fim de semana, em jeito de resposta aos críticos que dizem que este plantel nao tem profundidade.

Na segunda parte o tempo continuou a piorar e o rugby já nao foi tão bom. A Irlanda jogou o «q.b.» para manter o resultado até ao final, aproveitou para rodar mais jogadores (quem diria há uns anos atrás que a Irlanda contra a Australia, estaria a 10 minutos da segunda parte a rodar jogadores em posição vencedora!!!).

O mesmo fez a Austrália: George Smith e Matt Rogers foram dois dos que saltaram do banco, mas a supremacia era evidente e a Austrália nunca pareceu mesmo estar de corpo e alma em campo.

POSITIVO:

- O n.º10 Ronan O'Gara (de onde sairam os dois ensaios) a controlar o jogo perto da perfeição em condições difíceis, especialmente na 1ª parte contra o vento. Está cada vez melhor, e exibições destas já são consideradas normais. Ser o primeiro abertura do mundo pode ser difícil, mas que está lá muito perto... está;

- A 2ª e mais ainda a 3ª linha irlandesa, muito boa tecnicamente, e finalmente com físico e espírito para se bater de igual a igual com qualquer equipa;

- Matt Giteau a jogar outra vez a formação e a mostrar a sua polivalência;

- C.Latham: mesmo num dia mau, é sempre um prazer ver este n.º15.

NEGATIVO:

- O mau tempo;

- A Austrália parecia que tinha vontade de tudo menos de estar a disputar aquele jogo;

- 3 cartões amarelos na primeira parte (1 para a Irlnda e 2 para a Austrália) a deixar o jogo por 10 minutos 13 contra 14;

- A lesão de Larkham tao cedo na segunda parte.

NOTAS FINAIS:

No final os Irlandeses sairam com o sentimento de missão cumprida, e a alegria de pela primeira vez em 40 anos terem batido de seguida duas equipas do hemisfério Sul, e claro com a certeza de chegarem ao Top 3 do Ranking IRB.

Mas atenção: ainda falta muito para o Mundial, não se pode ler muito nestes testes de Outono, especialmente sabendo que as equipas do Sul vêm já em final de época e aproveitam para fazer testes e experiências com jogadores, enquanto as equipas do Norte embora fazendo experiências tambem, fazem menos mexidas, tentam estabilizar a equipa naquelas que são as últimas oportunidades de jogarem contra os candidatos do Sul antes do Campeonato do Mundo.

VÍDEO:

Para ver o vídeo realizado por Manuel Mourão em Lansdowne Road, clique aqui. Trata-se de uma montagem de dois momentos diferentes: um inicial, com o público a cantar o «Ireland's Call», hino da IRFU, e outros posterior, durante o jogo, com a multidão a cantar em uníssono a canção «Fields of Athenry». Aconselho vivamente a visualização deste pequeno vídeo!

Fim-de-semana desportivo (azul)

Sábado

Iniciados B (Olaias)

Jogos:
10.30 - C.R Técnico A x C.F Belenenses B
11.00 - CDUL A x C.F Belenenses B

Iniciados A (Tapada da Ajuda)

Jogos:
11.00 - A.A.A.I.S Agronomia x C.F Belenenses A
12.00 - G.D Direito A x C.F Belenenses A

Domingo

Juvenis e Juniores (Estádio Nacional)

Os jogos iniciam-se às 10.00H com a seguinte ordem de realização:

Juniores
CFB x Agronomia

Juvenis A
CFB x Agronomia

Juvenis B
CFB x Vilamoura

Seniores (Restelo)

A meia-final da Taça de Portugal será no Restelo às 15h
Belenenses x Técnico

Perguntar não ofende...

Fará algum sentido o calendário de jogos para sábado?



No próximo fim de semana realizam-se 24 jogos de escalões masculinos (juvenis, juniores e seniores). Destes 24 jogos, 12 realizam-se domingo (26/11) e 8 no sábado (25/11, dia do jogo Portugal vs. Geórgia). Restam 4 jogos, com datas e hora por marcar.

Dos 8 jogos a realizar no sábado, 5 coincidem com a hora do Portugal vs. Geórgia:

Seniores:
15:00h: Académica vs Lousã
15:00h: Santarém vs Famalicão

Juniores:
14:00h: Elvas vs Vitória FC
15:30h: CDUP vs Académica

Juvenis:
14:00h: CDUP vs Académica

Os outros 3 serão disputados de manhã.

No mesmo dia 25/11, realiza-se no Estádio Nacional a 3ª jornada do Torneio de Abertura senior feminino. O Torneio inicia-se pelas 11:30 horas e será disputado na variante de 7. Será que terminará a tempo das jogadoras envolvidas poderem assistir in loco ao jogo da selecção nacional masculina?

Somos tão poucos a puxar pelos «Lobos»... e ainda assim tão dispersos...

terça-feira, novembro 21, 2006

Belenenses vs Técnico é domingo

O jogo da meia-final da Taça de Portugal, entre Belenenses e Técnico, será disputado no domingo, pelas 15:00 horas, no Relvado n.º2 do Complexo Desportivo do Restelo.



Venha apoiar a equipa do Belenenses!

segunda-feira, novembro 20, 2006

Quatro azuis no Dubai e em George

O site da FPR divulgou esta tarde a lista de jogadores convocados para as duas primeiras etapas do circuito mundial de Sevens, a disputar no Dubai e em George.

Da lista de convocados fazem parte quatro atletas azuis:

- David Mateus
- João Mirra
- Francisco Moreira
- Duarte Bravo

Completam a lista os seguintes atletas:

- Vasco Uva (Direito)
- Frederico Sousa (Direito)
- Pedro Leal (Direito)
- António Aguilar (Direito)
- Adérito Esteves (Agronomia)
- Gonçalo Foro (CDUL)
- Tiago Girão (CDUL)
- Bernardo D'Eça (Técnico)

A prova do Dubai realizar-se-á entre 1 e 2 de Dezembro, e a etapa sul-africana a 8 e 9 do mesmo mês.

Para já, o calendário de jogos determina que os «Lobos» joguem com as seguintes equipas:

Dubai

Pool A:

- Austrália vs. Portugal
- Fiji vs Portugal
- Quénia vs Portugal

George (África do Sul)

Pool B:

- Argentina vs Portugal
- Inglaterra vs Portugal
- Gales vs Portugal

Destaque para o árbitro português João Mourinha, que estará presente nas duas etapas.

Guia de Convívios de Rugby Juvenil

Fazemos aqui uma chamada de atenção para a recentíssima publicação, pela ARS, do “Guia de Convívios de Rugby Juvenil 2006/2007".

Este é um documento que procura regular e uniformizar as competições dos escalões de Bambis, Benjamins e Infantis. É, então, aconselhada a sua leitura por todos os intervenientes na formação de jovens no Rugby: treinadores, dirigentes, encarregados de educação, etc. Para ter acesso directo clique aqui.

Parabéns à equipa técnica da ARS por mais um feito no caminho da dinamização do Rugby em Portugal…

Irlanda sobe ao 3º lugar

Os jogos internacionais de Outono alteraram já o Ranking Mundial da IRB, com a Irlanda a subir ao 3º lugar, relegando Austrália e África do Sul para a 4ª e 5ª posição, respectivamente.

Quem também sobe é a Argentina, que depois de vencer a Inglaterra em Twickenham foi a Itália bater a 6ª potência Europeia. Sexto lugar é precisamente aquele que actualmente ocupa a selecção dos Pumas, mas ao nível... mundial!

Registe-se a descida da Escócia e a 7ª posição da Inglaterra, campeã mundial em título.

Portugal continua a ocupar a 21ª posição, logo atrás da Rússia, com 61.49.

Ranking Mundial de Selecções

1. Nova Zelândia - 94.59
2. França - 85.86
3. Irlanda - 84.68
4. Austrália - 84.63
5. África do Sul - 83.83
6. Argentina - 79.70
7. Inglaterra - 79.55
8. Escócia - 77.72
9. P.Gales - 77.02
10. Samoa - 73.86
(...)
21. Portugal - 61.49

Data: 20/11/2006

Juniores: razões para a «desistência»

Há uns dias atrás, e no contexto de um comentário aqui deixado por um leitor, fui «convidado» a escrever qualquer coisa sobre o problema real (e de certa forma preocupante) respeitante não apenas ao Rugby mas a todas as modalidades desportivas: a elevada taxa de desistência de jogadores no escalão de juniores.



Efectivamente, trata-se de um problema que deverá merecer uma reflexão aprofundada, e este artigo visa apenas lançá-la junto dos leitores do BELENENSES XV. O máximo que farei é avançar com alguns tópicos que me parecem passíveis de discussão.

Em primeira lugar é preciso perceber que a idade durante a qual um atleta atravessa a categoria de junior é precisamente aquela em que, noutros contextos da sua vida, ganha maior autonomia e simultaneamente mais responsabilidades (encontra-se na fase de acesso ou frequência da universidade, ganha mobilidade com a possibilidade de «tirar a carta» e comprar carro, desperta para outros interesses e dispersa a sua atenção, descobrindo novas dimensões da vida em sociedade).

Os juniores enfrentam pois um enorme desafio: num país onde não existem perspectivas de profissionalização no Rugby, eles devem escolher entre os sacrifícios inerentes à prática desportiva e a possibilidade de ter mais tempo e disponibilidade (física e mental) para apostar na escola, no trabalho e nas relações interpessoais (amigos, namoradas, etc.).

Alguns destes rapazes são «puxados» pelo Rugby através de factores adicionais de motivação: começam a jogar ou treinar com os seniores, são chamados a selecções nacionais, interessam-se por outras dimensões do jogo (arbitragem e treino).

Outros, por razões directa ou indirectamente relacionadas com o jogo, desmotivam-se e acabam por «deixar cair» esta prioridade das suas vidas.

Algumas razões:

a) Incompatibilidade entre a prática desportiva e a vida académica/profissional/pessoal. Trata-se, muito provavelmente, da razão mais frequente.

b) Jogadores que devido a menores capacidades físicas ou técnicas não vislumbram possibilidades de integração nas equipas seniores;

c) Autonomização relativamente à família (alguns jogadores ingressam no Rugby por influência familiar e acabam por deixar a modalidade logo que têm idade suficiente para tomar a decisão de cortar com a tradição, sem medo ou constrangimentos relativamente aos pais ou irmãos mais velhos);

d) Lesões: o jogo ao nível junior é já bastante intenso do ponto de vista físico. Alguns jogadores chegam a este escalão com um historial considerável de lesões (e operações!), e acabam por desistir do Rugby como forma de se protegerem de mais situações penosas, do ponto de vista físico.

O escalão junior é de facto um dos «Calcanhares de Aquiles» do Rugby luso (por ser aquele em que se acentua a diferença entre a qualidade nacional e a qualidade internacional). O que gostariamos de saber era qual a opinião dos nossos leitores acerca das razões inerentes a esta realidade. Fica o convite para a contribuição de cada um.

domingo, novembro 19, 2006

Juvenis e juniores vencem C.R. Évora

As equipas de juvenis A e de juniores do Belenenses venceram esta tarde, em Fronteira, os XV's homólogos do C.R. Évora, em jogos a contar para os respectivos Campeonatos Nacionais. Os juvenis bateram os eborenses por 33-3, enquanto que a equipa junior teve maiores dificuldades, e obteve a vitória por 34-31.

Imbatíveis

A um ano do Campeonato do Mundo de 2007, os All-Blacks mostraram ontem mais uma vez o porquê de serem a equipa n.º1 do mundo. Os neozelandeses dominaram o jogo do princípio ao fim, e não obstante uma melhor réplica da equipa gaulesa (mais coesa e forte do que há uma semana atrás), nunca perderam de vista os seus objectivos nem abdicaram dos princípios de jogo que haviam definido para a partida do centenário.

É certo que a opção All-Black não agradou ao público presente no Stade de France... Mas eles não estavam ali para participar na festa! As suas motivações eram outras, e passavam fundamentalmente por ganhar.

Estranha opção a dos homens do hemisfério sul, que aproveitaram todas as penalidades no meio campo francês para chutar aos postes, mesmo quando se encontravam a escassos metros da linha de ensaio. A aposta no pé certeiro de Daniel Carter foi todavia complementada com aquela magnífica frieza no momento de jogar à mão.

Os franceses estiveram mais fortes nas placagens, jogaram mais juntos e raramente deixaram os neozelandeses esticarem o jogo, aproveitando os espaços. Mas acabaram por ser traídos por pequenos (grandes) erros. E aquele ensaio sofrido aos 39 minutos de jogo deitou (quase) tudo a perder!

Do lado neozelandês, e tendo em conta a estratégia pragmática adoptada no encontro de ontem, é difícil encontrar pontos mais fracos. Assim, apenas aquele erro de Leon McDonald - arrier dos Crusaders - que esteve na origem do primeiro ensaio do jogo poderá ter ensombrado mais uma exibição demolidora, sem encher o olho.

Os gauleses continuarão no 2º lugar do ranking, aproveitando a derrota da África do Sul às mãos da Inglaterra, mas desiludem aqueles que (como eu) pensavam estar em França o mais sério concorrente à supremacia neozelandesa! No hemisfério norte creio que a verdadeira resistência se encontra sediada em Dublin... Mas isso é coisa para confirmar mais logo, quando a equipa de Brian O'Driscoll entrar em campo para se bater frente à Austrália!

Quanto aos All-Blacks, parecem ter vindo passear à Europa, sem oposição à altura. Serão os galeses capazes de os travar em Cardiff?

sábado, novembro 18, 2006

Soltas

#1
Selecção nacional descansa...

O estágio previsto para este fim-de-semana foi desconvocado, e os «Lobos» poderão assim passar o fim-de-semana com as suas famílias, nas respectivas casas. Não sei se a motivação para a desconvocação do estágio foi efectivamente essa, mas em todo o caso (e depois de vários meses de intensa actividade), creio que se trata de uma decisão sensata.

#2
Rugby de clubes

Ao nível dos clubes, fim-de-semana com intensa actividade. O Belenenses compete oficialmente nas categorias quase todas: juniores, juvenis (A e B) e iniciados. A todos os atletas que defendem a Cruz de Cristo e a camisola azul os votos de que tudo corra pelo melhor, com bons resultados e poucas lesões.

#3
Apoios aos clubes 2005/2006

Interessante a análise da tabela que recebi por e-mail, através da lista de distribuição de informação da FPR (forma de comunicação da FPR com o exterior que me parece muitíssimo válida e algo a manter no futuro).

Não posso deixar de referir no entanto que me choca que sejam deduzidos 300€ ao Clube de Futebol «Os Belenenses» na sequência do processo disciplinar instaurado a Francisco Borges, treinador principal da equipa senior do clube do Restelo, na sequência de um jogo disputado há quase... um ano:

«Jogo: CF BELENENSES-CDUL (CN HONRA) - Data: 03/12/05 - Categoria: Senior - aplicar ao treinador Francisco Borges, do CF Belenenses, a sanção de 90 (noventa) dias de suspensão e 300,00€ (trezentos euros) de multa por violação da alínea b) do artº. 32 do Regulamento Disciplinar.»

Como a dedução é feita directamente pela FPR (pelo menos é o que a tabela dá a entender) pouca margem resta ao Belenenses para contestar a decisão e sua concretização.

O valor é relativamente baixo, mas nem é essa a questão central. O que me parece importante é o facto de estarmos perante uma decisão muitíssimo atrasada e até mal explicada, relativa a um jogo que decorreu com grande normalidade. Espero sinceramente que o Conselho Disciplinar funcione em 2006/2007 com outra rapidez.

#4
Importa-se de repetir?

Alguém referiu aqui no Blog que o Vitória Futebol Clube (vulgo «Vitória de Setúbal») havia recebido significativa quantia para apoio ao desenvolvimento do Rugby no âmbito do clube do Sado. Outra pessoa acrescentou que o vitória usou pelo menos parte desse dinheiro na contratação de jogadores argentinos e de atletas do C.R. Évora, que passaram a competir num regime de semi-profissionalismo (falou-se em remunerações na casa dos 400€).

Pessoalmente não conhecia o caso, e à primeira vista parece-me sempre positivo que um clube desportivi seja apoiado no desenvolvimento do Rugby.

Importa no entanto definir um género de caderno de encargos, com regras rígidas relativamente ao aproveitamento dos fundos (ou que se pode e o que não se pode fazer). É que 150.000 euros é muito dinheiro... ainda para mais quando entregue a um emblema que não tem a dimensão (em termos de actividade e sobretudo relativamente ao número de jovens praticantes) de outros emblemas que se debatem hoje com significativos problemas financeiros.

A confirmar-se esta notícia muito gostaria de saber quem concedeu este apoio desproporcionado, em que termos e com que objectivos. Afinal... é dinheiro público, ou não?

sexta-feira, novembro 17, 2006

Uma questão de responsabilidade

«Due to an unacceptable level of inappropriate material being posted on this forum, the IRB has decided to remove this functionality from the website»

(citação do Site da IRB)



As atitudes de alguns podem prejudicar todos! Trata-se de uma verdade ou um facto tão antigo quão antiga é a convivência entre seres humanos.

A IRB resolveu remover do seu site oficial o conjunto de foruns onde, ao longo de muito tempo, se escreveu muita coisa interessante sobre a modalidade... mas onde simultaneamente, de quando em quando, alguns utilizadores mais perturbados descarregavam as suas iras e frustrações pessoais.

Pela minha parte, como frequentador dos referidos espaços, manifesto a minha pena e, simultaneamente, inteira compreensão relativamente à decisão da Board. É que os foruns estavam a tornar-se em espaços de utilidade cada vez mais duvidosa, e que desprestigiavam o Rugby e os seus valores primordiais de fair-play, frontalidade, sã convivência e respeito pelo próximo.

Eis um bom exemplo a convidar à reflexão de todos...

Jogo do Centenário: Allez les B...lancs!



Há cerca de 100 anos atrás, França e Nova Zelândia protagonizavam no Parque dos Princípes, em Paris, aquele que foi oficialmente considerado o 1º jogo oficial da selecção nacional gaulesa (isto não obstante uma equipa representativa da França ter vencido a medalha de ouro nos Jogos Olímpicos de 1900, na modalidade de Rugby).

O jogo terminou com uma vitória dos All-Blacks (38-8), a qual constituiu a 33ª em 32 jogos disputados pela equipa Kiwi, a melhor do mundo naquela época... como agora!

Cerca de 100 anos mais tarde (quase 101, na verdade), gauleses e All-Blacks voltam a encontrar-se, no Stade de France, para esgrimir argumentos e proporcionar a milhões de pessoas em todo o mundo um espectáculo que se espera memorável. Todos os condimentos estão reunidos, e as selecções em campo são «apenas» a n.º1 e n.º2 do Ranking da IRB.

Durante a semana, Laporte (treinador francês) preferiu realizar um trabalho de recuperação mental da equipa ao normal trabalho físico, depois da pesada derrota de Lyon (3-47). Compreende-se: a época já vai longa em França, e os jogadores não precisam de mais carga física! Precisam, isso sim, de aumentar os níveis de confiança e de auto-estima, trabalho que é possível realizar fora das quatro linhas, com ajuda especializada e mediante a concretização de um plano de treino mental adequado.

Do lado neozelandês, novas mexidas na equipa mas... a mesma mentalidade vencedora! Todos os trunfos estão do lado dos homens de Graham Henry, altamente motivados pelos excelentes resultados desportivos. Interessante será ver Ma'a Nonu jogar ao lado de Mils Muliaina (habitual n.º15), nas posições 12 e 13.

Uma nota final para o equipamento francês: os Bleus jogarão amanhã de branco, com meias azuis, procurando assim reproduzir (quase) na integra o original equipamento de 1906. As meias eram todavia pretas, e desta vez - para prevenir confusões nos rucks... - a equipa gaulesa entrerá com meias azuis.

Como gritarão os (fanáticos) adeptos franceses? «Allez les Bleus» ou... «Allez les Blancs»?



Transmissão em directo, na TV5 Monde (Canal 83 da TV Cabo), a partir das 19:52h de sábado.

quinta-feira, novembro 16, 2006

XV do Presidente, 30 - URBA, 25



Em jogo disputado esta noite no Estádio Universitário de Lisboa, a equipa nacional conquistou uma vitória muito importante e moralizadora sobre a selecção provincial de Buenos Aires, por 30-25. Recorde-se que em Setembro, em Buenos Aires, as mesmas equipas se defrontaram, tendo então a vitória pertencido aos Aquilas, por 26-0.

Os XV's iniciais das duas equipas foram:

XV do Presidente (Portugal):

1. Cristian Spachuk
2. João Correia
3. Joaquim Ferreira
4. Sebastião da Cunha
5. Juan Severino
6. Diogo Coutinho
7. Paulo Murinello
8. Vasco Uva
9. Luis Pissarra
10. Cardoso Pinto
11. Pedro Carvalho
12. Frederico Sousa
13. Miguel Portela
14. David Mateus
15. Pedro Leal

URBA:

1. Beggino Gonzalo
2. Costa Repetto Agustín
3. Lecot Francisco
4. Aranguren Felipe
5. Neyra Nahuel
6. Achaval Miguel
7. Brinnand Joaquín
8. Abadie Alejandro
9. Albarracín Francisco
10. Bottini Santiago
11. Del Busto Ramiro
12. Camacho Gonzalo
13. Gauthier Juan Ignacio
14. Merello Francisco
15. Gómez Cora Santiago

Parabéns aos bravos jogadores lusitanos!

Notas:

- Créditos da imagem: Site Oficial da FPR;

- Agradecemos aos nossos leitores que, através da caixa de comentários, ajudaram à construção desta pequena notícia, bem como ao Pai Mirra, que «em directo» do balneário da equipa nacional nos fez chegar o resultado final.

Fim-de-semana desportivo

Esta vai ser mais um fim-de-semana com várias competições azuis.

Sexta-Feira

Às 20h30 os Seniores do Restelo deslocam-se à Tapada da Ajuda para efectuarem um jogo-treino.

Sábado

Às 13 horas a equipa “B” do escalão de juvenis vai até às Olaias para defrontar o Técnico. Este é um jogo a contar para o Campeonato Nacional de Juvenis/Volkswagen.

Os iniciados começam o Torneio de Inverno, organizado pela ARS, nesta jornada por coincidência as equipas “A” e “B” jogam no mesmo campo. Assim a partir das 14 horas em Monsanto podem ver os sub 15 azuis a jogar contra o GGDireito e o CRÉvora.

Domingo

Domingo é dia de deslocações, os juvenis e os juniores vão até Fronteira. As equipas Sérgio Ferreira e Pedro Gonçalves jogam contra o C.R. Évora.

14h00 – Juniores
15h30 – Juvenis

XV do Presidente vs. URBA

O chamado XV do Presidente enfrenta esta noite, pelas 20:00 horas, a selecção provincial de Buenos Aires, num encontro amigável integrado na digressão dos «Aquilas» pela Europa.

O site da FPR ainda não divulgou nenhuma convocatória nem anunciou o XV para o jogo de mais logo.

A selecção da URBA apresenta-se em Lisboa sem 9 jogadores habituais no XV de Buenos Aires, e que se encontram integrados nos Pumas, actualmente em digressão pela Europa. Os referidos jogadores são: Horacio Agulla, Pablo Gambarini, Jaime Arocena
Hernán Senillosa, Nicolás Fernández Miranda, Pablo Gómez Cora, Juan Gómez, Esteban Lozada e Alberto Vernet Basualdo.

Ainda assim, e tendo em conta a quantidade e qualidade dos jogadores de Rugby argentinos, estamos certos de que o jogo desta noite proporcionará aos espectadores presentes no Estádio Eng.º Vasco Pinto de Magalhães (Estádio Universitário de Lisboa) momentos de grande qualidade!

quarta-feira, novembro 15, 2006

Belenenses visita a Tapada



A equipa senior do Belenenses efectua na prómixa 6ª feira, dia 17, um jogo de treino frente à equipa de Agronomia. Este encontro enquadra-se nos trabalhos de preparação das duas equipas para a Divisão de Honra e, no caso específico do Belenenses, na preparação para o jogo com o Técnico, a contar para as 1/2 finais da Taça de Portugal.

O treino tem início pelas 20:30 horas.

Recorde-se que no último fim-de-semana a equipa do Belém foi a Coimbra bater a AAC por 16-17, enquanto que o XV agrónomo recebeu em sua casa o Técnico, tendo perdido por 8-33.

terça-feira, novembro 14, 2006

XV do Ano - a votação dos leitores (parte II)

Depois de alguns comentários algo ambíguos e até claramente injustos relativamente aos critérios aplicados na votação e apuramento do XV do ano (baseado única e exclusivamente na votação dos nossos leitores, que decorreu durante vários dias por via de e-mail e caixa de comentários do blog), e por sugestão de um nosso leitor, vimos publicar uma lista mais completa de jogadores votados (3 por camisola).

Esperamos assim que se compreenda definitivamente que nesta eleição tudo foi feito de forma absolutamente clara e sem interferência dos editores do blog que não na definição das camisolas n.º4 e n.º5, verificada que foi a vitória de Gonçalo Uva nas duas.

Fica assim encerrada a discussão em torno da votação, pese embora o blog continue naturalmente aberto ao contributo de todos relativamente a outras matérias ligadas à avaliação do desempenho dos jogadores (estes e outros) durante a época 2005/2006.

Classificação por camisola (3 primeiros):

Camisola n.º1

1º - Cristian Spachuk (Belenenses)
2º - Jorge Kostesky (CDUP)
3º - Rui Cordeiro (Académica)

Camisola n.º2

1º - João Correia (Direito)
2º - Nuno Taful (Técnico)
3º - Badocha (Agronomia)

Camisola n.º3

1º - Joaquim Ferreira (CDUP)
2º - Cristian Spachuk (Belenenses)
2º - Juan Murré (Belenenses)
2º - João Correia (Direito)

(todos os 2º classificados com o mesmo n.º de votos)

Camisola n.º4

1º - Gonçalo Uva (Direito)
2º - Marcelo d'Orey (CDUP)
3º - Manuel Mata Pereira (Belenenses)

Camisola n.º5

1º - Gonçalo Uva (Direito)
2º - Manuel Mata Pereira (Belenenses)
3º - Marcelo d'Orey (CDUP)

Camisola n.º6

1º - Eduardo Acosta (Direito)
2º - Paulo Murinello (CDUL)
2º - Francisco Fragateiro (CDUP)

(todos os 2º classificados com o mesmo n.º de votos)

Camisola n.º7

1º - Paulo Murinello (CDUL)
2º - João Uva (Belenenses)
2º - Vasco Uva (Direito)

(todos os 2º classificados com o mesmo n.º de votos)

Camisola n.º8

1º - Vasco Uva (Direito)
2º - Conrad Stikling (Agronomia)
3º - António Sarmento (CDUP)
3º - Eduardo Acosta (Direito)

(todos os 3º classificados com o mesmo n.º de votos)

Camisola n.º9

1º - Luis Pissarra (Agronomia)
2º - José Pinto (Lazio)
3º - Lourenço Kadosh (Agronomia)

Camisola n.º10

1º - Gonçalo Malheiro (CDUP)
2º - Duarte Cardoso Pinto (Agronomia)
3º - Eddie Hekenui (Benfica)

Camisola n.º11

1º - Pedro Carvalho (Direito)
2º - Sebastião da Cunha (Belenenses)
2º - Adérito Esteves (Agronomia)
2º - Gonçalo Foro (CDUL)
2º - Diogo Gama (Benfica)

(todos os 2 classificados com o mesmo n.º de votos)

Camisola n.º12

1º - Diogo Mateus (Belenenses) - jogador mais votado da eleição
2º - João Abreu Lima (CDUP)*

Camisola n.º13

1º - Miguel Portela (Direito)
2º - Frederico Sousa (Direito)
2º - Bernard d'Eça (Técnico)

(todos os 2 classificados com o mesmo n.º de votos)

Camisola n.º14

1º - Frederico Sousa (Direito)
2º - David Mateus (Belenenses)
2º - António Aguilar (Direito)
2º - Pedro Carvalho (Direito)

(todos os 2 classificados com o mesmo n.º de votos)

Camisola n.º15

1º - Pedro Leal (Direito)
2º - Miguel Freitas (CDUP)
3º - Joe Gardner (Técnico)

Nota:

* O voto em João Abreu Lima surgiu num XV proposto por uma nossa leitora, cuja constituição era de 14 jogadores do CDUP mais um do Belenenses (Cristian Spachuk). A sua votação foi considerada como válida, apesar da clara falta de critério da referida leitora (que não a simpatia pelos jogadores em causa).

Portugal vs URBA

Portugal defronta a equipa provincial de Buenos Aires na próxima 5ª feira (dia 16), em jogo particular e amigável, no contexto da digressão dos argentinos à Europa. Recorde-se que em Setembro foi a vez do XV do Presidente deslocar-se à América do Sul, tendo defrontado numa das três partidas disputadas os «Águias» e perdido por 0-26.

A equipa da URBA apresenta-se em Lisboa fragilizada (uma vez que conta com vários atletas integrados na equipa principal nacional, também em digressão pela Europa), mas ainda assim com argumentos mais do que suficientes para criar enormes dificuldades à selecção de Portugal.

Eis a lista de jogadores seleccionados para a digressão europeia:

Avançados

Francisco Lecot - Pilar - Regatas
Daniel Avalos - Pilar - Alumni
Gonzalo Begino - Pilar - CUBA
Ignacio Pietropaolo - Pilar - Los Matreros
Javier Caratti - Talonador - Alumni
Agustín Costa Repetto - Talonador - Los Matreros
Felipe Aranguren - 2ª linha - CUBA
Miguel Saugy - 2ª linha - GEBA
Nahuel Neyra - 2ª linha - Alumni
James Stuart - 2ª linha - CASI
Miguel Achaval - Asa - Alumni
Joaquin Brinnand - Asa - CASI
Alejandro Abadie - Asa/n.º8 - San Fernando
Agustín Creevy - Asa/n.º8 - San Luis

Médios

Ramiro Dobal - Formação - San Fernando
Francisco Albarracín - Formação - La Plata
Santiago Fernandez - Abertura - Hindú

Defesas

Ramiro del Busto - Ponta/Centro - Los Matreros
Santiago Bottini - Abertura/Centro - Alumni
Mariano Lecot - Ponta/Centro - Regatas
Gonzalo Camacho - Ponta/Centro - BS SA C&R
Agustín Gosio - Ponta/Arrier - Newman
Francisco Merello - Ponta/Centro - Regatas
Juan Gauthie - Centro/Arrier - Hindú
Santiago Gomez Caro - Ponta/Arrier - Lomas

O jogo terá lugar no Estádio Eng.º Vasco Pinto de Magalhães (Estádio Universitário de Lisboa), às 20:00 horas da próxima 5ª feira (dia 16).

Jogos Internacionais - Resultados



Novembro é mês de digressões para as equipas do hemisfério sul à Europa. Eis os resultados dos jogos realizados até ao momento:

Ospreys (Gales), 24 - Austrália A, 16 (1 Nov.)
País de Gales, 29 - Austrália, 29 (4 Nov.)
Inglaterra, 20 - Nova Zelândia, 41 (5 Nov.)
Inglaterra, 18 - Argentina, 25 (11 Nov.)
Itália, 18 - Austrália, 25 (11 Nov.)
França, 3 - Nova Zelândia, 47 (11 Nov.)
Irlanda, 32 - África do Sul, 15 (11 Nov.)
País de Gales, 38 - Ilhas do Pacífico, 20 (11 Nov.)
Escócia, 48 - Roménia, 6 (11 Nov.)

Realce para as vitórias da Nova Zelândia (em especial a última, contra a França, equipa n.º2 do Ranking da IRB), dos Ospreys, da Argentina em Twickenham (confirmando a boa impressão deixada em 2005 em Cardiff, quando empatou com os British & Irish Lions a 25 pontos) e da Irlanda, que dominou a África do Sul.

No próximo fim-de-semana, temos:

França - Nova Zelândia (18 Nov., em directo na TV5 Monde)
Itália - Argentina (18 Nov.)
Inglaterra - África do Sul (18 Nov.)
Escócia - Ilhas do Pacífico (18 Nov.)
Irlanda - Austrália (19 Nov.)

segunda-feira, novembro 13, 2006

Mais uma vez a arbitragem

Este artigo vem na sequência de um artigo publicado no DN sobre o uso de sistemas áudio entre os árbitros de futebol. Para os mais curiosos basta clicar aqui para ler o texto em questão.

A utilização de intercomunicadores entre árbitros é bastante conhecida no Rugby, bem como o vídeo-árbitro que tem sido tão cobiçado por outras modalidades. Falo como é claro ao nível internacional!, em Portugal a realidade é diferente. Árbitros completamente sozinhos dentro de campo, onde tem (quase) sempre 30 jogadores contra ele. Desde logo em qualquer jogo os problemas são variados: o recinto de jogo, cartões de jogadores muitas vezes não existentes, dirigentes, treinadores, jogadores e assistência.

Neste momento só por muito amor ao Rugby é que vê surgir novos árbitros, só mesmo por carolice é que se anda a dar o litro dentro e fora do campo e a ouvir vozes que nem sabem quantas leis de jogo existem (para os que não sabem são 22!) muito menos o seu conteúdo. Não bastando todas estas contrariedades ainda têm que avançar da sua carteira todas as despesas relativas a deslocações, que são posteriormente restituídas pela Federação… mais de 7 meses depois!

Nem tudo são más notícias nesta área, é de realçar que árbitros como Rohan Hoffmann e Pedro Murinello estão a ascender a passos largos no panorama nacional.

Fazemos mais uma vez aqui uma chamada de atenção para o curso de arbitragem que começa no próximo sábado, com prelecção de João Mourinha e Arnaldo Neto. As inscrições fora alargadas, até dia 15, provavelmente pelas poucas existentes… vamos inverter o estado das coisas. Mais informações sobre o curso aqui.

domingo, novembro 12, 2006

Académica, 16 - Belenenses, 17

O Belenenses conquistou esta tarde uma importante vitória na cidade de Coimbra, ao bater a Académica por 16-17, garantindo assim a presença na meia-final da Taça de Portugal. A vitória foi sofrida e suada, mas premiou o espírito de equipa e de sacrifício de um XV com múltiplas alterações e recheado de jovens jogadores.


Legenda: Imagem de arquivo.

Era sabido que o jogo seria muitíssimo disputado. A Académica havia vencido o seu grupo de apuramento, contando por vitórias os jogos disputados (incluindo as duas partidas contra o GD Direito). Por outro lado, o Belenenses apresentava-se em Coimbra com um grupo de jogadores muito jovem, no qual pesavam as ausências de Cristian Spachuk e Paulo Santos (ao serviço da selecção nacional), João Uva, Sebastião Cunha, Nuno Garvão e Juan Murré (por motivo de lesão).

A comitiva azul partiu todavia para a cidade do Mondego com vontade de realizar um bom jogo e assegurar a presença nas meias-finais da Taça de Portugal.

O Belenenses apresentou um XV inédito, com muita juventude: Murteira, António Fraga, Carlos Janardo, Fezas Vital, Mata Pereira, Gonçalo Lucena, Salvador Cunha, Valter Jorge, José Maria Lino, Diogo Miranda, Francisco Cunha (capitão), David Mateus, Diogo Pinheiro, Duarte Bravo e João Mirra. Registe-se a inclusão na equipa que alinhou de início de 3 juniores (Fezas Vital, Diogo Miranda e Duarte Bravo). No banco sentaram-se ainda: Nuno Reimão (júnior), Tiago Cabral, Diogo Castro, Gonçalo Gonçalves e Diogo Jorge.

A partida iniciou a bom ritmo, com a Académica a procuram investir através do seu pack avançado, estratégia muito bem contrariada pelos homens da frente da Cruz de Cristo. Às investidas dos «estudantes» respondiam os azuis com placagens efectivas (as quais se traduziram em alguns «turn-overs»), solidez nas mêlées e muita coragem nos rucks.

Aos 20 minutos de jogo o marcador registava ainda o nulo, desfeito pouco depois através de um ensaio de Manuel Mata Pereira, que correu para 5 pontos na sequência de um roubo de bola de Valter Jorge.

O Belenenses dominava nesta fase o jogo, e quando a Académica procurava responder o XV do Restelo volta a somar 5 pontos, desta feita através do centro adaptado a ponta Duarte Bravo. Após conversão de Diogo Miranda, o árbitro Arsénio Tomás apitava para o final da primeira metade.

O pack da Académica, que havia sofrido alterações ainda durante o primeiro tempo, entrou com vontade de dar a volta ao resultado, e apenas 4 minutos após o recomeço chegou ao ensaio. Minutos mais tarde, uma penalidade frontal aos postes garantia aos estudantes o 8-12 e o regresso à discussão do encontro.

Os técnicos azuis, sentindo algum desgaste no pack e também na linha de «três-quartos» fizeram entrar Gonçalo Gonçalves (para o lugar de Gonçalo Lucena) e Tiago Cabral (para substituir o centro Diogo Pinheiro). Esta segunda alteração não demorou a surtir efeitos, já que praticamente na primeira vez que tocou na bola, Tiago Cabral correu cerca de 35 metros (por entre jogadores adversários) para o ensaio e 8-17.

O jogo parecia controlado, mas uma nova penalidade convertida pelo n.º15 da Académica recolocava os estudantes à distância de um ensaio convertido (11-17). Esse ensaio veio efectivamente a acontecer, em cima do apito final, mas sem que Francisco Serra tivesse conseguido os dois pontos da conversão.

No fim da partida, o Belenenses festejava uma vitória sofrida e suada, mas com um sabor especial para uma equipa que soube lutar do primeiro ao último minuto, e que teve nos seus homens da primeira linha uma agradável surpresa (recorde-se que nunca antes estes jogadores haviam alinhado em conjunto numa partida oficial), pelo espírito de sacrifício e pela entrega à luta, que deixou marcas visíveis nos corpos.

Segue-se a meia-final contra a equipa do Técnico, que venceu esta tarde a formação de Agronomia, na Tapada. O encontro terá lugar no dia 26 de Novembro, no Restelo.

Ficha de jogo:

12/11/2006
Estádio Universitário de Coimbra, 15:00h.
Árbitro: Arsénio Tomás.

ACADÉMICA, 16

João Cardoso, Luís Sequeira (capitão), Pedro Santos, Diogo Pinheiro, Hugo Gomes, Ricardo Silva, Eduardo Correia, Vasco Couceiro, Gonçalo Almeida, João Ataíde, Paulo Sanches, Nuno Sequeira, Ricardo Dias, Sérgio Franco e Francisco Serra. Suplentes: Claúdio Teixeira, Hugo Martins, Tiago Coelho, João Lopes, Rui Rodrigues, Leandro Fonseca e Bruno Pinto.

BELENENSES, 17

Fernando Murteira, António Fraga, Carlos Janardo, Fezas Vital, Mata Pereira, Gonçalo Lucena, Salvador Cunha, Valter Jorge, José Maria Lino, Diogo Miranda, Francisco Cunha (capitão), David Mateus, Diogo Pinheiro, Duarte Bravo e João Mirra. Suplentes: Nuno Reimão, Tiago Cabral, Diogo Castro, Gonçalo Gonçalves e Diogo Jorge

Marcaram pelo Belenenses: Mata Pereira (5), Duarte Bravo (5), Tiago Cabral (5) e Diogo Miranda (2). Disciplina: cartão amarelo para Gonçalo Gonçalves, aos 65 minutos.

Evolução do marcador: 0-5/0-10/0-12 (0-12, intervalo); 5-12/8-12/8-17/11-17/16/17.

sábado, novembro 11, 2006

XV do Ano - a votação dos leitores (actualização)

Com o devido pedido de desculpas relativamente ao atraso na publicação dos resultados (no fundo isto também não é a nossa vida!), vimos publicar o resultado da votação para o XV do ano 2006. Relembramos que existiam dois mecanismos de votação: por e-mail, ou através da caixa de comentários do Blog. Foram aceites todos os votos, excepção feita a um, por ser claramente desajustado do espírito de alguma seriedade que procuramos cultivar no BELENENSES XV.

Eis o XV eleito pelos leitores do BELENENSES XV (ano de 2006):



1. Cristian Spachuk (Belenenses)
2. João Correia (Direito)
3. Joaquim Ferreira (CDUP)



4. Gonçalo Uva (Direito)
5. Marcelo d'Orey (CDUP)



6. Eduardo Acosta (Direito)
7. Paulo Murinello (CDUL)
8. Vasco Uva (Direito)



9. Luís Pissarra (Agronomia)
10. Gonçalo Malheiro (CDUP)



11. Pedro Carvalho (Direito)
12. Diogo Mateus (Belenenses)
13. Miguel Portela (Direito)
14. Frederico Sousa (Direito)



15. Pedro Leal (Direito)

Algumas curiosidades estatísticas:

- Recebemos 38 votos;

- O jogador mais votado de todos foi Diogo Mateus, então ao serviço do Belenenses, que recebeu a preferência de 37 participantes, sempre para a camisola n.º12.

- Outros jogadores preferidos para as respectivas camisolas com larga margem foram: João Correia (n.º2), Joaquim Ferreira (n.º3), Gonçalo Uva (n.º4), Eduardo Acosta (n.º6), Paulo Murinello (n.º7), Vasco Uva (n.º8), Pedro Carvalho (n.º11) e Miguel Portela (n.º13).

- Apenas um jogador venceu em duas camisolas (Gonçalo Uva foi o mais votado para o n.º4 e n.º5). O segundo jogador mais votado, no conjunto das duas camisolas, foi Marcelo d'Orey e assim, pese embora Manuel Mata Pereira fosse o 2º mais votado para a camisola 5, o jogador do CDUP arrebatou o posto na 2ª linha do XV do ano.

a) Gonçalo Uva: 32 votos
b) Marcelo d'Orey: 29 votos
c) Manuel Mata Pereira: 16 votos

- A camisola n.º8 (dominada por Vasco Uva) teve ainda um outro protagonista, o sul-africano Conrad Stikling (Agronomia), que teve a preferência de 10 votantes.

- A camisola n.º7 teve como segundo classificado o belenense João Uva, lesionado entre Fevereiro e Setembro de 2006. O atleta esteve de fora dos momentos altos da temporada (contexto nacional), mas impressionou com o início espectacular de campeonato bem como pelas boas exibições na selecção de sevens (etapas iniciais do circuito da IRB) e de XV (jogo com as Ilhas Fiji, durante o qual assumiu - uma vez mais - funções de capitão). Pessoalmente, creio que se João Uva não se tivesse lesionado, seria um indiscutível da camisola n.º7 nacional... Isto sem querer tirar nenhum mérito nem valor ao flanqueador e «implacável placador» Paulo Murinello.

- A categoria mais «renhida» de todas foi a de médios-formação, com José Pinto a receber 16 votos, menos 1 que Luis Pissarra (17 votos). Igualmente disputadas foram as camisolas 10 (entre Gonçalo Malheiro e Duarte Cardoso Pinto), a camisola n.º14 (Frederico Sousa, Pedro Carvalho, David Mateus e António Aguilar) e a camisola n.º15 (Pedro Leal, Miguel Freitas e Joe Gardner).

A todos os leitores que participaram na nossa votação, o nosso muito obrigado!

Notas:

- A votação foi iniciada mesmo antes do começo da 5ª ronda europeia de apuramento para o Mundial de 2007 (Pool com a Itália e com a Rússia) e encerrou antes de ser divulgada a convocatória para o jogo com a Geórgia. Assim, esta eleição não pretende servir de recado para ninguém e muito menos para o Prof. Tomaz Morais, técnico com provas dadas, prestígio internacional e relativamente ao qual temos grande estima e inteira confiança. Mais: nesta votação foram abrangidos atletas cuja convocatória para a selecção nacional é actualmente impossível (ex. Eduardo Acosta).

- Créditos das fotos: Fotografias de Pedro Carvalho e Eduardo Acosta foram retiradas do site do GDD; Fotografias de Joaquim Ferreira, Gonçalo Uva, Frederico Sousa e Pedro Leal foram retiradas do site da FPR; Fotografia de Vasco Uva retirada do site da Federação Checa de Rugby: Fotografia de Marcelo d'Orey cedida por Isabel Ozorio.

Geórgia, 17 - Portugal, 3

Há esperança, digo eu!

17-3 não é resultado que todos esperávamos, mas também não torna a recuperação impossível, na segunda mão de dia 25, em Lisboa.

Sem grandes comentários, que o cansaço também é grande (o nervosismo destas última hora e meia deixa marcas...), creio não faltar à verdade se disser que o jogo conheceu momentos de domínio português (na 1ª parte) e uma segunda parte toda da Geórgia, com o cansaço (que tem razões diversas!) a fazer-se sentir e a conduzir Portugal a erros ausentes dos primeiros 40 minutos.

Estivémos melhor na touche (na 1ª parte foi toda nossa), mas acabámos por ceder ao pack adversário no segundo tempo. É todavia importante notar que a diferença em termos de pontos alarga-se no início da segunda parte, quando Portugal se encontra em desvantagem numérica devido ao cartão amarelo mostrado a Frederico Sousa.

Ainda assim defendemos muito e muitas vezes bem, impedindo um resultado mais dilatado, muitas vezes no últimos metros de terreno antes da linha de ensaio lusa. Frederico Sousa executou uma placagem fantástica quando ponta georgiano já não tinha ninguém pela frente, e nos últimos segundos do jogo conseguimos recuperar uma bola que por ali andava, a cêntimetros do ensaio...

A Geórgia não foi melhor nos primeiros 40 minutos. Aliás, creio que a diferença entre as duas equipas se encontra sobretudo no plano da resistência física ao esforço, e nas soluções de banco (maior qualidade do banco dos homens de leste... menos soluções eficazes no banco de Tomaz Morais). Mas mereceu vencer pela forma como empurrou os «Lobos» para o seu meio campo, na fase final do jogo.

14 pontos é uma diferença considerável... mas no fundo são dois ensaios convertidos. Nada de impossível para uma equipa portuguesa devidamente apoiada em casa e com mais soluções (recorde-se que alguns jogadores não se deslocaram a Tblissi devido a compromissos profissionais e escolares que não os impedirão de alinhar em Lisboa).

Pela minha parte já estou a contar os dias que nos separam de 25 de Novembro. E vou (vamos, aqui no blog!) fazer tudo o que estiver ao nosso alcance para divulgar o jogo e encher - desta vez sim, encher de facto - o Estádio Universitário de Lisboa.

Hoje perdemos... Mas o Mundial de 2007 continua a 80 minutos de distância.

Força, Lobos! Força, Portugal.

Equipa Portuguesa:

1. Rui Cordeiro
2. João Correia
3. Joaquim Ferreira
4. Gonçalo Uva
5. Marcelo d'Orey
6. Diogo Coutinho
7. Paulo Murinello
8. Vasco Uva (capitão)
9. José Pinto
10. Gonçalo Malheiro - 3 pts.
11. Pedro Carvalho
12. Diogo Mateus
13. Frederico Sousa
14. António Aguilar
15. Miguel Portela

16. Cristian Spachuk
17. Gustavo Duarte
18. Juan Severino
19. Francisco Fragateiro
20. Luis Pissarra
21. Cardoso Pinto
22. Pedro Leal

Marcha do Marcador:

1ª parte: 5-0 / 7-0
2ª parte: 7-3 / 12-3 / 14-3 / 17-3

Força Portugal!

Não há mais nada a dizer... mais nada a discutir! Hoje é dia de jogo e a hora é de unir. Portugal inteiro - ou pelo menos o mundo oval português, mais aqueles que nas últimas semanas se apreceberam que por cá se joga Rugby, e do bom! - vai estar de olhos postos na 2:, mais ou menos a partir das 15:00 horas.

Força, «Lobos»! Força, Portugal!

sexta-feira, novembro 10, 2006

Rugby de qualidade na TV (actualização)

Não é todos os dias que temos a oportunidade de assistir, em Portugal, a dois directos de Rugby, na televisão. E vai acontecer amanhã!



À tarde, e como já anunciámos por diversas vezes, a 2: vai transmitir o jogo da 1ª mão dos Play-Off (zona de apuramento europeia) entre a Geórgia e Portugal, em directo de Tblissi. O jogo tem início pelas 15:05h.



Mais tarde, pelas 20:00h, será a vez da TV5 Monde (canal disponível através da TVCabo) transmitir em directo o jogo entre as selecção n.º1 e n.º2 do Ranking da IRB, respectivamente a Nova Zelândia e a França. O jogo terá lugar em terras gaulesas, e já são conhecidos os XV's de cada um dos colossos do Rugby mundial.

França:

15. Julien Laharrague
14. Aurelien Rougerie
13. Florian Fritz
12. Yannick Jauzion
11. Christophe Dominici
10. Damien Traille
9. Dimitri Yachvili
8. Elvis Vermeulen
7. Julien Bonnaire
6. Thierry Dusautoir
5. Pascal Pape
4. Fabien Pelous (capitão)
3. Pieter de Villiers
2. Dimitri Szarzewski
1. Sylvain Marconnet

16. Raphael Ibanez
17. Olivier Milloud
18. Lionel Nallet
19. Remy Martin
20. Jean-Baptiste Elissalde
21. David Marty
22. Cedric Heymans

Nova Zelândia:

15. Leon MacDonald
14. Joe Rokocoko
13. Conrad Smith
12. Luke McAlister
11. Sitiveni Sivivatu
10. Dan Carter
9. Piri Weepu
8. Rodney So'oialo
7. Richie McCaw (capitão)
6. Jerry Collins
5. Ali Williams
4. James Ryan
3. Carl Hayman
2. Anton Oliver
1. Tony Woodcock

16. Keven Mealamu
17. Neemia Tialata
18. Jason Eaton
19. Chris Masoe
20. Byron Kelleher
21. Ma'a Nonu
22. Malili Muliaina

Irlanda recebe Springboks

Acrescente-se que outros dos «test-matchs» do fim-de-semana opõe os irlandeses aos sul-africanos. O jogo será disputado em Lansdowne Road e será um dos últimos jogos disputados no referido estádio, antes do fecho para remodelação do mesmo.

O nosso «correspondente» em Dublin, Manuel Mourão, vai estar em Lansdowne Road e enviou-nos alguns dados estatísticos muitíssimo interessantes sobre o jogo em questão. Para aceder à ficha do jogo, clique aqui.

«Porque eu sou do tamanho do que vejo...»

«Porque eu sou do tamanho do que vejo
E não do tamanho da minha altura...»

Fernando Pessoa

Há uns anos havia a ideia que de o Rugby era um jogo para indivíduos extremamente fortes e rijos, e que nele não havia lugar para homens mais baixos ou menos poderosos fisicamente. O jogo era menos regulamentado, e isso favorecia naturalmente as equipas mais físicas.

Hoje já quase ninguém pensa assim, e se o jogo continua a ter uma forte dimensão de contacto físico, a verdade é que num XV há lugar para todos aqueles que tenham dentro de si o essencial da filosofia do jogo: coragem, fair-play, ambição (positiva), agressividade quanto baste e espírito de equipa.

Nenhuma equipa ganha o jogo antes dos 80 minutos. Nenhuma equipa «já ganhou» só porque tem um pack mais pesado, ou uma equipa mais robusta físicamente. Os homens já não se medem aos palmos (aliás, alguma vez se mediram?) e no Rugby moderno o tamanho do jogador já não é o da sua altura, mas sobretudo o da sua entrega ao jogo.

O sonho comanda a vida, e torna possível o impossível. Sejamos amanhã, na fria Tblissi, homens do tamanho do nosso orgulho luso, do tamanho da nossa vontade e da nossa visão e sonho de uma presença em França. Joguemos «à portuguesa»... e tenho a certeza de que iremos surpreender muita gente neste (tantas vezes viciado, porque preconceituoso) mundo oval.

Força, Lobos! Têm um país a torcer por vocês.

quinta-feira, novembro 09, 2006

Revista de Imprensa



#1
Por ALEXANDRE REIS
in Jornal Record
Râguebi: Tomaz Morais seduzido por Academia dos leões
OBJECTIVO MUNDIAL PODE FECHAR CICLO DO SELECCIONADOR

A missão de levar Portugal ao eventual apuramento para o Mundial de França (2007) vai, muito provavelmente, fechar um ciclo na carreira de Tomaz Morais, seleccionador nacional.

O também professor de Desporto na Lusófona tem colaborado pontualmente com a Academia de futebol do Sporting, em Alcochete, e os leões já demonstraram interesse em garantir nos seus quadros o categorizado técnico, nomeado para “Treinador do Ano 2004” pela Federação Internacional (IRB).

Pese a sedução de Morais pelo Sporting, clube de que é adepto, a possibilidade ainda está longe de se concretizar, mas pode ganhar forma com o decorrer do tempo.

“Assumi um compromisso com estes rapazes, de lutarmos pelo apuramento para o Mundial, pelo que vou até ao fim. Não os ia deixar a meio do percurso. Depois desta missão, pode ser que a porta ainda esteja aberta”, considerou o seleccionador, que termina contrato com a Federação (FPR) em Agosto de 2007, antes da realização da prova gaulesa, entre 7 de Setembro e 20 de Outubro.

Faltam condições

Apesar das recentes conquistas de Portugal, vencedor do Torneio das Seis Nações (Grupo B) em 2004 e apurado para o playoff de qualificação para o Mundial frente à Geórgia – a primeira mão decorre sábado em Tiblissi –, Morais não tem visto evolução nas condições de trabalho, manifestando-se desiludido:

“Cada dia que passa é tudo mais difícil. Tem de haver uma estratégia da Federação para os jogadores serem libertados dos compromissos profissionais, pois já se viu que conciliar a alta competição com uma profissão é impossível em Portugal. Tive de dispensar Sebastião Cunha e Mata Pereira, porque têm um teste universitário inadiável no dia do jogo. Já Miguel Portela chegou ao treino quase no fim, por causa do trabalho. Assim não pode ser. Isto não é um passeio. É uma representação nacional. São jogadores que lutam até à exaustão, terminando os jogos com o sangue na cara.”


Créditos: Jornal Record.

#2
Por José Rodrigues
in Jornal O Jogo
Portugal em uníssono à procura do sonho

A selecção partiu para a Geórgia com uma única ideia: resolver a qualificação agora em Novembro e ver garantida a sua presença no Mundial

A Selecção Nacional partiu ontem para a Geórgia onde, no próximo sábado, vai disputar o primeiro jogo do "play-off" de apuramento para a Taça do Mundo de 2007.

Nunca a formação das "quinas" esteve tão perto de se apurar para um Mundial e a motivação é grande num grupo de trabalho muito coeso e que tem vindo a alimentar o sonho ao longo de quatro anos.

Mas a tarefa que espera a formação das "quinas" não é nada fácil e além de um adversário poderoso, os "Lobos" terão de mostrar toda a sua garra num "ambiente muito hostil, de grande rudeza, onde a comida é francamente má e onde não há como passar o tempo", disse o seleccionador nacional, Tomaz Morais, que acrescentou: "Estes jogos ganham-se, sobretudo, com a cabeça. Temos de ser muito fortes para não desistir nunca. Enquanto houver sangue nas veias e ar nos pulmões, vamos à guerra, temos de nos superar".

À partida de Lisboa e depois de uma preparação cuidada, com as limitações próprias de amadores, uma ideia era comum a todo o grupo - resolver o apuramento neste "play-off". Para isso, Tomaz Morais insistiu no "sistema de jogo, com sessões curtas, mas de grande vivacidade para tentar criar aquilo que pretendemos do jogo. Vamos montar uma defesa muito agressiva, com placagem muito baixa e a atacar vamos tentar não jogar nos nossos 40 metros e arriscar com responsabilidade", disse e, rematando: "Não há medos nem receios, temos de os enfrentar olhos nos olhos e derrubá-los, porque o pensamento é só um: resolver tudo agora".

"Vamos montar uma defesa muito agressiva, com placagem muito baixa e a atacar vamos tentar não jogar nos nossos 40 metros e arriscar com responsabilidade"

TOMAZ MORAIS, SELECCIONADOR NACIONAL


#3
In Jornal A Bola
Tomaz Morais divulga eleitos para a Geórgia

O seleccionador nacional de râguebi, Tomaz Morais, divulgou, esta terça-feira, a lista de convocados para o jogo de sábado, na Geórgia, relativo à primeira «mão» do «play off» de apuramento para o Campeonato do Mundo de 2007, a decorrer em França.
ASF
A equipa das quinas parte quarta-feira, ao início da tarde, para Munique e só deve chegar a Tbilissi pelas 5 horas locais de sexta-feira. O jogo da primeira «mão» realiza-se sábado a partir das 19 horas (15 horas em Portugal Continental). A partida de Lisboa está marcada para o próximo dia 25.

Lista dos convocados:

Pilares: Joaquim Ferreira, Cristian Spachuk, Rui Cordeiro e Gustavo Duarte;

Talonadores: João Correia e Paulo Santos;

Segundas linhas: Marcello D´Orey e Gonçalo Uva;

Terceiras linhas: Vasco Uva, Diogo Coutinho, Paulo Murinello, Juan Severino e Francisco Fragateiro;

Formação: José Pinto e Luís Pissarra;

Aberturas: Duarte Pinto;

Centros: Diogo Mateus e Miguel Portela;

Pontas: Pedro Carvalho, Frederico Sousa e Filipe Saldanha;

Defesas: António Aguilar, Pedro Leal e Gonçalo Malheiro.

#4
in O Norte Desportivo
PORTUGAL CONFIANTE PARA JOGO COM GEÓRGIA

A Selecção Portuguesa partiu ontem para a Geórgia com diversas dificuldades logísticas, mas “determinada” a contrariar, sábado, em Tbilissi, o claro favoritismo adversário e apurar-se pela primeira vez para o Campeonato do Mundo. “A nossa missão é complicada, mas a equipa está bem e confiante. Apesar de todas as dificuldades, estamos determinados a garantir um bom resultado, que nos permita discutir a eliminatória dia 25, em Lisboa”, garantiu o seleccionador Tomaz Morais, perspectivando a primeira mão do «playoff», que explicou alguns dos problemas lusos: “Somos uma equipa amadora a competir no meio profissional. Trabalhamos à noite, a horas que são para as pessoas descansarem, não podemos treinar duas vezes por dia e raramente juntamos num treino todos os jogadores convocados. Ainda por cima, desta vez, não vamos contar com dois universitários que estão em exames, nem com um atleta que joga em França, pois o seu clube não o libertou”. Além disso, os problemas com a alimentação, já sentidos na última visita, em Março, agravam o cenário, desabafou Tomaz Morais: “É complicadíssimo, mas é o que está nas nossas possibilidades “. O “enorme potencial” do adversário também não facilita a tarefa portuguesa: “Têm uma grande consistência de jogo, possuem uma equipa muito experiente, são extremamente poderosos fisicamente e jogam em casa, num grande estádio que vai estar completamente cheio”. Para contrariar o favoritismo georgiano, Tomaz Morais espera que a sua equipa se revele “muito bem organizada na defesa, a única forma de discutir a eliminatória”: “Para termos hipóteses, devemos basear o nosso jogo numa grande defesa, conquistar a bola em formação alinhada e alinhamento e usar a bola de forma muito consistente, jogando ainda muito agrupados no contacto”.


#5
in Agência Lusa
08/11/2006 RÂGUEBI
Mundial2007 (play-off)
Portugal quer contrariar favoritismo geórgio

A selecção nacional parte hoje para a Geórgia com diversas dificuldades logísticas, mas "determinada" a contrariar sábado em Tbilissi o claro favoritismo adversário e apurar-se pela primeira vez para o Campeonato do Mundo.

"A nossa missão é complicada, mas a equipa está bem e confiante. Apesar de todas as dificuldades, estamos determinados a garantir um bom resultado, que nos permita discutir a eliminatória dia 25, em Lisboa", garantiu Tomaz Morais, à Agência Lusa, perspectivando a primeira "mão" do "play-off".

O seleccionador explicou alguns dos problemas lusos: "somos uma equipa amadora a competir no meio profissional. Trabalhamos à noite, a horas que são para as pessoas descansarem, não podemos treinar duas vezes por dia, algo que a alta competição requer e os nossos adversários fazem, e raramente juntamos num treino todos os jogadores convocados. Ainda por cima, desta vez, não vamos contar com dois universitários que estão em exames, nem com um atleta que joga em França, pois o seu clube não o libertou".

A logística da viagem não melhora o cenário, já que Portugal treina às 10:00 em Monsanto, parte para a Alemanha ao início da tarde e passa o resto do dia em Munique, voltando a viajar sexta-feira, com chegada prevista a Tbilissi às 05:00 locais - o desafio decorre sábado às 19:00 (15:00 em Portugal).

Os problemas com a alimentação, já sentidos na última visita, em Março, agravam o cenário: "É complicadíssimo, mas é o que está nas nossas possibilidades. Temos parcos recursos financeiros e vários trabalhadores que não se conseguem libertar mais cedo", desabafou Tomaz Morais.

O "enorme potencial" do adversário também não facilita a tarefa portuguesa: "eles têm uma grande consistência de jogo, possuem uma equipa muito experiente, com quase todos os atletas a alinhar em França, são extremamente poderosos fisicamente e jogam em casa, num grande estádio que vai estar completamente cheio".

Para contrariar o favoritismo georgiano, Tomaz Morais espera que a sua equipa se revele "muito bem organizada na defesa, a única forma de discutir a eliminatória".

"Para termos hipóteses, devemos basear o nosso jogo numa grande defesa, conquistar a bola em formação alinhada e alinhamento e usar a bola de forma muito consistente, jogando ainda muito agrupados no contacto. No último jogo lá, em Março, no Torneio das Seis Nações B, perdemos 13 bolas próprias, um dos motivos que explicou a derrota por 40-0, depois de termos vencido em Lisboa por 19-14", recordou.

O Campeonato do Mundo disputa-se em Setembro de 2007, em França e, se não ultrapassar a Geórgia, Portugal vai disputar a repescagem, tendo de vencer o derrotado do embate entre Namíbia e Marrocos e, depois, ganhar também ao Uruguai, sempre a duas "mãos", para concretizar o sonho de chegar pela primeira vez a um Mundial.